quarta-feira, 25 de março de 2015

100 RESPOSTAS ÀS PERGUNTAS QUE NÃO MAIS CLAMAM

Antes de apresentarmos o livro que segue, gostaria de expressar minha extrema gratidão ao Pr. Roberto Biagini por sua disponibilidade em contribuir com este site, nos proporcionando o direito de publicar seu livro-resposta aqui.
O título do livro que o Pr. Biagini escreveu é: "100 Respostas às perguntas que não mais clamam". É um livro-resposta, como já dito, ao ensaio (pois não chega a ser uma obra) "100 perguntas que clamam por respostas". É indispensável observar que há entre os dissidentes certas "megalomanias", "hipérboles" e muitos "exageros" que se evidenciam em expressões como: "TODOS os pioneiros eram antitrinitarianos", "em TODA a Bíblia não se encontra a Trindade", "Ellen White NUNCA defendeu a Trindade" e o título dessa obra que foi refutada pelo Pr. Biagini é mais uma forte evidência dessas "megalomanias": "100 perguntas que CLAMAM por respostas". Eu diria que, na verdade, não passa de sussurros que partem de indivíduos com mentes embotadas pelo mal. Só e apenas isso... SUSSURROS...

Vamos ao que interessa:


  


POR
Pr. ROBERTO BIAGINI
Autor das Respostas e Apêndice
E-mail:
prbiagini@gmail.com






Para sua melhor compreensão siga a legenda abaixo:

        TEXTO EM VERMELHO = 100 Perguntas
         TEXTO EM AZUL = Índice (linkes) e 100 Respostas      
         TEXTO EM PRETO = Citações e Notas




ÍNDICE das 100 PERGUNTAS

9-    Jesus Cristo é o Espírito Santo? (P. 9 = 74 = 80)
17-    O Espírito não merece ser glorificado? (P. 17 = 35 = 41 = 47 = 64)
24-    O "Príncipe do Céu" não pode ser Deus? (P. 24 = 14 = 32)
26-    O Espírito Santo foi excluído da Criação? (P. 26 = 29 = 31 = 40)
27-    O Espírito Santo é o Espírito de Cristo? (P. 27 = 9 = 74 = 80)
29-    O Espírito Santo foi excluído da Criação? (P. 29 = 26 = 31 = 40 = 54)
31-    O Espírito Santo excluído da Criação? (P. 31 = 26 = 29 = 40 = 54).
32-    O "Príncipe do Céu" não pode ser Deus? (P. 32 = 14 = 24)
35-    Só o Pai e o Filho devem ser exaltados? (P. 35 = 17 = 41 = 48 = 64)
37-    O Pai consultou apenas o Filho sobre a Criação? (P. 37=26 =29 = 31 = 40)
40-    O Espírito Santo foi excluído da Criação? (P. 40 = 26 = 29 = 31 = 54)
41-    O Espírito não merece ser glorificado? (P. 41 = 17 = 35 = 48 = 64)
48-    Adão e Eva só louvaram ao Pai e ao Filho? (P. 48 = 17 = 35 = 41 = 64)
54-    O Espírito Santo estava ausente na Criação? (P. 54 = 26 = 29 = 31 = 40)
64-    O Espírito não merece ações de graças? (P. 64 = 35 = 17 = 41 = 48)
69-    O Espírito Santo foi excluído da Comunhão? (P. 69 = 16 = 20).
71-    Se Cristo é Deus, é o Seu próprio Porta-voz? (P. 71 = 53 = 65 = 76)
76-    Se Cristo é Deus, intercede para consigo mesmo? (P. 76 = 53 = 65 = 71)
86-    E. White nunca reprovou os anti-trinitarianos? (P. 86 = 96 = 97 = 98)
90-    Seria Ellen White antitrinitariana? (Ver pergunta 77)
97-    Ellen White nunca corrigiu Uriah Smith? (P. 97 = 86 = 96 = 98)
98-    Ellen White nunca corrigiu Uriah Smith? (P. 98 = 86 = 96 = 97)

APÊNDICE


                                                           





Introdução

Nos últimos dias têm surgido inúmeros questionamentos quanto à autenticidade da Doutrina da Trindade. [Como está escrito: "O Espírito afirma expressamente, que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé" – 1Tim. 4:1]
Como cristãos, não nos é permitido ter idéias novas, ou preferências próprias, no que diz respeito à fé. Especialmente quando se trata de assunto tão polêmico, que pode confundir ou fazer tropeçar aqueles que ainda estão iniciando sua carreira espiritual.
Somos constantemente advertidos de que qualquer doutrina só tem algum valor, quando fundamentada no que "está escrito" na Bíblia.
“Antes de aceitar qualquer doutrina ou preceito, devemos pedir em seu apoio um claro – Assim diz o Senhor” (O Grande Conflito, pág. 595). [Este questionário está baseado não num "Assim diz o Senhor", mas num "Assim não diz Ellen White" o que se provará ao longo dos argumentos firmados mais nas omissões e no silêncio da escritora do que em suas claras afirmações sobre a Trindade]
Quando estudamos profecias, ainda que possamos pensar de forma diferente da estabelecida pela maioria, há a segurança de sabermos que nenhuma nova interpretação pode derrubar marcos já estabelecidos. [Como disse Ellen White, que nenhum "alfinete" deve ser retirado da verdade inamovível (Review and Herald, 5 de maio de 1905)]
Tudo que fizermos deve estar amparado na revelação bíblica.
Este livreto contém 100 (cem) perguntas, que surgiram quando da realização de um minucioso estudo da Doutrina da Trindade. Estudo este que teve como base unicamente a Bíblia, os escritos de Ellen White e alguns artigos dos mais conhecidos pioneiros da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Para aceitarmos esta doutrina, como uma doutrina genuinamente bíblica, teremos que encontrar respostas às perguntas aqui apresentadas; caso contrário, tal doutrina se revelará anti-bíblica, devendo, portanto, ser rejeitada. [Mas, espera, não podemos ter "idéias novas" ou "preferências próprias", como foi reivindicado acima? Estão rejeitando as suas idéias se não forem coerentes com este questionário, antes mesmo de você começar a pensar?]
É com este pensamento que o convidamos a buscar na Bíblia ou nos escritos de Ellen White, respostas para as perguntas aqui apresentadas. [Se temos espírito cristão, podemos começar a respondê-las, confiando plenamente na Pessoa do Espírito Santo, que nos revela toda a Verdade]
Que Deus o abençoe!
Antes de passarmos às perguntas, cremos ser de suma importância a apresentação da Doutrina Oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, com referência ao assunto em questão; a Divindade.
A doutrina que apresentamos abaixo, tornou-se a doutrina oficial da IASD em 1980, após sua aprovação na reunião da Conferência Geral, realizada na cidade de Dallas, no Texas.
E é tudo verdade; pode verificar e confiar!


Os Adventistas crêem que...

“Existe um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três pessoas co-eternas.” – Manual da Igreja pág. 9.

Deus, o Eterno Pai, é o Criador, o Originador, o Mantenedor e o Soberano de toda a criação. Ele é justo e santo, compassivo e clemente, tardio em irar-Se, e Grande em constante amor e fidelidade. As qualidades e os poderes manifestos no Filho e no Espírito Santo também constituem revelações do Pai.” (Manual da Igreja pág. 9 e 10).

Deus, o Filho Eterno, encarnou-se em Jesus Cristo. Por meio dEle foram criadas todas as coisas, é revelado o caráter de Deus, efetuada a salvação da humanidade e julgado o mundo. Sendo para sempre verdadeiramente Deus, Ele se tornou também verdadeiramente homem, Jesus o Cristo...” (Manual da Igreja pág. 10).

 “Deus, o Espírito Santo, desempenhou uma parte ativa com o Pai e o Filho na Criação, Encarnação e Redenção. Inspirou os escritores das Escrituras. Encheu de poder a vida de Cristo. Atrai e convence os seres humanos; e os que se mostram sensíveis são renovados e transformados por Ele, à imagem de Deus. Enviado pelo Pai e pelo Filho para estar para sempre com Seus filhos, Ele concede dons espirituais à igreja, a habilita a dar testemunho de Cristo e, em harmonia com as Escrituras, guia-a em toda a verdade.” – Manual da Igreja pág. 10.

Sendo que, a partir de 1980 [???] esta é a Doutrina Oficial da Igreja  Adventista do Sétimo Dia, PERGUNTAMOS:

1.     Se o Deus único apresentado na Bíblia é um grupo de três pessoas divinas (e não três deuses), como afirma o Manual da Igreja, é correto chamar cada um deles, individualmente, de Deus? Por exemplo: "Deus Pai", "Deus Filho" e "Deus Espírito Santo"? Cada um deles é Deus, ou Deus é apenas o conjunto dos Três? Se chamamos cada um deles de Deus, como podemos sustentar que não são três deuses?

Se o Homem, único ser chamado Homem, é um grupo de duas pessoas humanas (e não dois Homens) como afirma o Dicionário e a Sociologia, é correto chamar cada um deles, individualmente, de Homem? Por exemplo: Homem Macho, Homem Fêmea? Cada um deles é Homem, ou Homem é apenas o conjunto dos dois? Se chamarmos cada um deles de Homem, como podemos sustentar que não são dois Homens?
Resposta óbvia: "Homem" inclui os dois seres humanos. Mas cada um deles é Homem no sentido de participar da mesma natureza humana, em sua forma plena. Homem é sempre Homem, mas Mulher pode ser chamada Homem no sentido genérico, por sua ligação humana.
Assim também com Deus. Mas tanto "é correto chamar cada um deles, individualmente, de Deus" que João disse de Jesus: "O Verbo era Deus" (João 1:1). A palavra "Deus" inclui as Três Pessoas; cada uma delas pode ser chamada Deus, por sua parte na Divindade.
Mas assim como há somente uma Humanidade, embora constituída de 2 seres, pessoas distintas, homem e mulher, assim também há somente uma Divindade, um só Deus, embora constituído de Três Seres, Pessoas distintas, Pai, Filho e Espírito Santo; e não são 3 Deuses. Como também não há 2 Humanidades. Mas 1+1+1, não são 3? Sim, mas 1x1x1=1. Ou seja, 3 Pessoas distintas, mas um só Deus.

2.     Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas e no mesmo nível hierárquico, por que Ellen White afirmou que Deus é o Pai de Cristo e Cristo é o Filho de Deus?

Deus é o Pai de Cristo; Cristo é o Filho de Deus. A Cristo foi atribuída uma posição exaltada. Foi feito igual ao Pai. Cristo participa de todos os desígnios de Deus”. (Testemunhos Seletos Vol. III, págs. 265-266).
Sustentamos que Deus é uma unidade de três Pessoas co-eternas, mas a Bíblia não afirma que as três Pessoas têm o mesmo nível hierárquico, dentro do que conhecemos como revelação da Economia da Redenção; pelo contrário, como pode ser visto claramente em 1Cor. 11:3. Se o Homem é uma unidade de duas pessoas que não tem o mesmo nível hierárquico (Efé. 5:22-24), embora participem da mesma natureza, isso se verifica igualmente nas três Pessoas da Divindade.
Mas, pense bem: filiação não significa inferioridade, como dizemos nós ocidentais. Filiação no conceito oriental (hebraico) significa igualdade de natureza. Assim, Cristo ser chamado de Filho do Pai é o mesmo que ser chamado de igual a Deus. Tanto ficou claro isso diante dos líderes judeus inimigos, que se prepararam para matar a Cristo, que Se fazia igual a Deus, apenas por Se denominar de Filho ("dizia que Deus era o Seu próprio Pai, fazendo-Se igual a Deus" - João 5:18).
Portanto, não foi só a sra. White quem disse que Cristo era o Filho de Deus. O próprio Cristo Se designou Filho de Deus, a fim de que todos soubessem que Ele era igual a Deus.

3.     Os trinitarianos afirmam que Cristo, por ser Deus eterno, só se tornou Filho de Deus, o Pai, após encarnar-se como ser humano. Teria então Ellen White mentido quando afirmou que Cristo era nascido de Deus, mesmo antes da fundação do mundo e da criação do anjos?

"Cristo era o Filho de Deus; tinha sido um com Ele antes que os anjos fossem chamados à existência”.  (Patriarcas e Profetas, pág. 38).[Veja como é claro: "Cristo era Deus essencialmente, e no mais alto sentido. Estava Ele com Deus desde toda a eternidade, Deus sobre todos, bendito para todo o sempre." Mensagens Escolhidas, vol I, p. 247:4]
Mas o contexto desta citação (Patriarcas e Profetas, pág. 38) é este: Satanás queria ter  "autoridade igual a do Filho de Deus" (p. 38:3). Os anjos fiéis procuravam dissuadi-lo de seu intento. "Cristo era o Filho de Deus" constituído (então, naquele momento crucial de rebelião de Satanás). Mas, e antes da criação dos anjos? Diz a citação depois: "tinha sido um com Ele (Deus) antes que os anjos fossem chamados à existência".
A frase: "Cristo era o Filho de Deus" se refere ao contexto anterior, que narra o surgimento do conflito: Deus O exaltou para ser o Seu Filho e Lúcifer teve ciúmes e inveja por não ter sido ele o escolhido; a frase: "tinha sido um com Ele" se refere a: "antes que os anjos fossem chamados à existência". Note que o sublinhado é tendencioso e faz unir as duas realidades diferentes, separadas e distantes, e ignora esse fato.]

"Antes que fossem postos os fundamentos do mundo, Cristo, o Unigênito de Deus, comprometeu-Se a tornar-Se o Redentor da raça humana, caso Adão pecasse....[Cristo também foi chamado de "Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo" (Apo. 13:8); mas isso não  significa que Ele foi morto naquela época, como também ser Ele chamado de "Unigênito de Deus" antes da fundação do mundo não significa que Ele foi originado por Deus naqueles idos antigos. Você pode dizer como uma figura de linguagem: "O pastor Fulano de Tal quando criança, ficou órfão." Ora, quando ele era criança, certamente não era pastor, mas as pessoas compreendem isso. O mesmo se dá com a declaração acima. No Concílio Celestial, Cristo foi "constituído" como Filho de Deus e Herdeiro do universo (Heb. 1:2), título jamais conferido a ninguém, nem a anjos, senão somente a Cristo (Heb. 1:5; 2:5-9, 14-16)] Em Sua Encarnação obteve de uma nova forma o título de Filho de Deus. [No Concílio Celestial, Cristo recebera o título; na Encarnação, Ele provava a realidade do que isso significaria para a sua vida; tanto é que Ele foi aperfeiçoado pelo sofrimento para ser o "Autor" de nossa Salvação (Heb. 2:10). Era uma imensa responsabilidade que Lhe custou a vida e a própria separação de Deus, recebendo a Sua ira, ao clamar: "Deus Meu, por que Me abandonaste?" (Mat. 27:46). Ademais, a partir da Encarnação, teria de arrostar todas as conseqüências que o título Lhe conferia de ser inclusive, Único em todo o Universo, ou seja, ninguém é, nem será jamais como Ele, eternamente: Divino e Humano ao mesmo tempo, o Inocente que levou os pecados da Humanidade inteira numa terrível Cruz, fato que será lembrado por toda a Eternidade. Certamente, isso é um "novo sentido" (versão castelhana), "nova intuição" (versão brasileira) de sentir na própria carne e no próprio Ser o que significa receber o título de Filho de Deus]. Disse o anjo a Maria: 'A virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. ’ Luc. 1:35. Ao mesmo tempo que era Filho de um ser humano, tornou-Se o Filho de Deus num novo sentido. [Clique aqui para ver o exemplo de Salomão – 'filho de Deus' em um "novo sentido". Antes da Encarnação, Ele era Filho de Deus "constituído" por decreto divino (Sal. 2:6-7). Depois da Encarnação, Ele era Filho de Deus "de fato" (João 1:34). Na Encarnação, Cristo não era só Filho do Homem, sendo parte dele; mas veio ao mundo com a parte divina também, num processo misterioso da união do humano com o divino]. Assim Se achou Ele em nosso mundo - o Filho de Deus [assim constituído: "será chamado Filho de Deus" - Luc.1:35; Heb.1:5], mas ligado [assim cumprido:], pelo nascimento, à raça humana.”  (Mensagens Escolhidas, vol. I, págs. 226 e 227).

Ellen White não disse acima que Cristo foi nascido de Deus, como se tivesse sido gerado como um deus menor de um DEUS MAIOR. Disse que Ele era o Filho de Deus, o que no conceito bíblico são expressões diferentes. Ser Cristo o Filho de Deus significa ser igual a Deus (João 5:18), em natureza, caráter e propósito (Patriarcas e Profetas, p. 34:1), adicionando-se a isso a hierarquia em Sua submissão ao Pai, sem ser Ele inferior (1Cor. 15:28). Ser Cristo Filho de Deus não significa que Ele foi originado e nascido do Pai; significa que Ele tem a mesma natureza do Pai, e é igual a Ele. A Bíblia não ensina a tese de um DEUS MAIOR, o Pai, criando ou gerando um deus menor, o Filho, como se fosse dividido de uma célula para se duplicar em outra.
O que realmente Ellen White disse foi que Cristo é incriado, não originado, eterno com o eterno Deus (Manuscrito 1001,1897; Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 247:3), "Pai da Eternidade" "EU SOU O QUE SOU" (O Desejado de Todas as Nações, págs. 24:4; 25:4 - Isa. 9:6), a plenitude da Divindade habitava nEle (Parábolas de Jesus, p. 115:1; Desejado, p. 24:3;), "Deus essencialmente e no mais alto sentido" (Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 247:3), "igual a Deus" (Atos dos Apóstolos, p. 333:3; Mensagens ao Jovens, p. 255:3; João 1:1, 5:18, etc.), "igual ao Pai" (Patriarcas e Profetas, págs. 34:1, 37:2, 69:3). Ora, depois de tudo isso, como poderia ter Cristo Se originado, ou nascido, se Ele sempre foi eterno, um com o Pai? Se Ele é "existente por Si mesmo, igual a Deus, infinito, onipotente" (Manuscrito 101, 1897), como pode ter nascido?
Mas não se esqueça também do que foi dito acima: ser "Filho de Deus"  era um "título" (Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 226:), não a descrição de uma origem divina, porque sendo Deus, Jesus Cristo é eterno e nunca teve origem, nem início de existência; Ele é o "Pai da Eternidade" (Isa. 9:6), e jamais terá fim a Sua vida. Foi como Homem na "Encarnação, que Cristo obteve uma nova intuição do título de Filho de Deus." Soube por experiência o que significava ser nascido, o que jamais acontecera na Eternidade.

4.     Ellen White afirmou em várias ocasiões que Cristo é o Filho de Deus, e é reconhecida pela organização da IASD, como sendo uma autêntica profetisa do Senhor. Diante deste fato, surge a seguinte pergunta: Por que nos dias atuais, quem faz a mesma afirmação é excluído da igreja?

Faz muito tempo que o autor deste livro prega que Jesus Cristo é o Filho de Deus, mas nunca foi excluído da igreja por afirmar isso. Igualmente, todos os pastores pregam a mesma coisa. Se alguém foi excluído, deve ter sido por outras razões....

5.     No Manual da Igreja, pág. 10, encontramos a seguinte afirmação: Deus, o Filho Eterno, encarnou-se em Jesus CristoDiante desta afirmativa, em quem devemos nós acreditar? Na Bíblia, onde afirma que Jesus Cristo se fez carne (Ele próprio) e habitou entre nós, ou no Manual da Igreja, onde afirma que Deus, o Filho Eterno, encarnou em Jesus Cristo (uma segunda pessoa)?  

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1:14).
Ver o Dicionário Michaelis, verbete : "En.car.nar - v. 1. Tr. ind., intr. e pron. Teol. Humanizar-se, tomar carne humana (no mistério da Encarnação): E o Verbo encarnou (-se)."
Portanto, "se fez carne" ou "encarnou-se" é a mesma coisa. Desse modo, Ele é uma só Pessoa, embora em duas naturezas: humana e divina.

6.     A Doutrina da Trindade afirma que o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus; se isso é verdade, por que não encontramos na Bíblia uma única vez a expressão; "Deus Espírito" ou "Deus Espírito Santo"?
Esse é um argumento baseado na omissão. Se Deus não deixou algumas afirmações escritas, mas deixou evidências para que nós tivéssemos o trabalho de pesquisar, Ele deve ter tido Suas razões. E se não temos certas expressões, mas temos as idéias, isso deve bastar.
Onde estão as palavras Teologia, Encarnação, Cristologia, Processão, Pneumatologia? Não podemos negar certas doutrinas claras na Bíblia, só porque não encontramos as palavras teológicas e técnicas que as definem didaticamente. Ademais, não podemos esperar que a Bíblia fale numa linguagem moderna, didática, rebuscada ou sistemática. Seu objetivo é mais prático e foi escrita para todos, especialmente para o povo comum.
Entretanto, a expressão "Deus Espírito Santo" está correta porque o Espírito é ao mesmo tempo Deus (Atos 5:3-4; Heb. 9:14), e ao mesmo tempo é Santo (Isa. 63:10; Mat. 1:18). A forma das expressões teológicas existem para facilitar a didática e conse-quentemente a compreensão.

7.     A Doutrina da Trindade afirma que "há um só Deus, que é uma unidade de três pessoas co-eternas”. Se isto é verdade, por que Ellen White escreveu que Cristo é nascido do Pai? Como Cristo sendo o próprio Deus, poderia ser nascido do Pai?

"A Ele Deus exaltou com a sua destra para ser Príncipe e Salvador, para dar arrependimento a Israel, e perdão para os pecados. Uma oferta completa tinha sido feita; por que" Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito... Não um Filho pela criação, como eram os anjos, nem um Filho por adoção, como o pecador perdoado, mas um Filho nascido à imagem e expressão da pessoa do Pai, e em todo o brilho de sua majestade e glória, um igual a Deus em autoridade, dignidade, e divina perfeição. NEle habitava toda a completa Divindade fisicamente". (The Signs of the Times, 30 de maio de 1895).

Note bem o contexto: Cristo foi exaltado como "Príncipe e Salvador" e "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito", e então passa Ellen White a afirmar o nascimento humano, que conforme Luc. 1:35, foi uma geração do Espírito Santo, e o poder do Altíssimo (Deus mesmo), gerando a Jesus Cristo considerado como Ente santo, chamado Filho de Deus. Portanto, a Trindade Se manifestou: O Pai, como Altíssimo; o Filho, como o Ente Santo e Filho de Deus, e o Espírito Santo. Se a Encarnação foi uma união do divino com o humano, Cristo é Filho do homem e Filho de Deus.
Agora, acrescente o que Paulo disse: "Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a Criação" (Col. 1:15), "porquanto nEle habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (2:9), "Ele é o resplendor da glória e a expressão exato do Seu Ser" (Heb. 1:3) – e você tem tudo o que disse Ellen White, em outras palavras.

“O eterno Pai, Aquele que é imutável, deu seu único Filho [(que é eterno com o Pai – Isa. 9:6; portanto, não nascido e nem criado) nascido dEle, (durante o mistério da Encarnação), retirado do seu seio, (retirado da companhia de Deus – comp. com o "seio de Abraão" – Luc. 16:22, Aquele que sempre estava "com Deus" – João 1:1),  aquele que foi a expressa imagem de Sua pessoa, (Aquele que "era Deus" -  João 1:1, que é "igual a Deus" – Fil 2:6, foi dado para nascer entre os homens)] e enviado à terra para revelar o quanto Ele amou a raça humana.” (Advent Review and Sabbath Herald, 07 de setembro de 1895).

8.     Se o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um, por que Cristo omitiu o "Deus Espírito Santo", ao referir-se à unidade que existe entre os membros da divindade?

“Não crês que Eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras.” (João 14:10).
“A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.” (João 17:21-23).
Eu e o Pai somos um.” (João 10:30).

Será que Jesus Cristo omitiu o Espírito Santo na unidade da Trindade? Mas a Pergunta 8 citou João 14:10: "Eu estou no Pai, ... o Pai está em Mim". E poderia ter lido logo abaixo: "o Espírito da verdade... habita convosco e estará em vós" (v. 17), e segue dizendo: "Naquele dia vós conhecereis que Eu estou em Meu Pai e vós em Mim e Eu em vós!" (v. 20). Ou seja: se o Espírito Santo está em nós, e nós em Cristo e Cristo em Deus, faltou alguém?
Por que quando Jesus falou do Espírito Santo em João 7:37-39 omitiu o Pai? Por que Paulo omitiu o Pai quando falou da "unidade do Espírito" em Efés. 4:3? Por que não acompanhou a Cristo dizendo a "unidade do Pai"?
Mas para a felicidade de todos os cristãos, Paulo continua dizendo que nossa Unidade é do Espírito e através dEle, o Senhorio é de Cristo e a Paternidade é de Deus (Efés. 4:3-6).
Paulo não omitiu a unidade do Espírito com o Pai, quando disse: "porque por Ele (Jesus Cristo), ambos temos acesso ao Pai em um Espírito", (Efés. 2:18) facilitando a compreensão dos Três como uma Trindade de Pessoas que agem em comum acordo.
Ademais, Paulo corrobora este ensino nos versos seguintes afirmando que Jesus Cristo é a pedra angular, sendo nós edificados em união com o Pai "Deus, no Espírito" (Efés. 2:20-22), afirmando novamente as Três Pessoas em nossa unidade.
Portanto, bem poderia dizer o Cristo: "Eu e o Pai somos Um" (João 10:30) em "comunhão do Espírito Santo" (2Cor. 13:13), ou "Eu, o Pai e o Espírito Santo somos Um", se ao menos os Seus interlocutores estivessem preparados para ouvir. Mas eles não O conheciam (João 14:17).

9.     Se o Espírito Santo é uma pessoa distinta do Pai e de Jesus Cristo, por que Ellen White disse que o Espírito Santo é o próprio Cristo despido da humanidade?

“Impedido pela humanidade, Cristo não poderia estar em todos os lugares pessoalmente, então foi para vantagem deles (os discípulos) que Ele deveria deixá-los, ir para o Pai, e enviar o Espírito Santo para ser o Seu sucessor [su.ces.sor, adj. Que sucede a outrem. S. m. 1. Aquele que sucede a outrem. 2. Aquele que herda; herdeiro. 3. Aquele que tem dignidade ou predicados iguais aos que teve outrem. (Michaelis)] na terra. O Espírito Santo é Ele mesmo, despido da personalidade da humanidade e independente dela. Ele Se representaria ["Representante: Que representa; representador. Pessoa que representa outra "– (Michaelis)] como estando presente em todos os lugares pelo Seu Espírito, como o Onipresente. “Mas o Consolador, O Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (João 14:26). “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei” (João 16:7).” (Manuscripts Releases Volume14, pág. 7).
Nota: O Espírito Santo é o Espírito do próprio Cristo e não uma pessoa distinta dEle.

Logo a seguir Ellen White completa dizendo que o Espírito é o Sucessor (com "dignidade e predicados iguais" aos de Cristo) e Representante de Cristo: "Ele se representaria ... pelo Seu Espírito como o Onipresente". Isto é: O Cristo é como se fosse o próprio Espírito Santo, porque despido da humanidade.
Cristo também usou a mesma forma de linguagem quando Se referiu a João. Ele disse: "E se o quereis reconhecer, ele  mesmo (João Batista) é Elias" (Mat. 11:14). Agora, você pode dizer que João Batista é Elias? Não, João Batista é como se fosse Elias.
Ellen White, se cremos que foi profetisa, (como de fato cremos) está autorizada a usar esse tipo de linguagem, como os profetas antigos usavam, como por exemplo Malaquias (4:5-6), falando igualmente de Elias quando se referiu ao Batista. João evangelista usou a mesma linguagem ao dizer que Jezabel ensinava e seduzia aos cristãos de Tiatira (Apo. 2:20), quando na realidade Jezabel estava na sepultura, querendo dizer que seus responsáveis eram como se fosse Jezabel em sua apostasia.  
Ou Jesus mesmo falando: "Eu sou a porta" (João 10:39), querendo dizer: Eu sou como se fosse uma porta, porque "Se alguém entrar por Mim, será salvo". Por que literalizar a palavra do Profeta? Ou da profetisa? Só porque ela é do nosso tempo? Numa leitura cuidadosa dos seus escritos, vemos nela muitas vezes o mesmo método encontrado nas Escrituras Sagradas.
Portanto, não se pode enfatizar apenas uma parte da verdade, apenas uma sentença, apenas uma expressão que favoreça a uma idéia fixa, palavras tiradas do seu contexto mediato e imediato, se fizemos um compromisso com a própria verdade.
Por que Ellen White não foi citada noutros textos onde ela apresenta a personalidade do Espírito Santo, como Pessoa distinta de Cristo? Ela disse: "O Pai e o Filho tem ambos personalidade." "O Espírito Santo tem personalidade, do contrário não poderia testificar..." (Testemunhos para a Igreja, vol. 9, p. 68. 1909; Manuscrito 20, 1906; Evangelismo 613, 617).
Portanto, não devemos ser encontrados fazendo Ellen White dizer o que ela realmente não queria dizer.

10. Segundo a Doutrina da Trindade, o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus. Se isso é verdade, como entender então Joel 2:28-29, onde afirma que Deus derramaria o Seu Espírito sobre toda a carne?

“E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias.” (Joel 2:28-29).

Todos concordam que Jesus Cristo é uma Pessoa e é Deus. Mas se isto é verdade, como entender então Rom. 13: 14, onde se afirma sem nenhum embaraço, nenhum pedido de desculpas: "revesti-vos do Senhor Jesus Cristo"? Portanto, o texto sagrado se vê na liberdade de falar simbolicamente até de pessoas como sendo derramadas ou vestindo e revestindo outra.

Nota: Neste texto, Deus (o Pai) diz: "Derramarei do meu Espírito".
O dicionário Michaelis define "meu" como sendo pronome pessoal designativo de algo que pertence à pessoa que fala, ou que diz respeito a ela.
"Meu - pron. pess. 1. Designativo de coisa que pertence à pessoa que fala. 2. Que me pertence ou me diz respeito."
Diante do que diz o dicionário, o espírito que será derramado, pertence à Deus (o Pai), sendo parte dEle e não uma outra pessoa.

Deus também disse de Cristo: "Este é o Meu Filho amado" (Mat. 3:16), mas nem por isso Jesus Cristo deixou de ser uma Pessoa que faz parte da Trindade.

11. Se o espírito, no que diz respeito às criaturas vivas é o fôlego de vida, ou a energia vital que provém de Deus e os mantém vivos, e jamais deve ser entendido como uma entidade (um ser) inteligente, que pode viver independentemente do corpo, por que quando a mesma palavra (ruach – AT ou pneuma - NT) aparece relacionada ao nome de Deus (Espírito de Deus ou Espírito Santo), deve ser entendida como um “ser” pessoal fora de Deus, ou seja, a "terceira pessoa da trindade"?

Os anjos também são chamados de ventos (rûach – Sal. 104:4; pneuma - Heb. 1:7), espíritos (pneuma – Heb. 1:14) e no entanto são entidades inteligentes, seres vivos e pessoas. Os demônios são chamados de espíritos, mas nem por isso deixam de ser pessoas (Apo. 16:14).
Como poderíamos confundir o eterno Deus com "o homem, cujo fôlego está no seu nariz"? (Isa. 2:22). Ver artigo sobre o ESPÍRITO DE DEUS e o espírito do homem - clicando aqui.

12. Em nossas orações é comum pedirmos ao Pai que dê uma porção dobrada de Seu Santo Espírito. Se levarmos em consideração o ensinamento da Doutrina da Trindade, no ponto em que afirma ser o Espírito Santo, uma pessoa distinta do Pai e de Seu Filho Jesus Cristo, seria correto orarmos desta forma? Não estaríamos sendo incoerentes, ao pedirmos ao Pai que mande uma porção dobrada de outra pessoa, o "Deus Espírito Santo"?

Examine novamente Rom. 13:14, e verá que Paulo usa uma linguagem simbólica ao se referir a Cristo, que é uma Pessoa, da qual devemos ser revestidos. Seria próprio rogar o apóstolo que sejamos revestidos de uma pessoa como Cristo? Esta é uma figura de linguagem aprovada pela inspiração.

13. Se Cristo é o Deus eterno, como afirma o Manual da Igreja (pág.10), não poderia morrer. Então por que a Bíblia afirma taxativamente que Cristo morreu, e que Deus o Pai o ressuscitou?

 “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores." (Romanos 5:8).
“Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos.” (Gálatas 1:1).

Tanto a Bíblia (João 1:1, Col 2:9, etc) como Ellen White (ver Pergunta 3) afirmam que Cristo é eterno e igual a Deus. Real-mente, Sua natureza divina é imortal, nunca morre.
Então, pelo plano da Salvação, Ele Se fez carne, a fim de que pudesse morrer (Heb. 2:14) e pagar o preço de nossa redenção. Ele então, foi ressuscitado em sua natureza humana; a divina não precisava de ressurreição, porque não morre.
Ellen White respondeu a esta objeção. Em 1897, ela rejeitou o raciocínio pioneiro, explicando que, ao Jesus morrer na cruz, "a divindade não morreu; a humanidade morreu" (Manuscrito 131, 1897). Novamente, ela escreveu: "A humanidade morreu; a divin­dade não morreu" (Youth’s Instructor, 4 de agosto de 1898).

14. Se Cristo é o próprio Deus eterno, por que o livro de Atos afirma que Cristo, além de ter sido ressuscitado por Deus, foi elevado a Príncipe e Salvador? Como Cristo poderia ser elevado a Príncipe se já era o próprio Deus?

“O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, ao qual vós matastes, suspendendo-o no madeiro. Deus com a Sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão dos pecados.” (Atos 5:30 e 31).
Nota: Veja que nos textos abaixo, Ellen White refere-se à Cristo como Emanuel, o Príncipe da paz, e não o Deus da paz. [Emanuel significa "Deus conosco" - Mat. 1:23. Portanto, Jesus Cristo é Deus, chamado "a nossa Paz" – Efé. 2:14; Miq. 5:5. Mas em Isaías, Ele é tanto "Príncipe da paz" como "Deus forte" (Isa. 9:6).]

"Se vossa vida está escondida com Cristo em Deus, um Auxiliador divino estará ao vosso lado, e sereis um com o Salvador, e um com aqueles a quem estais ensinando. Nunca exalteis o eu; exaltai a Cristo, glorificai-O; honrai-O perante o mundo. Dizei: Acho-me sob a bandeira manchada de sangue do Príncipe Emanuel [= Príncipe "Deus conosco"].  Estou inteiramente do lado do Senhor.” (Conselhos para Pais, Professores e Estudantes, pág. 152).
"Todo o nosso futuro depende de nossa ação individual, de abrirmos o coração para receber o Príncipe da paz. Nossa mente pode encontrar calma e repouso mediante o entregarmo-nos a Cristo, em quem há poder eficiente." (Mente, Caráter e Personalidade, vol. 1 pág. 68).

Cristo não é "o próprio" Deus eterno, no sentido de ser a mesma pessoa do Pai, dando a entender que Ele é o Pai; Ele é Deus eterno e tem a mesma natureza de Deus o Pai, o que é bem diferente. No primeiro caso, temos uma só pessoa; no 2º, falamos de duas pessoas.
Como poderia ser Cristo Criador e, portanto Dono de todas as coisas, e ser elevado à categoria de Herdeiro de Deus? (Heb. 1:2). Ora, se Ele é Dono, que necessidade tem Ele de ser constituído Herdeiro? Pois é claro: como Deus, Ele é Dono; como Homem, Ele conquista. Quanto ao seu principado, está escrito que é Príncipe (Dan. 12:1; Apo. 1:5). Pela Sua morte, Ele conquistou tudo (Apo. 5:9).
Mas quanto à paz, de fato é o "Príncipe da paz". Mas note que no mesmo verso, Isaías diz que Ele é "Deus Forte e Pai da Eternidade" (Isa. 9:6).
Estamos falando de posição ou de natureza? Falamos de Cristo como elevado a Príncipe e Salvador, em sua nova posição, que em nada diminui a Sua natureza eterna.

15. Sendo que, segundo crêem os trinitarianos, o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus, por que Cristo não menciona esta pessoa ao afirmar que nossa salvação está em conhecermos a Deus Pai e a Jesus Cristo a quem Ele enviou? O “Deus Espírito Santo” não tem participação em nossa salvação?

“Tendo Jesus falado estas coisas, levantou os olhos ao céu e disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti, assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." (João 17:1-3).

E se alguém O ignorar? Se perderia, não? Pois sobre o Espírito Santo disse Jesus Cristo que aquele que O ignorar, desdenhar ou blasfemar contra este Ser divino, se perderá (Mat. 12:31-32), o que significa que devemos conhecer muito bem o Espírito Santo, Sua natureza, Sua obra e a todos os Seus apelos para a justiça constantemente, não O apagando (1Tess.5:19), nem O entristecendo (Efés. 4:30) e muito menos resistindo-O (Atos 7:51).
Mas Estêvão não mencionou o Pai, nem o Filho nesse momento (Atos 7:51). Por quê? Eles não fazem parte de nossa salvação? Ora, os argumentos sobre a  omissão por vezes, não tem valor, porque noutros textos as coisas se explicam. O Espírito Santo tem tão grande parte na salvação que é o Agente que nos convence do pecado (João 16:8), sem o que não poderia haver salvação.
O Espírito Santo não está ignorado, mas a cada momento Ele é lembrado e reconhecido, falando à nossa consciência: "Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: 'Este é o caminho, andai por ele'."(Isaías 30:21). Como poderia o Espírito ser mais lembrado do que isto? Como pode alguém sugerir que está sendo ignorado na salvação e não faz parte dela, se a cada momento fala ao nosso coração? "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Rom. 8:16).

16. Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, como afirmam os trinitarianos, por que João e Ellen White excluíram o "Deus Espírito Santo", ao afirmarem que nossa comunhão é com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo?

“O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.” (I João 1:3).
"Estabeleçamos, pois, uma relação verdadeira com Aquele que nos amou com amor tão maravilhoso. Aceitemos os meios que nos foram oferecidos, para sermos transformados à Sua semelhança e restaurados à comunhão com os anjos ministradores, à harmonia e comunhão com o Pai e o Filho.” (Caminho a Cristo, pág. 20).
Nota: É interessante frisar que, no texto acima, Ellen White inclui os anjos ministradores na comunhão, e, no entanto, nem faz menção ao "Deus Espírito Santo”.

João escreveu sobre a permanência ou comunhão com o Espírito, em 1João 4:13. Mas note bem: Em 4:13, ele fala do Espírito Santo; no v. 14, Ele fala do mundo onde estamos, de Deus o Pai e do "Seu Filho" Jesus Cristo, que é Deus em 1João 5:20. Portanto, Pai, Filho e Espírito Santo estão juntos, unidos em comunhão conosco.
Mas, acerca da comunhão do Espírito, por que não lemos o que disse Paulo? "A graça do Senhor Jesus Cristo e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós" (2Cor. 13:13).
Teria Ellen White omitido isso? Disse ela: "... nunca será necessário que nós perturbemos nossa comunhão com Cristo, nossa companhia com o Espírito" (Ciência do Bom Viver, p. 485). E mais: "... eram (os discípulos) postos em comunhão com a Divindade". "Espírito Santo ... da Divindade (O Desejado de Todas as Nações, págs 507:2; 671:2).

17. Se o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus, como crêem os trinitarianos, por que Paulo afirma que devemos dobrar os joelhos ao nome de Jesus para glória de Deus o Pai? O "Deus Espírito Santo" não merece ser glorificado?

“Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:10-11). 

Por que não lemos sobre a glória que o Espírito Santo recebe em Isaías 6:3? Por que será que os anjos cantam "Santo, santo, santo é o Senhor (YHWH, Jeová, no original) dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória"? Não bastaria dizerem os serafins apenas uma vez: "Santo!" 
A quem se refere esta passagem? João disse que isso se refere a Deus o Pai (Apo. 4:8); também disse que isso se refere a Cristo, ao dizer que Isaías viu a Sua glória (João 12:41); e Paulo disse por sua vez que isso se refere ao Espírito Santo.
Mas onde fica o Espírito Santo nesse contexto? Paulo inclui a Pessoa do Espírito Santo naquele louvor, ao estar também lá naquele momento, quando o próprio Espírito falou as palavras que foram escritas por Isaías naquela exata circunstância. Paulo disse: "Bem falou o Espírito Santo a vossos pais, por intermédio do profeta Isaías...", e repete o trecho de Isaías 6, em pauta (Atos 28:26-27); ou seja, Jeová falou o qual é identificado como o Espírito Santo falando.
Pronto: Lá estava o Espírito recebendo o louvor dos anjos, e Ele que é santo, recebia o louvor por ser santo (Isa. 63:10), como santo é o Pai (João 17:11) e o Filho (Luc. 1:35), sendo este o maior característico do Deus verdadeiro, porque aos falsos deuses do paganismo ninguém chamava de "santos" por não ser verdade. Portanto, glórias demos ao Espírito que é Santo, e trabalha em nossa natureza, para que sejamos também santos (Efés. 3:16; 1Ped. 1:2).

18. Na Bíblia encontramos vários textos que fazem referência ao trono de Deus (o Pai) e de Cristo (o Cordeiro), no entanto, não encontramos um único texto que faça menção ao trono do "Deus Espírito Santo". Não é estranho a Bíblia não citar uma única vez o trono do Espírito Santo, sendo que, segundo crêem os trinitarianos, o Espírito Santo é Deus e uma das pessoas da Trindade?

“Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos. Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele.” (Apocalipse 22:1-4).
“Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.” (Apocalipse 3:21).
“Desde agora estará sentado o Filho do homem à direita do Todo-poderoso Deus.” (Lucas 22:69).
“Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.” (Apocalipse 5:13).
“E clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.”  (Apocalipse 07:10).

Cristo está à direita do Pai? Sim (Luc. 22:69; Atos 7:56; Heb. 8:1). Ora, se Cristo está à direita do Pai, quem está à Sua esquerda? É fácil imaginar que é o Espírito Santo quem ocupa o lugar à esquerda do Pai, porque não existe trono com direita, sem esquerda.  
Lemos em Isaías sobre "um alto e sublime trono" e nele estava assentado "o Senhor" (Isa. 6:1). Ora, o Pai é Senhor (Isa. 64:8; Mat. 11:25); Jesus Cristo é Senhor (Rom. 1:4); o Espírito Santo é Senhor (2Cor. 3:17-18).  Se o Pai, o Filho e o Espírito Santo são os três chamados "Senhor", e o Senhor é que foi visto no trono, então, podemos estar certos de que os Três estavam lá no trono. E se antes vimos que o Espírito Santo estava recebendo o louvor dos serafins, agora O vemos no trono (Isa. 6:1-8 c/ Atos 28:26-27).
É só conferir: O mesmo 'Adônây (v. 1) que está "assentado sobre um alto e sublime trono" e falou no v. 8 ("a voz de 'Adônây" que dizia) é identificado por Paulo como sendo o Espírito Santo que falou em Isa. 6:8 (Atos 28:26-27). Como pode alguém dizer que Ele não está no trono?
Em Apo. 5:6, lemos acerca das 3 Pessoas da Trindade; duas são mencionadas em símbolo: Cristo é o Cordeiro;  o Pai é referido como Deus, e o Espírito lá no meio do trono é lembrado como sendo simbolizado pelos 7 Espíritos. Aí está: No meio do trono, vemos em símbolo tanto Cristo como o Espírito Santo, junto ao Pai que está assentado.

19. Em quem devemos acreditar, na Doutrina da Trindade, a qual afirma que Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, ou na Bíblia, que afirma existir somente um Deus, que é o Pai e um só Senhor, que é Jesus Cristo?

“Porque, ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores, todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.” (I Corintios 8:5-6).
Nota: O texto não diz que Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo), como afirmam os trinitarianos, mas que Deus é um só, o Pai, e que Jesus Cristo é o único Senhor.
"Então, falou Deus todas estas palavras: Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim." (Êxodo 20:1-3).
Nota: O texto acima não diz: "Nós somos o Senhor", também não diz: "Não terás outros deuses diante de nós."
O Texto deixa evidente que Deus é um só, o Pai, e não uma unidade de três pessoas co-eternas. 
O dicionário Michaelis define "Mim" como sendo a variação do pronome pessoal "Eu" (singular) e não "nós" (plural).
Mim - pron. pess. Variação do pron. eu, sempre regida de preposição: a mim, para mim, por mim.

Bastaria ler em Gên. 1:26: "Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança". "Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem" (Gên. 11,7). Ou poderíamos começar com 1:1: "No princípio, criou Elohim (Deuses, no original hebraico) os Céus e a Terra", indicando a pluralidade de Pessoas na Criação.
Além disso, a Bíblia ensina: 1) Deus é "um só Deus e Pai" (Mat. 6:9; Efés. 4:6); mas Jesus Cristo é tanto Deus (João 1:1; 5:18; Rom. 9:5; Tito 2:13; 1João 5:20), como Pai (Heb. 2:13 úp; João 14:18; Isa. 9:6).  
A Bíblia ensina: 2) Deus o Pai é Senhor (Isa. 64:8) e é o único Senhor (Deut. 6:4); mas Jesus Cristo é tanto Senhor (Rom. 1:4), como o único Senhor (1Cor. 8:6).
Também ensina: 3) o Espírito Santo é Pai (Mat. 1:18,20; Luc. 1:35) e Senhor (1Cor. 3:17,18), e Deus (Atos 5:3-4).
Portanto, onde está a exclusividade, se os Três são iguais? O que se disser de Um, pode saber que o outro é e faz também, sem nenhuma restrição ou limite.

20. Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, por que então Ellen White não citou o "Deus Espírito Santo", ao relatar a comunhão que Satanás desfrutava no Céu?

"Houve um tempo em que Satanás andou em comunhão com Deus, Jesus Cristo e os santos anjos. Era grandemente exaltado no Céu, e radiante na luz e glória que lhe vinham do Pai e do Filho." (Manuscrito 39 - Cristo Triunfante – MM 2002, pág. 10).
Nota: O que também chama atenção no texto acima, é o fato de Ellen White citar apenas o Pai e o Filho, como fonte da luz e glória que eram recebidas por Satanás. 

Por que não lemos as milhares de afirmações que Ellen White fez sobre o Espírito Santo? Por que tanta preocupação com o que não foi dito? Será que ela precisava dizer sempre do jeito que nós queremos? Não havia um propósito divino nesse silêncio? Nova-mente, o argumento da omissão se enfraquece, porque estamos esquecendo o que de mais importante ela disse sobre o Espírito Santo, referente à sua natureza:
"A natureza do Espírito Santo é um mistério. Os homens não a podem explicar, porque o Senhor não lhos revelou. Com fantasiosos pontos de vista, podem-se reunir passagens da Escritura e dar-lhes um significado humano; mas a aceitação desses pontos de vista não fortalecerá a igreja. Com relação a tais mistérios – demasiado profundos para o entendimento – o silêncio é ouro (Atos dos Apóstolos, 52:1)
Ora, "Se Deus é uma unidade de Três Pessoas co-eternas", então, o Espírito Santo está incluído na palavra "Deus" da citação de Ellen White acima, sem que ela precisasse mencioná-lO. Era evidente que Ele estava em toda a comunhão com todo o universo, em todo o tempo, em todos os lugares (Sal. 139:7).
Leia mais acerca da comunhão do Espírito, na resposta à Pergunta 16. (Clicar aqui).

21. Se os batismos devem ser ministrados em nome de uma Trindade (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo), como afirmam os trinitarianos, por que a Bíblia não menciona um único batismo realizado em nome da Trindade? Teriam os apóstolos desobedecido à ordem do Mestre?

Nota: O único texto que coloca no mesmo patamar; "O Pai, o Filho e o Espírito Santo", é o texto de Mateus 28:19. No entanto,  este texto, a exemplo de I João 5: 7-8, não faz parte dos originais, tratando-se de um acréscimo ao texto original.
Com referência ao texto de Mateus 28:19, encontramos na Bíblia de Jerusalém, a seguinte nota de rodapé:
"É possível que, em sua forma precisa, essa fórmula reflita influência do uso litúrgico posteriormente fixado na comunidade primitiva. Sabe-se que o livro dos Atos fala em batizar 'no nome de Jesus Cristo' (cf. At 1,5ss; 2,38ss). Mais tarde deve ter-se estabelecido a associação do batizado às três pessoas da Trindade."

A nota acima referida é duvidosa em sua linguagem ("é possível ... deve ter-se"), e tendenciosa em sua insinuação. Não cita nenhuma prova da afirmação.
De acordo com o artigo de nº 5 do Apêndice, chegamos às seguintes conclusões, após um estudo das autoridades neste assunto:
Conclusões:
1) Alguns eruditos que dizem que a presente fórmula batismal não foi redação de Mateus não têm base nos manuscritos para sua tese, conforme dizem muitos outros eruditos.
2) Temos o testemunho de todas as centenas de versões bíblicas eruditas, baseadas nos melhores manuscritos, que aceitam a fórmula.
3) Grandes comentaristas, dicionaristas e lingüistas famosos por sua  erudição e conhecimento das línguas e do texto sagrado, aceitaram a fórmula. Podemos citar dentre muitos: Martinho Lutero, João Calvino, Albert Barnes, Adam Clark, John Gill, Keil e Delizsch, James Strong, Robertson, Lightfoot, Jamieson, Fausset e Brown, etc.
4) Temos o apoio do Espírito de Profecia, porque Ellen White aceita a fórmula batismal da trindade, sem questioná-la (O Desejado de Todas as Nações, p. 819:4; Atos dos Apóstolos, págs. 30, 282; Serviço Cristão, p. 24; Conselhos sobre Saúde, p. 316).
Disse Ellen White: "O Consolador que Cristo prometeu enviar depois de ascender ao Céu, é o Espírito em toda a plenitude da Divindade, tornando manifesto o poder da graça divina a todos quantos recebem e crêem em Cristo como um Salvador pessoal. Há três pessoas vivas pertencentes à Trindade celeste; em nome destes três grandes poderes - o Pai, o Filho e o Espírito Santo -os que recebem a Cristo por fé viva são batizados, e esses poderes cooperarão com os súditos obedientes do Céu em seus esforços para viver a nova vida em Cristo." Special Testimonies, Série B, Nº 7, págs. 62 e 63 (1905).
Lembre-se, portanto, de que as duas fórmulas foram usadas, e de que os apóstolos ao usarem o nome de Jesus, referiam-se por implicação, à Trindade. O mesmo Paulo que afirmou o batismo "em Cristo Jesus" (Rom. 6:3, Gál. 3:27), também afirmou o batismo na Trindade (como vemos em 1Cor. 6:11; 12:13). Portanto, quem profere o nome de "Jesus" o faz "pelo Espírito Santo" (1Cor. 12:3), o qual também nos induz a dizer: "Aba, Pai!" (Rom. 8:15; Gál. 4:6)
Se quiser ler o artigo completo de nº 5 do Apêndice, clique aqui para lê-lo e confirmar.

22. Os trinitarianos afirmam que Jesus é Filho de Deus, o Pai, somente em forma figurada, uma vez que Ele tornou-se Filho, somente quando assumiu a natureza humana. Afirmam também, que Jesus é o Deus eterno, em igualdade com Deus Pai e com o "Deus Espírito Santo". Se isto é verdade, como entendermos então João 3:16, onde o apóstolo afirma que Deus deu o Seu Filho unigênito para nos salvar? 

“Por que Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
Nota: Se Cristo é o Filho unigênito (filho único), não pode ser o próprio Deus. [Mas se Cristo é Deus (João 1:1), sem que seja a Pessoa do Pai, como é o caso, então pode ser o próprio Deus no sentido de participar dos mesmos atributos.]

Teria Deus "gerado" um ser divino (o Filho), em algum tempo distante na eternidade passada, como uma espécie de pessoa semidivina? Os arianos ensinam que João 3:16 indica a Cristo como a primeira criatura de Deus. Os semi-arianos sugerem que Jesus como que Se separou da natureza do Pai, dividindo-se, como numa célula que se duplica a fim de formar uma pessoa divina distinta. Mas a Bíblia não ensina um "DEUS MAIOR" criando ou gerando um deus menor".
A palavra "unigênito" é uma tradução do termo grego monogenes que significa "único nascido" (Westcott; Strong's Greek Dictionary, in loco). Não é usada aqui no sentido estrito da analogia com as relações humanas normais, ou seja, não sugere um pai que gera um filho, necessariamente. O uso figurado é claro de Heb. 11:17, onde Isaque, o filho de Abraão, é chamado de unigênito, "único", quando na realidade, ele tinha um irmão que atendia pelo nome de Ismael.
Ora, se a Escritura pode usar "unigênito" em sentido figurado para Isaque, como também usa a palavra "primogênito" para Davi (Sal. 89:20,27 - ele era o 7º filho, não o primeiro), significando "o mais elevado" (Sal. 89:27), podemos ter a mesma aplicação para Cristo, que também foi Primogênito no sentido de mais "elevado", ou "primaz" (Col. 1:18; Heb. 1:6). Aliás, esta é a intenção daquele salmo messiânico.
"Unigênito" quando aplicado a Cristo em João (1:14; 1:18; 3:16; 1João 4:9) significa único no sentido de "preeminente", "especial", "excelente". Nunca alguém que foi gerado filho único literalmente de um pai. O sentido metafórico é evidente, e antecipa a Encarnação. Afinal, estamos diante de mais um antropomorfismo, ou seja, o recurso limitado do uso de palavras humanas para explicar a Deus. E não são nem palavras angelicais, o que seria muito estranho, porque os anjos não teriam ponto de referência para entender todos os significados do termo "pai".
O livro de João possui vários significados para a expressão "Pai" e "Filho" quando referentes a Deus em relacionamento com Cristo e Este com Aquele: 1) Doação (3:16; 14:16); 2) Submissão (5:19); 3) Amor (3:35; 5:20; 10:17); 4) Herança (3:35); 5) Provisão (6:32); 6) Conhecimento (10:15); 7) Segurança (10:29); 8) Instrução (12:49); 9) Hierarquia (14:28) 10) Obediência (15:10); 11) Honra (5:23); 12) Intimidade (5:30) Entretanto, tudo isso está num contexto de Jesus Humano.
Quando João apresenta a divindade de Cristo, ele tem outros significados: 1) Eternidade (João 1:1a); 2) Companheirismo (1:1b,2); 3) Divindade (1:1c); 4) Criação (1:3); 5) Igualdade (5:18); 6) Unidade (10:30); 7) Pré-existência (17:5).
Pode ser Cristo chamado de Filho, sem ter sido gerado literalmente do Pai? Sim. Este foi o caso de Salomão, quando Deus disse dele: "Eu Lhe serei por Pai, e ele Me será por filho". Acaso isso significa que Salomão foi gerado literalmente e originado da natureza de Deus? Deus está dizendo a Davi que a promoção de Salomão como rei também dava início a um novo relacionamento com Ele de tal modo que após Deus estabelecer o reino davídico, Salomão seria o seu "filho" em um outro sentido, quando fosse constituído rei sobre Israel (2Sam. 7:14 ), porque filho de Deus, no "sentido comum", ele já era como pertencente ao povo escolhido.
Jesus Cristo foi "constituído" e "chamado" de Filho Unigênito (único, especial, preeminente) desde o Concílio celestial desde a eternidade, antes da Criação do mundo (Heb. 1:2,6), quando também se diz que Ele é chamado de "Cordeiro que foi morto, antes da fundação do mundo" (Apo. 13:8). Mas isto naturalmente não significa que Ele foi morto lá no Concílio, significa?
Portanto, ser Cristo chamado de "Unigênito" também não significa que Ele foi gerado naquele tempo, antes da Encarnação!

23. Se Cristo é o próprio Deus, como afirma a Doutrina da Trindade, teria Ellen White mentido, quando disse que Cristo não é o Senhor Deus Todo-poderoso?

“Ninguém pode explicar o mistério da encarnação de Cristo. Não obstante nós sabemos que Ele veio a esta terra e viveu como um homem entre os homens. O homem Jesus Cristo não era o Senhor Deus Todo- Poderoso, embora Cristo e o Pai sejam um.” (Lift Him Up, pg. 236 - Bible Commentary, Vol. 5, pg. 1129).  

É fácil perceber que Ellen White está se referindo à humanidade de Cristo, e não à Sua divindade. Note as expressões: "mistério da encarnação" e "homem Jesus Cristo". É claro que na natureza humana, Cristo é diferente do Pai, e completamente homem. Logo a seguir, diz Ellen White que Cristo e o Pai são "um", o que indica a sua natureza eterna. Em sua natureza divina, Ele é completamente Deus (Fil. 2:6; Col 2:9), como o Pai e o Espírito Santo. Em Sua natureza humana, Cristo é diferente tanto do Pai como do Espírito.

No texto abaixo E. White explica como o Pai e Cristo são Um:
“Antes da entrada do pecado entre os anjos: Cristo a Palavra, o Unigênito de Deus era um com o eterno Pai, - um na natureza,[= eterno, igual a Deus] no caráter e em propósito, - o único Ser no universo que podia participar dos conselhos e propósitos de Deus. Por Cristo, o Pai efetuou a criação de todos o seres celestiais.” (O Grande Conflito pág. 493).
Nota: Ellen White deixa claro que, mesmo Cristo sendo um em natureza, caráter e propósito com o Pai, é o Unigênito (filho único) de Deus e não o próprio Deus.

Ser Cristo um em natureza significa que Ele é igual a Deus; ser um em caráter significa a Sua santidade; ser um em propósito, denota o seu interesse em nos salvar. Assim como marido e esposa, ambos são um; um em caráter = pecadores, convertidos ou não; um em natureza = humana; um em propósito = lutar por sua vida (feliz ou não).
Mas a doutrina da Trindade não ensina que Cristo é "o próprio Deus", em Pessoa; mas que Ele é Deus, o que é muito diferente. O erro dos russelitas foi traduzir João 1:1, como "A Palavra estava com o Deus", como se se pudesse distinguir o Deus Maior (o Pai) de um deus menor (Jesus); mas essa tradução do texto grego "prós ton theón" não é válida. O correto é traduzi-la "com Deus", sem o artigo, como fazem todas as outras versões.
Não dizemos que Cristo é "o próprio Deus", como se fôssemos confundir o Filho com o Pai, ou nos referir a uma só pessoa distinta de outras na Trindade, exclusivamente; dizemos que Cristo é Deus como o Pai é. Os três são o nosso Deus Todo-poderoso (Isa. 44:6; Apo. 1:8; 22:12-13)]

24. Se Cristo é o próprio Deus, como afirma a Doutrina da Trindade, por que Ellen White afirmou que Ele era o Príncipe do Céu e não o Deus do Céu?

“Jesus não buscava a admiração ou o aplauso das pessoas. Não comandava um exército. Não governava algum reino terrestre. Não cortejava o favor dos ricos e honrados deste mundo. Não pretendia uma posição entre os dirigentes da nação. Habitou entre os humildes. Reduziu a nada as artificiais distinções da sociedade. A aristocracia do nascimento, da fortuna, do talento, do saber e da classe não existiam para Ele. Ele era o Príncipe do Céu, todavia não escolheu Seus discípulos dentre os instruídos doutores da lei, dos príncipes, dos escribas ou dos fariseus.” (A Ciência do Bom Viver, pág. 197). 
"Morando [Ló] naquela ímpia cidade, em meio de incredulidade, sua fé se enfraquecera. O Príncipe do Céu estava a seu lado, contudo rogava ele pela sua vida como se Deus, que manifestara tal cuidado e amor para com ele, não mais o guardasse. Deveria ter-se confiado inteiramente ao Mensageiro divino, entregando sua vontade e sua vida nas mãos do Senhor, sem duvidar ou discutir.” (Patriarcas e Profetas, pág. 161). 

O profeta Isaías também disse que o Messias seria chamado "Príncipe", mas nem por isso deixou de ser "Deus" (Isa. 9:6).
Reis e príncipes estão em uma relação hierárquica. Que Jesus Cristo é Príncipe, a própria Bíblia disse (Dan. 12:1;). Mas se no princípio do Apocalipse (1:5), Ele é o "Príncipe dos reis da terra", no final, Ele é o "Rei dos reis e Senhor dos Senhores" (Apo. 17:14).
Quanto à doutrina da Trindade, está claro que Cristo é Deus no Céu e na Terra, onisciente, onipresente e onipotente, e Criador do próprio Universo (Heb. 1:2). Precisa ser mais claro? Agora, por que essa preocupação com o que disse ou deixou de dizer E.G.White? Será que ela foi a fonte doutrinária da Igreja, ou estamos firmados na Palavra de Deus? A resposta é óbvia.

25. Se o Pai, o Filho e o Espírito Santo são membros de uma Trindade estando conseqüentemente no mesmo nível hierárquico, por que Cristo disse que o Pai era maior do que Ele?

“Ouvistes que eu vos disse: vou e volto para junto de vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.” (João 14:28).

É justamente por estar a Trindade organizada de modo hierárquico que Cristo disse que enquanto estava aqui na Terra, Ele como Homem Se submete ao Pai e faz a vontade do Pai, em todos os pontos (João 4:34; 5:30; 6:38); e quando vier o fim, acontecerá o mesmo (1Cor. 15:24-28), quando Ele entregar o Seu reino redentivo. Mas após isto, a Bíblia silencia.
Entretanto, assim como marido e esposa tem uma hierarquia (Efés. 5:22-26), embora se submeta a esposa ao marido como o cabeça, ambos são um em dignidade e natureza. Ninguém é melhor, embora possa ser o maior.

26. Se o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus, por que Ellen White afirma que apenas o Pai e Cristo tiveram participação na criação dos seres celestiais?

Por Cristo, o Pai efetuou a criação de todos os seres celestiais. 'Nele foram criadas todas as coisas que há nos céus... sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades' (Colossenses 1:16); e tanto para com Cristo, como para com o Pai, todo o Céu mantinha lealdade.” (O Grande Conflito, pág. 493).
Nota: É importante notar que tudo o que foi criado no Céu, mantinha lealdade à apenas duas pessoas, Cristo e o Pai. Ellen White não faz nenhuma menção a uma terceira pessoa, o "Deus Espírito Santo".  

Ellen White não era uma teóloga profissional e usava linguagem direta, e não precisava usar os termos complicados da teologia comum para ser profunda em suas expressões divinamente inspiradas. No entanto, ela Se refere à Trindade como "Pai, Filho e Espírito Santo". Veja as seguintes expressões:
"A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção" (Conselhos sobre Saúde, p. 222:3);
"Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira Pessoa da Divindade (Desire of Ages, 671, ou "Trindade" – O Desejado de Todas as Nações, 671, já que o Espírito é a terceira Pessoa );
"Há três pessoas vivas pertencentes ao trio celeste; em nome destes três grandes poderes – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – os que recebem a Cristo pela fé viva são batizados..." (Special Testimonies, série B, nº7, p. 62-63, 1905).
"O Pai e o Filho tem ambos personalidade." (Testimonies, vol. 9, p. 68, 1909)"; "O Espírito Santo tem personalidade, do contrário não poderia testificar ao nosso espírito." (Manuscrito 20, 1906); "O Consolador que Cristo prometeu enviar depois de ascender ao Céu, é o Espírito em toda a plenitude da Divindade" (Special Testimonies, série B, nº 7, p. 62-63, 1905).
Entretanto, Ellen White disse que Deus criou toda as coisas por meio de Cristo (Atos dos apóstolos, p. 471); A Bíblia diz que "o Espírito de Deus pairava por sobre as águas" (Gên. 1:2); "Envias o Teu Espírito, eles são criados" (Sal. 104:30); Ele cria e ressuscita (Rom. 8:11). Portanto, o Espírito Santo também é Criador. Se a Bíblia é tão clara sobre isso, por que precisamos de uma declaração específica de E.G. White?
Porém, E.G. White disse tudo isso no livro Educação, ao citar o Salmo 104:30 à página 131-132, e comentar esses versos que fundamentam que o Espírito Santo também foi Criador. Ela disse que Deus Se revelou em Seu Filho e este Se tornou o Criador, e entre eles estava o Espírito Santo como Criador, e como o onipresente (Sal. 139:7-8 citado com Jó 26:6, que fala de Deus que tem o mesmo atributo do Espírito) como se o Pai e o mesmo Espírito estivessem agindo de comum acordo.
Mais claro ainda: " 'Quando vier aquele Espírito de verdade, Ele  vos guiará em toda a verdade' (João 16:13). Exclusivamente pelo auxílio daquele Espírito que no princípio 'Se movia sobre a face das águas', pelo auxílio daquela Palavra pela 'qual todas as coisas foram feitas' (João 1:3)..." (Educação, 134; ver também Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, pág. 480:2).
Aqui, E.G.White identifica o Consolador prometido como o mesmo Espírito Criador que estava criando ao pairar pelas águas da Criação, e une-se à Palavra ou Verbo Criador. É evidente que lá também estava Deus o Pai (Educação, p. 133:2). Portanto, E.G.White afirma estar o Espírito Santo na Criação; só que não foi na mesma citação que o prezado irmão pesquisou.
Mais: "Homens e mulheres devem começar do início, buscando mais fervorosamente a Deus por uma genuína experiência cristã. Precisam experimentar o poder criador do Espírito Santo." (Nossa Alta Vocação, MM, 1982, p. 157.)
Ver também Parábolas de Jesus, p. 415:2, onde o Espírito Santo é Criador. E mais: "O poder criador e transformador do Espírito Santo de Deus torná-los-á sócios de Cristo." (Testemu-nhos para Ministros, p. 328:2).
Aí estão as três Agências da Trindade, unidas numa curta declaração inspirada. Mas para ser Criador, não basta ser onisciente (1Cor. 2:10) e onipresente (Sal. 139: 7-8); o Espírito Santo tem que ser onipotente; isso foi dito por E.G.White: "A onipotente força do Espírito Santo é a defesa de toda alma contrita." (O Desejado de Todas as Nações, p. 490:6).
  
27. Se o Espírito Santo, conforme afirmam os trinitarianos, é a terceira pessoa da Trindade, distinto do Pai e de Jesus Cristo, por que a Bíblia afirma que o Espírito Santo é o Espírito de Cristo que foi enviado?

“E, por que vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de Seu Filho, que clama: Aba, Pai." (Gálatas 4:6).

Ora, a Bíblia ensina que o Espírito Santo (Isa. 63:10) é tanto o Espírito de Deus (Gên. 1:2; Sal. 51:11), como o Espírito de Cristo (Rom. 8:9). Eles estão em uma união tão perfeita e indissolúvel que o que Um tem, o Outro tem. Disse Cristo: "Tudo quanto o Pai tem é Meu; por isso é que vos disse que há de receber do que é Meu." (João 16:15); "Todas as Minhas coisas são Tuas e as Tuas coisas são Minhas" (João 17:10).
Não fala a Bíblia em Cristo Filho de Deus, envolvido com a sombra do Altíssimo (Deus), mas gerado pelo Espírito Santo (de Deus)"? (Luc. 1:35; Mat. 1:18,20).

28. Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, como afirma a Doutrina da Trindade, por que então somente o Pai sabe o dia e a hora da segunda vinda de Cristo, e por que o “Deus Espírito Santo” nem sequer foi citado por Cristo no texto abaixo?

“Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai.” (Mateus 24:36).
Nota: Os trinitarianos alegam que Jesus declarou isso por que estava falando como homem. Contudo, no livro de Atos, encontramos o seguinte diálogo entre os discípulos e o Messias:
“Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade.” (Atos 1:6-7).
Cristo proferiu estas palavras no Monte das Oliveiras, ao aproximar-se o momento de Sua ascensão. Portanto, já havia sido morto, ressuscitado e glorificado. Desta forma já não falava apenas como homem. Diante destes fatos, fica evidente a existência de uma hierarquia (na divindade) entre o Pai e o Filho.

Como Homem, Cristo não sabia de tudo; precisava de que alguém Lhe informasse de certas coisas, necessitou de ser educa-do e aperfeiçoado (Heb. 2:10).
Como Deus, Cristo sabe de todas as coisas, até mesmo o pensamento dos homens, é perfeito em saber (Mat. 9:4; João 2:25; 13:1,3,11). Quando os discípulos tiveram a visão da divindade de Cristo, disseram: "Agora vemos que sabes todas as coisas" (João 16:30). O apóstolo Paulo disse que o mistério de Deus é Cristo "em Quem TODOS OS TESOUROS DA SABEDORIA E DO CONHECIMENTO estão ocultos" (Col. 2:3).
Faltou algum conhecimento? Ora, se em Cristo estão todos os mistérios de Deus, se em Cristo estão todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento, como poderia Ele não saber de algo tão simples como o dia de Sua própria Vinda? Qual seria a razão de Deus o Pai em ocultar isso dEle? E como poderia, se ambos são iguais e partilham do mesmo conhecimento?
Como Deus, o Espírito Santo sabe de tudo e perscruta a todas as coisas, "até mesmo as profundezas de Deus" (1Cor. 2:10). Como não saberia do dia da volta de Cristo?
E como os Três são iguais, o que um sabe, os Três sabem; nada  é segredo para Eles. Nada passa desapercebido aos olhos da onisciência divina, partilhada pelos Três (Prov. 15:3; João 16:30; 1Cor. 2:10).
Mas não devemos confundir hierarquia com inferioridade; porque a hierarquia apenas divide funções, não dignidade, nem natureza, ou poder. Como sabemos de um casal: diferentes funções, mesma dignidade, mesma natureza, mesmo caráter.

29. Se o Espírito Santo é Deus, e uma das pessoas da Trindade, por que, segundo Ellen White, somente o Pai e o Filho tiveram participação na criação do homem?

Pai e Filho empenharam-se na grandiosa, poderosa obra que tinham planejado – a criação do mundo”... E agora disse Deus [o Pai e o Espírito Santo] a seu Filho: “Façamos o homem à nossa imagem[A palavra "Deus" inclui o Espírito Santo. Cristo é Filho de Deus, mas gerado pelo Espírito. (Mat. 1:20; Luc. 1:35). Na Criação estavam os Três juntamente reunidos num só propósito de criar (Gên. 1:1-2; João 1:3)] (História da Redenção págs.. 20 e 21).


30. Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, como ensina a doutrina da Trindade, por que Ellen White disse que Cristo era o único igual ao Pai? O Espírito Santo sendo um dos membros da trindade, não teria que ser igual ao Pai também?

"Pouco a pouco, Lúcifer veio favorecer o desejo de auto-exaltação. Por causa da exaltação de Cristo, o único igual ao Pai, ele permitiu surgir ciúmes em seu coração. (The Signs of the Times, 23 de julho de 1902).

Cristo não foi chamado o "único Senhor"? (1Cor. 8:6). E no entanto, o Pai também é o "único Senhor" (Isa. 64:8), e o Espírito Santo também é Senhor (1Cor. 3:17,18). E se quiser saber, o Espírito é o único igual ao Pai, porque, não só "Deus (o Pai) é Espírito" (João 4:24), como também Cristo possui a natureza humana, o que não aconteceu com Ambos. Portanto, os Três são iguais, e únicos em todo o Universo.
Entretanto, vale lembrar que Ellen White fez uma compara-ção no contexto dos anjos. Cristo, o Arcanjo Miguel, era o único dentre os anjos, que era "igual ao Pai". Mas no nível da Divindade, não há dúvida de que o Espírito Santo também partilha da mesma igualdade.

31. Se o Espírito Santo é Deus e uma das pessoas da Trindade, por que não participou do plano de criar o homem?

"Deus,[Eloim – Gên. 1:1,2: Pai e Espírito] em deliberação com seu Filho [João 1:1-3], formou o plano de criar o homem à própria imagem deles." (Review and Herald, 24 de fevereiro de 1874).
Nota: É interessante notar que Ellen White não afirma ter sido o homem criado à imagem de três pessoas, mas de apenas duas: o Pai e o Filho.

Perguntas iguais: 26 = 29 = 31 = 40. Ver Resposta à Pergunta 26, especialmente.

32. A Doutrina da Trindade afirma que Cristo é o próprio Deus. Se isso realmente é verdade, por que Ellen White, ao invés de dizer que no Céu Cristo era o próprio Deus, disse que ele era o Príncipe do Céu, e o Filho de Deus?

"Lúcifer recusou aceitar a Cristo como o Príncipe do céu, seu Soberano e Líder. Ele recusou reconhecer a supremacia do Filho de Deus. A controvérsia entre o Príncipe da vida e o príncipe das trevas foi longa e feroz." (Review and Herald, 12 de março de 1901).


33. Segundo o Livro de Apocalipse, os 144 mil terão em suas frontes dois nomes, o nome do Cordeiro e o nome de Seu Pai. Por que não terão o nome do Espírito Santo, já que segundo crêem os trinitarianos ele é Deus, em igualdade com o Pai e com o Filho?

“Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai.” (Apocalipse 14:1).
Haverá apenas dois nomes nas frontes dos 144 mil:
·     O nome do Cordeiro, que é Jesus ou Yeshua (em hebraico);
·                         O nome do Seu Pai, que é Jeová ou Yahweh (em hebraico).

Qual é o "nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo?" (Mat. 28:19 – ver autenticidade desta passagem na Resposta à Pergunta 21). O nome (singular) deles é "YHWH" ou JEOVÁ. Se Eles são um, são iguais, têm um só nome que os define de modo exclusivo, como "o Eterno", que é o significado de JEOVÁ.
1) O nome de Deus o Pai é JEOVÁ, vertido como SENHOR (letras garrafais, na tradução Almeida Atualizada): Deut. 6:4; Isa. 64:8.
2) O nome de Jesus é JEOVÁ: comparar Sal. 23:1 com João 10:11; Isa. 40:3 com Mat. 3:3; Deut. 10:17 com Apo. 17:14.
3) O nome do Espírito Santo é JEOVÁ: comparar Isa. 6:6-10 com Atos 28:25-27, onde o SENHOR (JEOVÁ) que fala em Isaías é reconhecido como sendo o Espírito Santo pelo apóstolo Paulo.
Já pensou na possibilidade de se surpreender com o pouco que sabemos de Deus e do Espírito Santo?
Pois bem: Quem é o Agente que nos sela? Quem selará as frontes dos 144.000? Será o próprio Espírito Santo, como sempre fez, faz e fará (Efés. 1:13; 4:30). Portanto o Selamento está diretamente relacionado com o Espírito Santo. Seu nome também estará na fronte dos assinalados, porque o nome de Deus e do Cordeiro é o mesmo do Espírito Santo.

34. Segundo o entendimento dos trinitarianos, quando a Bíblia usa o termo: "Espírito de Deus", ela está se referindo ao “Deus Espírito Santo”, a "terceira pessoa da Trindade". Se esse raciocínio é verdadeiro, então, quando a Bíblia usa o termo: "Espírito de Jesus", ela está se referindo a quem? Seria uma quarta pessoa da Divindade?

Isto não é um raciocínio; é uma revelação. O Espírito Santo pertence a Deus ("o Teu Espírito Santo" – Sal. 51:11), e é chamado Espírito de Deus (Rom. 8:9); o Espírito Santo também pertence a Cristo, e é chamado Espírito de Cristo (Rom. 8:9), ou Espírito de Jesus (Atos 16:7), e tudo o que é de Um é do Outro, pois disse o mesmo Cristo: "Tudo quanto  o Pai tem é Meu". (João 16:15). "Ora, todas as Minhas coisas são Tuas, e as Tuas coisas são Minhas" (João 17:10), orou Ele.
Já provamos acima, que os Três Seres participam da mesma natureza. Espírito de Deus ou Espírito de Cristo é o próprio Espírito Santo. Aliás, o próprio "Deus é Espírito" (João 4:24). Se Deus é Espírito, então, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são de mesma essência: são Espírito.
Esta é a revelação da Bíblia, sem as especulações humanas. Além disso, não há como desdobrar os mistérios divinos, porque a linguagem humana, com todas as limitações que lhe são tão próprias, é incapaz de explicar a Deus.
A própria palavra "espírito" (rûach, neshamah, ou pneuma) têm múltiplos significados. O vocabulário humano é muito limitado. A falta de reconhecimento desse fato ignora a própria causa de tantas discórdias sobre o assunto. Preferimos ficar apenas com o que está revelado, para não corrermos o risco do engano.

35. Se o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus, como crêem os trinitarianos, por que Ellen White afirma que somente o Pai e o Filho devem ser exaltados? O “Deus Espírito Santo” não merece também ser exaltado?

“Não é aos homens que devemos exaltar e adorar; é a Deus, o único Deus verdadeiro e vivo, a quem são devidos nosso culto e reverência. ...Unicamente o Pai e o Filho devem ser exaltados.” (The Youth's Instructor, 7 de julho de 1898. - Filhos e Filhas de Deus, MM 1956, 21 de fevereiro, pág. 58).
No grande Plano da salvação, foi ordenado que isso fosse assim; é o próprio Espírito quem exalta a Cristo (João 16:14), e nos ajuda a fazer o mesmo: "O Espírito Santo habilitou os discípulos a exaltar unicamente ao Senhor (Jesus Cristo)" (Obreiros Evangélicos, 286:3).
Ora, aqui o Filho está sendo o único a ser exaltado, mas nada se diz da exaltação do Pai. Poderíamos dizer que Ele está excluído? Não; assim também não está excluído o Espírito Santo.
Veja a palavra "unicamente": Seria esta palavra completa-mente exclusiva, ou existe a possibilidade de não o ser? Confira na Resposta à Pergunta 38.

36. Se o Espírito Santo é Deus e uma das pessoas da Trindade, como crêem os trinitarianos, por que o próprio Cristo afirmou:Eu e o Pai somos um.” (João 10:30) e não: Eu, o Pai e o Espírito Santo somos um?

Eu e o meu pai somos muito parecidos. Eu sou humano como ele, tenho todas as faculdades e atributos e potencialidades que ele tem. Ele tem o mesmo caráter que eu tenho, partilhamos do mesmo amor e temos um excelente relacionamento de pai para filho e vice-versa. Eu e o meu pai somos tão parecidos que somos praticamente iguais. Até pensamos da mesma forma, e temos as mesmas inclinações. Aliás, como diz o ditado, "tal pai, tal filho".
Estou falando de Adão, o meu pai original.
Bem, mas isso não significa que Eva não existe. O fato de eu ser um com Adão, não exclui a possibilidade da existência de Eva, a minha mãe, como pessoa. Mas quem é mais importante? Ambos têm a mesma importância, e, conseqüentemente, nenhum é mais importante do que o outro, porque são interdependentes: um não pode existir sem o outro. Adão não existe como pai, se não existir Eva como mãe.
Mas isso tudo é uma linguagem humana. Não vamos pensar que isso tudo acontece igualmente com Deus, porque isso é apenas uma pálida ilustração dada para entendermos melhor a existência de Deus Pai e Deus Filho, porque este Filho é filho noutro sentido. Ele é Filho de Deus apenas por título de ilustração do cargo ou posição que ocupa, porque Ele não é filho por filiação natural, porque Jesus Cristo não nasceu do Pai, como se tivesse Se originado do Pai. Ele é Filho porque tem a mesma natureza do Pai, sendo igual a Deus (João 5:18), de natureza eterna e portanto incriada, não originada, não gerada, chamado não somente "Pai",  como também "Pai da eternidade" (Isa. 9:6).
Mas uma coisa é real: O fato de eu ser um com o meu pai Adão não exclui a pessoa de Eva; o fato de Cristo ser Um com o Pai não exclui a existência da pessoa do Espírito Santo, com quem partilham Ambos da mesma igualdade e comunhão (2Cor. 13: 14).
Cristo é Filho (Luc. 1:35), é Pai (Isa. 9:6; João 14:18; Heb. 2:13) e é Irmão (Heb. 2:11). Em títulos adquiridos, não por geração.
Apenas acrescente o fato de que o contexto (João 10: 29-39) exige que nos limitemos ao tema da controvérsia de Cristo com os líderes judaicos, que não incluía a Pessoa do Espírito Santo, senão somente ao Pai. Os judeus queriam apedrejá-lO porque Jesus Se fazia igual a Deus: "Sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo." (João 10:33). A igualdade e unidade de Cristo com o Espírito Santo não passava pela mente dos líderes judaicos, que nem O conheciam (João 14:17). Por que Cristo deveria levantar outra polêmica, se eles ainda nem aceitavam a relação divina dEle com o Pai?

37. Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, por que o Pai consultou apenas o Filho, com respeito à criação do homem? O "Deus Espírito Santo" não merece ser consultado?

"O Pai consultou Seu Filho com respeito à imediata execução de Seu propósito de fazer o homem para habitar a Terra. Colocaria o homem sob prova a fim de testar sua lealdade, antes que ele pudesse ser posto eternamente fora de perigo. (História da Redenção, pág. 19).

Logo abaixo, na mesma página e no mesmo parágrafo do livro acima citado, lemos: "Deus considerava conveniente" provar ao homem. Ao Se referir a "Deus", Ellen White inclui o Espírito Santo, conforme é o ensino dos trinitarianos. Portanto, a simples falta de citar o Espírito Santo não é prova de que Ele não estivesse lá no Concílio celeste, sendo consultado, mas não revelado. "As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, mas as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre." (Deut. 29:29).
A revelação do Espírito Santo é um mistério avisado pela própria escritora Ellen White: "A natureza do Espírito Santo é um mistério. Os homens não a podem explicar, porque o Senhor não lho revelou. Com fantasiosos pontos de vista, podem-se reunir passagens da Escritura (e/ou do Espírito de Profecia) e dar-lhes um significado humano; mas a aceitação desses pontos de vista não fortalecerá a igreja. Com relação a tais mistérios - demasiado profundos para o entendimento humano - o silêncio é ouro". (Atos dos Apóstolos, 52).

38. Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, por que Ellen White afirmou que o Pai tinha apenas um companheiro em Sua obra de beneficência, e que esse companheiro era o único que podia penetrar em todos os seus conselhos e propósitos?

“O Soberano do Universo não estava só em Sua obra de beneficência. Tinha um companheiro - um cooperador que poderia apreciar Seus propósitos, e participar de Sua alegria ao dar felicidade aos seres criados. 'No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.’ João 1:1 e 2. Cristo, o Verbo, o Unigênito de Deus, era um com o eterno Pai - um em natureza, caráter, propósito - o único ser que poderia penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus.” (Patriarcas e Profetas, pág. 34).  
Nota: É importante notar que, Ellen White afirma ser Cristo, o único capaz de penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus.
Vejamos como o dicionário Michaelis define o adjetivo único:
ú.ni.co - adj. Que é um só; que não tem igual em sua espécie ou gênero.
Nota: Levando-se em conta que o dicionário define  o vocábulo "único", como sendo um só, teria Ellen White esquecido de mencionar a "terceira pessoa da trindade", ao afirmar que Cristo era o único ser que poderia penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus?  

Não, Ellen White não esqueceu. Veja, por exemplo isto: "Unicamente o Espírito de adoção (o Espírito Santo) nos pode revelar as coisas profundas de Deus, as quais "o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem". "Deus no-las revelou pelo Seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus." I Cor. 2:9 e 10." (Desejado de Todas as Nações, 412:4).
É claro que o Espírito Santo não foi esquecido! E Ellen White também disse que Ele é o único capaz de revelar as coisas profundas de Deus, porque Ele penetra "ainda as profundezas de Deus". Ninguém mais. Então, Cristo é o único e o Espírito Santo é o único, e ambos são os únicos a penetrar nos mistérios de Deus.
Entretanto, precisamos lembrar que certas palavras tem que ser estudadas cuidadosamente, a fim de podermos captar o contexto do autor. Palavras como "todos", "tudo", "sempre", "único", "unicamente", "todo o mundo", "ninguém", etc, estão inclusas nesse fato.
Por exemplo: "O Espírito Santo habilitou os discípulos a exaltar unicamente ao Senhor (Jesus)." (Obreiros Evangélicos, 286:3). Ora, se eles só podiam enaltecer ao Senhor, "unicamente" a Jesus Cristo, poderíamos concluir dessa declaração que os discípulos não podiam exaltar a ninguém mais? Como é que lemos que os discípulos também exaltavam a Deus o Pai? (Atos 2:47). O próprio Cristo ensinou que deveríamos dar "glória a Deus" (Luc. 17:18).
Logo, deveríamos cuidar ao lermos as palavras "único", "unicamente", "tudo". Exemplo: "Tudo o que pedirdes em Meu nome, isso farei." – João 14:13. Você já pediu alguma coisa em que não foi atendido? Mas como disse Jesus Cristo: "Tudo..."?  Ele sabia de todas as coisas, inclusive que a palavra "tudo" inclui a todas as coisas, mas Ele usou uma linguagem humana, que tem as suas sutilezas... Assim também acontece nos escritos de E.G.White, sem precisar se esquecer da 3ª Pessoa da Trindade!
Diz ainda Ellen White: "O Espírito de verdade é o único Mestre eficaz da verdade divina." (Caminho a Cristo, p. 91). Mas Jesus ainda é o Mestre por excelência (Fundamentos da Educação Cristã, p. 361): "Cristo, era ... o único ser que poderia penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus.” (Patriarcas e Profetas, pág. 34). Mas o Espírito Santo também era o único: "Unicamente o Espírito de adoção ... o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus." I Cor. 2:9 e 10. " (Desejado de Todas as Nações, p. 412:4).
Ou podemos ler na Bíblia: "O Senhor nosso Deus é o único Senhor" (Deut. 6:4), mas também Jesus Cristo é o único Senhor: "Há... um só Senhor, Jesus Cristo" (1Cor. 8:6). Mas, não esquecemos ninguém? Porque também o Espírito Santo é Senhor! (2Cor. 3:17-18). E onde fica a palavra "único" do Dicionário Michaelis, tão citado para que sejamos esclarecidos?
E por falar em esquecimento, E.G.White refere-se à 3ª Pessoa da Trindade em 5.889 vezes, nos 66 livros dos seus escritos, editados pela Casa Publicadora Brasileira, em Português, sem mencionar as cartas, os manuscritos, ou os artigos em Inglês!

39. Segundo os defensores da Doutrina da Trindade, quando a Bíblia usa a expressão “Espírito de Deus”, está se referindo ao "Deus Espírito Santo", a "terceira pessoa da Trindade". Se isso é verdade, como entender então o que o apóstolo João escreveu em Apocalipse 4:5, onde há a afirmação de que Deus possui sete espíritos que são enviados por toda a terra?

“Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões, e, diante do trono, ardem sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus” (Apocalipse 4:5).
“Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra.” (Apocalipse 5:6).
Se aplicarmos aos textos acima o ensinamento trinitariano, teremos então que aceitar os textos como referindo-se a sete pessoas distintas do Pai e do Filho. Deus, então, não seria uma "unidade de três pessoas co-eternas", mas sim, de nove pessoas.

O número 7 é reconhecidamente entre todos os estudiosos do Apocalipse como um símbolo da perfeição. O fogo é símbolo de Deus (Êxo. 3:2) e do Espírito Santo (Mat. 3:11), porque o fogo aquece, ilumina e transforma, o que são obras de Deus. "Os 7 Espírito de Deus", portanto, são um símbolo da perfeita obra do Espírito Santo.
O Cordeiro (Jesus Cristo) tinha "7 chifres", símbolo do Seu perfeito poder; Ele também tinha "7 olhos", símbolo de Sua perfeita visão, e os "7 Espíritos de Deus" são igualmente símbolos do Espírito Santo agindo no mundo com a plenitude do Seu poder, em unidade com Jesus Cristo o Cordeiro de Deus.
Portanto, temos apenas 3 Pessoas: o Pai, no trono, o Filho crucificado (Cordeiro que foi morto), e o Espírito Santo simbolizado. Nada de 9 pessoas. Como é sábia a coerência! Como é bom ter o colírio do Espírito Santo para ver com os "7 olhos" as verdades espirituais!   

40. Se o Espírito Santo é Deus e a terceira pessoa da Trindade, por que Ellen White afirma que apenas o Pai e o Filho participaram na criação dos seres celestiais?

"O Pai operou por Seu Filho na criação de todos os seres celestiais.” (Patriarcas e Profetas, pág. 34).

Mesmas perguntas: 26 = 29 = 31 = 40. Ler a resposta na pergunta de número 26, preferencialmente.

41. Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas; "Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo", por que Ellen White afirma que os cânticos celestiais eram em honra a Deus (o Pai) e Seu amado Filho? O "Deus Espírito Santo" não merece que sejam entoados cânticos em sua honra?

"A hora dos alegres e felizes cânticos de louvor a Deus e Seu amado Filho chegara. Satanás tinha dirigido o coro celestial. Tinha ferido a primeira nota; então todo o exército angelical havia-se unido a ele, e gloriosos acordes musicais haviam ressoado através do Céu em honra a Deus e Seu amado Filho." (História da Redenção, pág. 25).


42. Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, como explicar a ausência do “Deus Espírito Santo” nesta citação de Ellen White apresentada abaixo? 
 
"O Filho de Deus partilhava do trono do Pai, e a glória de Ser eterno, existente por Si mesmo, rodeava a ambos.” (Patriarcas e Profetas, pág. 36).  
Vale lembrar que ambos, segundo o Dicionário Michaelis, significa dois e não três: "am.bos: Um e outro, os dois. Os dois de quem se fala; eles dois".

Vamos nos lembrar que Ellen White não se comprometeu a revelar tudo o que existe sobre o Espírito Santo, conforme ela mesma disse em Atos dos Apóstolos, p. 52:1: "A natureza do Espírito Santo é um mistério. Os homens não a podem explicar, porque o Senhor não lho revelou." Ora, se o Senhor não lhe revelou, é por que deve ter tido os Seus motivos.
Mas se não revelou, pelo menos advertiu do perigo de especular: "Com fantasiosos pontos de vista, podem-se reunir passagens da Escritura (e/ou do Espírito de Profecia) e dar-lhes um significado humano; mas a aceitação desses pontos de vista não fortalecerá a igreja. Com relação a tais mistérios - demasiado profundos para o entendimento humano - o silêncio é ouro."  (AA, p. 52:1).
Mas se alguém estiver em dúvida sobre a glória do Espírito Santo no trono, basta ler apenas Isaías 6:1-8, onde lemos sobre o fato de que lá se viu a glória do Pai, a glória do Filho que foi contemplada pelo profeta Isaías (João 12:41), e lá foi vista também a glória do Espírito Santo, já que Ele mesmo estava falando as palavras ao profeta (Atos 28:25-27: "Bem falou o Espírito Santo ...". Se Ele falou, Ele estava lá, não acha?). Portanto, a glória de Jeová estava rodeando ao igualmente Espírito Santo.

43. Se Cristo é o Deus eterno, como afirma a doutrina da Trindade, por que Ele afirmou que a Sua vida foi concedida pelo Pai?

“Por que assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.” (João 5:26).

A passagem está falando da parte humana de Cristo. Em sua natureza divina, Ele é existente por Si mesmo (João 1:1,4).
O apóstolo João disse de Cristo: "NEle estava a vida" (João 1:4). Cristo disse: "Eu sou a Ressurreição e a Vida" (João 11:25). "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" (João 14:6). E quando Cristo falava as palavras "Eu sou", Ele reivindicava o nome de YHWH ou Jeová, o grande "EU SOU O QUE SOU" que é o nome de Deus em Êxo. 3:14, ou seja, o Eterno, existente por Si mesmo, o qual ninguém mais pode requerer, porque ninguém mais pode com razão dizer "Eu sou" no sentido restrito, exato, porque depois de poucos minutos já não será mais.
Ellen White disse: "Em Cristo há vida original, não emprestada, não derivada. 'Quem tem o Filho tem a vida.' (1 João 5:12). A Divindade de Cristo é a certeza de vida eterna para o crente. (O Desejado de Todas as Nações, p. 530:4)". Portanto, Cristo é a Fonte da vida, assim como Deus é.
Entretanto, quando Ele fala nos termos de dependência do Pai, como estando a receber dEle, fala em termos de Sua humanidade. Como Filho encarnado, despojou-Se a Si Mesmo, "a Si Mesmo Se esvaziou". (Fil. 2:7). Portanto, tudo que Ele recebe do Pai, recebe como Homem que conquistou a vitória e fez por merecer tudo o que recebeu de Deus o Pai. Como Homem, Ele recebe um nome (Fil.. 2:9), recebe glória (Fil. 2:10), recebe filhos (João 6:37,39; Heb. 2:13), recebeu o Julgamento (João 5:22,27), a vida (João 5:26), recebe tudo (Mat. 11:27).
Mas como Deus que é, como Ser divino, Jesus Cristo não recebe nada, pois já é suficiente por Si Mesmo e partilha da "plenitude da Divindade" (Col. 2:9). Tanto é que como "Filho do Homem", e portanto como "Homem", Ele foi constituído pelo Pai como "Herdeiro de todas as coisas" (Heb. 1:2). Como "Filho de Deus", e portanto "igual a Deus" (João 5:18), Cristo é Dono de todas as coisas, Criador do Universo (Heb. 1:2, João 1:3).

44. Se Cristo é um dos membros da trindade, estando no mesmo nível hierárquico do Deus Pai, e do “Deus Espírito Santo”, por que a Bíblia afirma que após o encerramento do grande conflito, Cristo se sujeitará ao Pai?

"Por que todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou. Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.” (I Coríntios 15:27-28).  

Os trinitarianos não ensinam a ausência de hierarquia, como já foi explicado na Pergunta 2. Mas há revelada uma hierarquia dentro da Economia da Redenção (1Cor. 11:3); "E, então, virá o fim, quando Ele (Cristo) entregar o reino ao Deus e Pai" (1Cor. 15:24). O reino entregue não é o reino da Divindade co-igual, mas o reino mediatório. O reino divino "não terá fim" (Luc. 1:33, Isa. 9:7; Dan. 2:44). Mas o reino da graça (Heb. 4:16) terá um fim e se completará quando o ato redentivo tiver alcançado o seu objetivo final. Então, o que realmente acontecerá?
O termo "Filho" (1Cor. 15:28) é aplicado ao Senhor Jesus com referência à Sua natureza humana, Sua encarnação pelo Espírito Santo, e Sua ressurreição dos mortos (Rom. 1:4). A passagem se refere a este ato de sujeição. Isto não significa que a Segunda Pessoa da Trindade, como tal, devesse Se submeter à Primeira.
Mas, pelo contrário, isto significa que o Filho, o Mediador, o Homem que foi nascido, viveu, morreu e foi ressuscitado dentre os mortos, e a Quem este amplo domínio tinha sido dado, deveria resignar este domínio, e que o governo deveria ser reassumido pela Divindade como Deus. Como Homem, Ele cessará de exercer qualquer domínio distinto.
Isto não significa, evidentemente que a união da natureza humana e divina serão dissolvidas; nem que importantes propósitos não possam ser cumpridos pela união eterna e continuada das duas naturezas; nem que o brilho das perfeições divinas possa ser ofuscado em alguma gloriosa maneira através do Homem Jesus Cristo; mas que o propósito do governo não mais será exercido desta maneira; o reino mediatório, como tal, não mais continuará, e o poder será exercido por Deus como Deus.
Os redimidos ainda adorarão seu Redentor como Deus encarnado, e viverão sob a lembrança eterna de Sua obra e de Suas perfeições (Apo. 1:5-6; 5:12; 11:15); mas não como exercendo o poder especial que Ele agora tem, e que foi necessitado para efetuar a sua redenção.
O apóstolo completa desse modo: "para que Deus seja tudo em todos". Pela palavra "Deus", como revelada na Bíblia, (como pensam igualmente os eruditos Whitby, Hammond, Barnes, Gill) que freqüentemente se refere ao Pai, como no v. 24, aqui num contexto mais amplo, como mais amplo é o próprio reino que passa de messiânico para Governo Universal eterno, a palavra "Deus" envolve a própria Divindade que Se revela em Três Pessoas, ou seja Deus essencialmente considerado. Para que Deus possa ser Supremo; para que a Divindade, a própria Trindade possa governar; e para que isso possa ser visto: que Ele (Deus), consistindo de Três Pessoas sem distinção de qualquer espécie, é Soberano sobre todo o Universo, sempre e eternamente. Co-eternos e co-iguais, sem nenhuma hierarquia entre Eles.
Vale lembrar, entretanto, apesar de tudo o que já foi dito em defesa de uma igualdade eterna das Pessoas da Divindade, que hierarquia e organização não se confundem com inferioridade de natureza e poder intrínseco e essencial. Leia mais na Pergunta 2, sobre essa confusão. Clique aqui.

45. Segundo a Doutrina da Trindade, o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus. Se isso é verdade, por que Cristo disse que o Espírito da verdade procede do Pai?

“Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim.” (João 15:26).
O termo “procede” encontrado neste verso é a tradução do termo grego “ekporeúomai”, que significa: “vir de dentro”.
Se vem de dentro do Pai é porque pertence ao Pai.

Historicamente, o assunto da Processão do Espírito Santo tem sido muito debatido desde os tempos primitivos da Igreja e especialmente na Idade Média, e mais precisamente no séc. XI, como objeto da mais amarga e prolongada controvérsia entre as igrejas do Oriente e Ocidente.
"Se o Espírito Santo procede somente do Pai, ou também do Filho, é tema que tem servido de fonte de polêmicas, excomu-nhões e heresias. Foi o que ocorreu com a expressão 'filioque' do credo: 'o Espírito Santo procede do Pai e do Filho', que provocou a separação entre a cristandade oriental e a ocidental.” (art. "Espírito Santo (religião)", Enciclopédia® Microsoft® Encarta 99. © 1993-1998 Microsoft Corporation)". 
Tudo por conta de apenas um só texto (João 15:26) que não ensina isso. E apesar de nos mandar a exegese que não criássemos doutrina alguma baseada num só texto da Bíblia. Disse o Dr. Loraine Boettner: "Certamente, a evidência para a doutrina é demasiado escassa e seu significado demasiado obscuro para justificar um amargo sentimento e uma divisão eclesiástica que tem resultado disso." (Studies of Theology, Grand Rapids, Eerdmans, 1947, p. 124).
Jesus Cristo é Deus eterno (João 1:1; 1João 5:20; Isa. 9:6); o Espírito Santo é Deus (Atos 5:3-4,) e é eterno (Heb. 9:14). Ora, se tanto o Filho como o Espírito Santo são eternos, não podem ter Se originado de nenhum outro ser, mas têm vida em Si mesmos.

Mas vamos considerar a palavra grega em pauta, e citemos apenas uma outra ocorrência: Em Mar. 7:23, a palavra ἐκπορεύεται ("ekporeúetai") foi traduzida como "vêm" (Versão Atualizada), ou "procedem" (Versão Almeida Antiga). Mas o sentido estaria incompleto se não fosse a palavra grega "ésõthen" que significa "de dentro". Ora, se "ekporeúetai" significasse "vir de dentro", então a palavra "ésõthen" não teria sido usada necessariamente, ou acrescentada; o significado já estaria completo, não faria parte do texto; pelo contrário seria natural o uso de "ekporeúetai", o que denota, pela lógica e pela significação lingüística que ela não possui a conotação atribuída no questionário.
Veja na figura abaixo a confirmação da tradução literal interlinear "The Englishman's Greek NT" (Zondervan), sobre Mar. 7:23, que verte "ésõthen" como "de dentro" ("from within", em Inglês), e ''ekporeúetai" como "partir de" ("goes forth", em Inglês), o que indica que a palavra '''ekporeúetai" não está completa sem "ésõthen", que significa "de dentro" ("from within"), e que falta em João 15:26  – nos dois retângulos, respectivamente):

A expressão grega - ἐκπορεύεται, ('ekporeúetai), da qual se traduziu proceder, se originou de duas palavras gregas: " 'ek", que é a preposição "de", indicando origem; e "poreúetai", que tem vários significados: ir, vir, partir, ser descartado, viajar, proceder, "de fora", mas nunca "vir de dentro". (Ver Strong's Hebrew and Greek Dictionaries, G1607).
Portanto, a palavra do original grego "ekporeúetai" também pode ser traduzida como "partir de", o que de fato ocorreu com o Espírito Santo: Ele partiu do Pai. Aliás, a palavra para`, ("pará") que antecede "ekporeúetai" significa "do lado de"). A tradução correta portanto não é: "procede de dentro do Pai", como se Cristo estivesse ensinando a origem do Espírito Santo; mas conforme o dicionarista Strong, a tradução mais literal que não dá margem para especulações, é: o Espírito Santo "parte (vem) do lado do Pai". (Strong's Hebrew and Greek Dictionaries, G1607.) E este é o contexto de João 14-16, que afirma que o Espírito Santo é o Enviado do Pai (João 14:26), e do Filho (João 15:26).
Veja na figura abaixo a confirmação da mesma tradução literal interlinear, sobre João 15:26, que verte 'ekporeúetai como "partir de" ("goes forth"), e que não tem nenhuma indicação para se traduzi-la "de dentro" porque falta a palavra "ésõthen", como, pelo contrário, acontece em Mar. 7:23. Observe no retângulo:

 

46. Se Ellen White foi trinitariana, como afirmam os Doutores em Teologia da IASD, por que não encontramos uma única vez em seus escritos a palavra Trindade (Trinity em inglês)? Não seria natural Ellen White usar esta palavra, se realmente acreditasse na Trindade?

Nota: A palavra usada por Ellen White foi "Godhead" que se traduz por "Divindade" e não por Trindade. A tradução para Trindade é usada de forma tendenciosa, para favorecer o entendimento de que Ellen White cria na trindade.

Ellen White não precisava usar linguagem teológica, já que não era teóloga, mas usou linguagem direta. Não encontramos expressões como "Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo". Mas embora não tivesse usado tais palavras ou mesmo a palavra "trindade", este ensino é encontrado em seus escritos.
Certamente, o apóstolo João cria na doutrina do Milênio (Apo. 20). Entretanto, ele nunca escreveu essa palavra. Para os sistemáticos e perfeccionistas, não seria "natural" o apóstolo usar a palavra grega para "Milênio" correspondentemente?
Se Ellen White não cria na Trindade, por que falou em Três poderes, Pai, Filho e Espírito Santo? "Cumpre-nos cooperar com os três poderes mais altos no Céu – o Pai, o Filho e o Espírito Santo. (Special Testimonies, Série B, nº 7, pág. 51, 1905);
"Os eternos dignitários celestes – Deus, Cristo e o Espírito Santo – munindo-os (aos discípulos) de energia sobre-humana... " (Manuscrito 145, 1901);
"A Divindade moveu-Se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si Mesmos ao estabelecerem o plano da Redenção." (Conselhos sobre Saúde, 222:3)
"O Espírito Santo era o mais alto dos dons... Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira Pessoa da Divindade. É o Espírito que torna eficaz o que foi realizado pelo Redentor do mundo". (Desire of Ages, 671, onde se lê "Godhead"; O Desejado de Todas as Nações, 671: 3, onde se traduz "Trindade"). Ora, se o Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Divindade, isso não significa Trindade?
Portanto, a palavra Trindade não foi colocada tendenciosa-mente, mas coerentemente, conforme os claros ensinos como acima expostos. Não precisamos convencer a ninguém de que Ellen White cria na Trindade. Basta ler os seus escritos.

47. Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, por que Cristo afirma que devemos orar apenas ao Pai?

 “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém! (Mateus 6:9-13).
Nota: Se você ora unicamente ao Pai e pede que o atenda em nome de Jesus, como seu mediador, é por que, na prática, não crê na Doutrina da Trindade!

Cristo ensinou que devemos nos dirigir ao Pai (Mat. 6:9), em Nome de Jesus, (João 14:13-14) e assistidos pelo Espírito Santo, que seria enviado e Se uniria a nós em nossas orações, "... porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós" (Rom. 8:26). "E porque vós sois filhos, enviou Deus aos nossos corações o Espírito do Seu Filho, que clama: Aba, Pai!" (Gál. 4:6). Portanto, na oração, estão envolvidos os Três maiores Poderes do Universo: O Pai a quem oramos, o Filho em nome de quem oramos, e o Espírito Santo que intercede por nós a fim de que sejam aceitáveis as nossas orações; e é pelo mesmo Espírito que somos habilitados a orar, sem o Qual ninguém pode sequer orar ao Pai: "... orando no (pelo, através do) Espírito Santo (Judas v. 20; Efés. 6:18).
Este é o ensino sobre a Oração. Mas, se Cristo é Deus, nada impede que oremos a Ele também, como aconteceu com Pedro, que orou: "Salva-me, Senhor!" (Mat. 14:30), dirigindo-se a Cristo.
O mesmo pode ser dito do Espírito Santo. Disse o profeta Isaías: "Clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás por socorro, e Ele dirá: Eis-me aqui (Isa. 58:9)" A quem se refere a palavra SENHOR? A palavra se refere ao nome da Trindade (Jeová), que pode ser aplicado aos seus Três Membros (Clique aqui para ver a prova bíblica disso). No entanto, como é ensinado na Bíblia, tanto o Pai (Deut. 6:4), como o Filho (1Cor. 8:6), e também o Espírito Santo (1Cor. 3:18) estão incluídos no título de Senhor. Portanto, você pode orar igualmente ao Espírito Santo.
A palavra "apenas", da pergunta, foi um acréscimo que não consta do ensino de Jesus. Ele jamais ensinou que só podemos orar a Deus o Pai, única e exclusivamente.
Mas quanto à crença de Jesus na Trindade, no  mesmo ponto em que nos ensina a orar em Seu nome (João 14:14), diz que rogaria a Deus o Pai, sendo Ele o Filho, para que Aquele enviasse o Espírito Santo (João 14:16). Nada mais claro dos Seus ensinos.
Mais diretamente mostra-nos Jesus Sua crença na Trindade quando nos ensina a batizar "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo", em Mat. 28:19, um texto cuja legitimidade foi sobejamente comprovada na Pergunta de nº 21. Clique aqui.  

48. A Doutrina da Trindade ensina que o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus. Se isso realmente é verdade, por que Adão e Eva, juntamente com os pássaros, entoavam cânticos em ações de graças ao Pai e ao Filho somente?

"Os ditosos pássaros esvoaçavam ao seu redor, sem temor; e, ao ascenderem seus alegres cantos em louvor ao Criador, Adão e Eva uniam-se a eles em ações de graças ao Pai e ao Filho." (Patriarcas e Profetas, pág. 50).
Nota: Se Deus realmente fosse uma unidade de três pessoas, nada justificaria apenas duas pessoas receberem cânticos de ações de graças.   

Se Ellen White não disse, é apenas uma questão  de não ter sido instruída a dizer, mas é o que lemos no Sal. 104: "Junto delas habitam as aves dos céus; dentre a ramagem fazem ouvir o seu canto... Envias o Teu Espírito, eles são criados" (v. 12, 30). O Espírito Santo estava lá ouvindo o louvor dos pássaros e de Adão e Eva também. Afinal é igualmente o Criador dos pássaros, do homem e de tudo o mais (Sal. 104:30), juntamente com Cristo (João 1:3).
Nada justificaria que Ele não recebesse louvor igual, embora alguém possa enfatizar as duas Pessoas, sem se referir ao Espírito Santo, naquele contexto, mas noutros contextos falar abundante-mente dEle o que naturalmente Ellen White fez em 66 livros, por 5.889 vezes.]

49. O Manual da IASD afirma que; “Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três pessoas co-eternas.” Se isso é verdade, por que Ellen White, ao comentar sobre a unidade que existe entre Cristo e o Pai, utiliza Provérbios 8, onde o sábio Salomão afirma que quando Deus compunha os fundamentos da Terra, Cristo era Seu aluno? Como poderia Cristo sendo o próprio Deus, ser aluno de Deus?

"Cristo declarou por intermédio de Salomão: "O Senhor Me possuiu no princípio de Seus caminhos e antes de Suas obras mais antigas. Desde a eternidade, fui ungida [a Sabedoria]; desde o princípio, antes do começo da Terra. ... Quando punha ao mar o seu termo, para que as águas não traspassassem o Seu mando; quando compunha os fundamentos da Terra, então, Eu estava com Ele e era Seu aluno; e era cada dia as Suas delícias, folgando perante Ele em todo o tempo. Prov. 8:22, 23, 29 e 30. -Signs of the Times, 29 de agosto de 1900 (A Verdade Sobre os Anjos, págs. 23 e 24).
Ellen White usou a versão King James que contém a palavra "brought up";  jamais "pupil" (aluno), e citou Prov. 8:30, coerente-mente com os eruditos que traduzem o significado da palavra hebraicaאמן  "amôn" como artista, arquiteto, artífice, conforme o Dicionário de Hebraico de J. Strong. A mesma palavra hebraica ocorre no livro de Cantares do próprio Salomão (7:1), traduzida como "artista". "Aluno" é um problema da versão Almeida antiga.
A versão Almeida antiga também traduz nesse texto (Cant. 7:1) a palavra como "artista",  embora traduziu-a como "aluno" em Prov. 8:30. A coerência indica para Prov. 8:30 a tradução como Arquiteto. Com efeito, Cristo foi o grande Artista e Arquiteto da Criação (João 1:3; Col. 1:16; Heb. 1:2).
Paulo também usou a versão de que dispunha na época, a Septuaginta (LXX), e tolerou os problemas dela, e em suas citações há alguma diferença do original hebraico, mas isso não altera o sentido das verdades que ele quis enfatizar. Ellen White jamais ensinou que Cristo é inferior ao Pai, como diz-se que ela disse o que não disse.

50. A Doutrina da Trindade afirma que Cristo é o Deus Eterno. Como então harmonizar esse ensinamento, com o que Ellen White escreveu no texto abaixo?

O grande Criador reuniu os seres celestiais para poder, na presença de todos os anjos, conferir honra especial a Seu Filho. Este estava sentado no trono com o Pai, com a multidão celestial de santos anjos reunida à volta. Então o Pai fez saber que Ele próprio ordenara que Cristo, Seu Filho, fosse igual a Ele, de modo que, onde o Filho estivesse, estaria a Sua própria presença. A palavra do Filho deveria ser obedecida tão prontamente quanto a do Pai. O Filho fora investido de autoridade para comandar o exército celestial. Deveria Ele agir especialmente em união com o Pai no projeto de criação da Terra. ... Cristo era reconhecido como Soberano do Céu com poder e autoridade iguais aos do próprio Deus.” (The Espirity of Prophecy, vol. 1, págs. 17 e 18 - A Verdade Sobre os Anjos, págs. 32 e 33).

Diante das afirmações de Ellen White, contidas no texto acima, surgem os seguintes questionamentos:
a) Como poderia Cristo receber do Pai honras especiais se, de acordo com a Doutrina da Trindade, Ele é o próprio Deus?

Cristo pode receber honras especiais do Pai, desde que sejam duas pessoas distintas, como é o caso, e não "o próprio Deus", como se Cristo fosse "o próprio Pai", mas "propriamente Deus", no Qual "habita corporalmente toda a Plenitude da Divindade" (Col. 2:9).
A doutrina da Trindade não ensina que Cristo é "o próprio Deus", no sentido de mesma pessoa, mas que Ele "é Deus manifestado em carne" (Loraine Boettner, Studies in Theology, pág. 181); ou seja, que Ele possui a mesma natureza eterna, o que é muito diferente.  
Quanto às honras, o Filho glorifica o Pai e o Pai ao Filho (João 17:3-4). Nada mais justo. A vontade de dar o Pai honras a quem de direito é uma escolha Sua, não acha? Afinal, Ele glorifica a quem quer, e até "tem misericórdia de quem quer e endurece a quem Lhe apraz" (Rom. 9:18).

b) Se Cristo é o próprio Deus, como afirma a Doutrina da Trindade, por que então Ellen White escreveu que o Pai ordenou que Cristo, Seu Filho, fosse igual a Ele?

Segundo se pode ler do texto, Ellen White disse que o Pai estabeleceu a ordem, o mandato entre os anjos para que o Seu Filho fosse reconhecido como Seu igual, porque assim Ele sempre foi, mas houve um tempo em que os anjos não sabiam. A revelação de Deus é dada a seu tempo, parcimoniosamente.

c) Como Cristo poderia ser investido de poderes iguais aos do próprio Deus, já que, segundo a Doutrina da Trindade, Ele é o próprio Deus?

Cristo foi "investido de autoridade", não de "poderes iguais aos do próprio Deus" como imortalidade (inerente),  eternidade, onipotência, onipresença, onisciência, imutabilidade, etc., que são atributos incomunicáveis da Divindade.
Não há nenhum problema nisso, desde que o conceito errôneo de que "Ele é o próprio Deus" como Pessoa seja corrigido, o que não faz parte da Teologia da Trindade. A frase é tendenciosa, porque não condiz com o ensino da realidade de Deus.
Não é o que dizem os teólogos (Cristo "é Deus manifestado em carne" (Loraine Boettner, Studies in Theology, pág. 181);
Não é o que disse o Manual da Igreja, à pág. 9 e 10 ("Deus o Filho eterno,... verdadeiramente Deus");
Nem tampouco é o que diz o livro "Nisto Cremos", onde podemos ler: "Jesus Cristo é verdadeiramente Deus" (pág. 65:6.); é diferente de dizer que "Cristo é o próprio Deus", em pessoa, que faria de Cristo o único em pessoa como sendo Deus, ignorando o Pai ou identificando a ambos como a mesma pessoa, quando a doutrina ensina que as Três Pessoas compõem a Divindade que Se revela numa Trindade, e esta em uma triunidade.
Portanto, a tese sempre repetida deste questionário está fundada numa insinuação inverídica e tendenciosa, com o objetivo de desviar os incautos.

51. Se Cristo é o próprio Deus, por que Ellen White disse que Satanás ambicionava as mais elevadas honras que Deus concedera a Seu Filho?

Satanás... ambicionava as mais elevadas honras que Deus concedera a Seu Filho. Tornou-se invejoso de Cristo e começou a semear entre os anjos que honravam como querubim cobridor, o sentimento de que não recebera a honra que sua posição demandava.” (Review and Herald, 24 de fevereiro de 1874 - A Verdade Sobre os anjos, pág. 34).

Este era um problema de Lúcifer, não nosso. Ele ambicionava ser "semelhante ao Altíssimo" (Isa. 14:14). Sua ambição não muda em nada a natureza de Cristo. Pelo contrário, confirma que Cristo também é reconhecido como o "Altíssimo". E mais: Isaías já havia dito que Cristo é "Deus Poderoso" e "Pai da Eternidade" (Isa. 9:6). Logo, Ele também é Deus e também é Pai.

52. No texto abaixo Ellen White afirma que os anjos associaram-se a Adão e Eva em santos acordes de harmoniosa música em adoração ao Pai e o Filho. Se o Espírito Santo realmente é uma pessoa e é Deus, por que então foi excluído desta adoração?

"Os anjos associaram-se a Adão e Eva em santos acordes de harmoniosa música, e como seus cânticos ressoassem cheios de alegria pelo Éden, Satanás ouviu o som de suas melodias de adoração ao Pai e ao Filho. E quando Satanás o ouviu, sua inveja, ódio e malignidade aumentaram, e expressou a seus seguidores a sua ansiedade por incitá-los (Adão e Eva) a desobedecer, atraindo assim sobre eles a ira de Deus e mudando os seus cânticos de louvor em ódio e maldições ao seu Criador." (História da Redenção, pág. 31).

Resposta na pergunta de nº 17. O Espírito Santo também recebe louvor dos anjos.

53. Se Cristo é o próprio Deus Eterno, como ensina a Doutrina da Trindade, por que Paulo em sua carta aos Hebreus afirma que Jesus está assentado à destra do trono de Deus?

“Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus”. (Hebreus 12:2).
Nota: Se Cristo está assentado à destra do trono de Deus, é por que Ele não é o próprio Deus.

A pergunta insiste num erro teológico, explicado na pergunta 50 (Clique aqui se quiser lê-la). É claro que Jesus Cristo está assentado à destra do trono de Deus, pois a palavra "Deus" inclui aos Três Seres mais poderosos do Universo (Evangelismo, pág. 617).
Entretanto, quando um deles é distinguido, a palavra "Deus" indica os outros dois nomes que não foram mencionados. Por exemplo: Se Cristo, que é Deus, é mencionado com Deus, a palavra "Deus" se refere às duas Pessoas que além de Cristo, também são Deus.

54. Se o Espírito Santo realmente é Deus, e um dos membros da Trindade, como explicar sua ausência na criação do mundo e do homem?
"Pai e Filho empenharam-Se na grandiosa, poderosa obra que tinham planejado - a criação do mundo. A Terra saiu das mãos de seu Criador extraordinariamente bela.... Depois que a Terra foi criada, com sua vida animal, o Pai e o Filho levaram a cabo Seu propósito, planejado antes da queda de Satanás, de fazer o homem à Sua própria imagem. Eles tinham operado juntos na criação da Terra e de cada ser vivente sobre ela. E agora, disse Deus a Seu Filho: 'Façamos o homem à Nossa imagem.’ Gên. 1:26. Ao sair Adão das mãos do Criador, era de nobre estatura e perfeita simetria." (História da Redenção, págs. 20, 21).

Isso já foi respondido sob as perguntas do mesmo assunto sob os números 26 = 29 = 31 = 40. Por que o autor das perguntas se desgasta tanto com repetições?
Diz Ellen White: "A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção" (Conselhos sobre Saúde, p. 222:3). Ora, a Redenção é um pensamento contemporâneo à Criação! E lá estava também o Espírito Santo (Gên. 1:2).

55. Segundo a Doutrina da Trindade, Cristo é o próprio Deus.  Se isso é verdade, por que então Ellen White afirma que Cristo é o Filho de Deus e a expressão exata da imagem de Seu Pai?

"O Filho de Deus equiparava-Se em autoridade ao grande Legislador. Sabia que somente Sua vida poderia ser suficiente para resgatar o homem caído. Ele era de tanto mais valor do que o homem quanto o Seu nobre e imaculado caráter, e Sua elevada posição como Comandante de todo o exército celestial, estavam acima da obra humana. Constituía a expressão exata da imagem de Seu Pai, não só nas feições, mas na perfeição do caráter. (Review and Herald, 17 de dezembro de 1872 - Exaltai-O! – MM 1992, pág. 24).

Quem disse isso não foi Ellen White em primeira mão; ela apenas cita o autor de Hebreus que disse: "... nos falou pelo Filho... Ele que é o resplendor da glória, e a expressão exata do Seu Ser" (Heb. 1:2-3).
Se Cristo é Deus, isso não quer dizer que Ele seja o Pai, que igualmente com o Espírito Santo, é Deus.
A pergunta insistente tenta passar a imagem de que se "Cristo é o próprio Deus", não haveria lugar para o Pai. Sabemos que Ele é Deus, mas não exclusivamente, como quer a pergunta fazer parecer que assim cremos. Mas a questão nos indica à Resposta da Pergunta de nº 50, onde fica claro que se Cristo é parte da Divindade, O Pai e o Espírito Santo não estão excluídos por isso.

56. Quando Cristo antecipou aos discípulos os sofrimentos pelos quais passaria, disse que eles o abandonariam, mas que Ele não estaria só, pois o Pai estaria com Ele. Se o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus, como crêem os trinitarianos, por que somente o Pai estaria com Cristo naquele momento de extremo sofrimento? Onde estaria o "Deus Espírito Santo", que não se faria presente?

“Eis que vem a hora e já é chegada em que sereis dispersos, cada um para a sua casa, e me deixareis só; contudo, não estou só, por que O Pai está comigo.” (João 16:32).

Não estava Cristo cheio do Espírito Santo? (Luc. 4:1). O que acontece quando alguém possui a plenitude do Espírito? Ele tem o Pai. Disse Pedro: "Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, ... porque Deus era com Ele" (Atos 10:38). E se Ele tinha o Pai, não estará o Espírito Santo ao Seu lado? É claro que sim.
Mas o que significa a expressão "Deus era com Ele"? Por que não disse Pedro que "o Pai era com Ele"? Porque a palavra "Deus" inclui tanto o Pai como o Espírito Santo. Certamente, Ele poderia contar com o Pai e com "o amor do Espírito" (Rom. 15:30) que não O deixariam só.
E se o Espírito é o Consolador, como não estaria consolando a Cristo em seu momento mais trágico? Mas será que Cristo precisava dizer tudo o que sabemos hoje para os discípulos, para ser verdade? Por que, se Ele não falou alguma coisa, isso poderia ser um problema!?
Cristo estava falando acerca do Espírito Santo, quando de repente, disse: "Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora!" (João 16:12); e olha que os discípulos não haviam entendido nem a necessidade da Cruz! Quanto menos estariam preparados para entender uma teologia profunda sobre o Espírito Santo, aqueles vacilantes galileus que estavam se surpreendendo de que Jesus Cristo fosse "Deus conosco"!
É evidente que as palavras de Cristo ("não estou só, por que o Pai está comigo" João 16:32) eram suficientes para o Seu propósito de consolar aos discípulos. Certamente, Ele não intencionava com isso excluir ao Espírito Santo de Sua companhia. Novamente encontramos aqui o argumento do silêncio. Alguém teria de provar que se uma pessoa não é mencionada num contexto, isso é sinal evidente de que essa pessoa não existe.
Entretanto, Cristo havia dito que o mundo os odiava, e que O odiou a Ele também (João 15:18); que eles seriam perseguidos, como fizeram a Ele (v. 20). Mas quando diz: "Odiaram-Me sem motivo" (João 15:25), uma referência abrangente que chega à culminar na Cruz, de Quem Ele Se lembra? Ele Se lembra do Espírito Santo do Qual fala, e consola aos discípulos no verso seguinte (v. 26), como se quisesse Se consolar também a Si mesmo, com o fato de que viria a Cruz, mas Ele estava cheio do Espírito Consolador (João 3:34; Luc. 4:1).
Quem poderia penetrar no pensamento de Cristo nesse momento? Quem pode saber o que se passou com Ele no Getsêmani ou na Cruz, e qual foi o Seu relacionamento com o Espírito, nesse momento de completo desamparo, quando não só o Pai mas o Espírito O abandonaram? Visto que Ele mesmo clamou: "Deus Meu, por que Me abandonaste?" (Mat. 27:46), por que não falou: "Pai, por que Me abandonaste?"? Porque o Espírito Santo estava incluído. Mas o apóstolo Paulo também disse que lá estava "Deus (o Pai e o Espírito) em Cristo reconciliando consigo o mundo" (2Cor. 5:18).

57. Se o Espírito Santo realmente é uma pessoa e é Deus, como ensina a Doutrina da Trindade, por que Ellen White afirma que Cristo deu Seu Espírito, e que esse Espírito não é uma pessoa, mas sim, um poder, uma influência vital?

É o Espírito que torna eficaz o que foi realizado pelo Redentor do mundo. É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele, o crente torna-se participante da natureza divina. Cristo deu Seu Espírito como um poder divino [Ellen White não diz que "esse Espírito não é uma pessoa", como indica a pergunta; ler abaixo] para vencer todas as tendências hereditárias e cultivadas para o mal, e para gravar Seu próprio caráter em Sua igreja. (Advent Review and Sabbath Herald, 19 de novembro de 1908 – MM,  E Recebereis Poder, 1999, pág. 13).

"... Jesus está esperando para soprar sobre todos os Seus discípulos, e lhes dar a inspiração do Seu santificado Espírito, e infundir influência vital dEle mesmo para Seu povo.... Jesus está buscando impressioná-los com o pensamento de que dando o Seu Espírito Santo Ele está dando a eles a glória que o Pai Lhe tem dado. (Carta 11b, 1892. - Manuscript Releases Volume 4 “The Holy Spirit”).

Nota: É interessante notar que segundo Ellen White, ao Cristo dar o Seu Espírito, ele está dando um poder divino, que é a Glória que o Pai lhe tem dado e não a "terceira pessoa da Trindade".

 Ao se referir acima ao Espírito Santo, Ellen White o distingue do Redentor pelo uso da palavra "Ele" ("He" = Ele, gênero masculino; não "it" = isso, do gênero neutro – em Inglês).
A expressão "como um poder" não significa que Ele é apenas um poder, ou uma influência, mas que há um poder e uma influência que promana dEle, comparativamente, chamada "influência do Espírito Santo".
Veja nesta citação: "Ele (Cristo) não Se referiu meramente à operação de milagres, mas a tudo quanto iria acontecer sob a influência do Espírito Santo... Falaram no poder do Espírito; e sob a influência desse poder, milhares se converteram" (Atos dos Apóstolos, p. 22). Ora, se Ellen White fala da influência e do poder do Espírito Santo, não está dizendo que Ele é essa influência e esse poder; mas que há uma distinção entre a pessoa e a influência que ela exerce. O Espírito Santo não pode ser confundido com a influência que Ele mesmo exerce.
Se queremos saber o que disse Ellen White sobre a personalidade do Espírito Santo, por que não vamos às suas próprias palavras literalmente, mais claras? Disse ela:
"Precisamos reconhecer que o Espírito Santo, que é tanto uma pessoa como o próprio Deus, está andando por esses terrenos". Manuscrito 66, 1899.
"O Espírito Santo é uma Pessoa, pois dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus." (Evangelismo, 616:5)
"O Espírito Santo tem personalidade; do contrário, não poderia testificar ao nosso espírito e com nosso espírito que somos filhos de Deus. Deve ser também uma pessoa divina; do contra-rio, não poderia perscrutar os segredos que jazem ocultos na mente de Deus." (Evangelismo, p. 617:1).
Mas alguns já estão dizendo que isso tudo foi adulterado pelos Depositários do Escritos de Ellen White. Então, por que não lemos em seus manuscritos, em sua própria letra?


Texto em Inglês, do 2º e 3º parágrafos:
"The Holy Spirit always leads to the written word. The Holy Spirit is a person (O Espírito Santo é uma pessoa); for he beareth witness with our spirits that we are the children of God. When this witness is borne, it carries with it its own evidence. At such times we believe and are sure that we are the children of God. What strong evidence of the power of truth we can give to believers and unbelievers when we can voice the words of John, "We have known and believed the love that God hath to us. God is love; and he that dwelleth in love dwelleth in God, and God in him."
"The Holy Spirit has a personality (O Espírito Santo tem uma personalidade), else he could not bear witness to our spirits and with our spirits that we are the children of God. He must also be a divine person (uma pessoa divina), else he could not search out the secrets which lie hidden in the mind of God. "For what man knoweth the things of a man save the spirit of man, which is in him; even so the things of God knoweth no man, but the Spirit of God."

58. Segundo Ellen White, Satanás usou tudo o que estava a seu alcance para desafiar a autoridade de Deus e de Seu Filho e que Satanás levou a terça parte dos anjos a se desviarem do Pai e de Seu Filho. Por que a autoridade do “Deus Espírito Santo” não foi?

“Satanás lançou para longe seus sentimentos de desespero e fraqueza e, como líder, fortaleceu-se para enfrentar a situação e empreender tudo que estivesse a seu alcance para desafiar a autoridade de Deus e de Seu Filho.” (The Spirit of Prophecy, vol. 1, págs. 31 a 33 - A Verdade sobre os Anjos, pág. 51).
"Em sua rebelião, Satanás levou a terça parte dos anjos. Desviaram-se do Pai e de seu Filho, e uniram-se ao instigador da rebelião. Tendo esses fatos diante de nós, cumpre-nos agir com maior cautela. (Testemunhos para a Igreja, Vol.3, pág.115).
Nota: É importante notar que Ellen White afirma que Satanás levou a terça parte dos anjos a se desviarem do Pai e de Seu Filho. Ela não faz nenhuma menção a uma terceira pessoa. Se Deus realmente é uma unidade de três pessoas co-eternas, como poderiam então os anjos desviarem-se de apenas duas destas Pessoas?

A "autoridade de Deus e de Seu Filho", em uma sã teologia, inclui a autoridade do Espírito Santo, porque Ele também é Deus.
Outrossim, a autoridade do Espírito Santo foi desafiada por Satanás em diversas vezes:
1) Ao instigar os líderes judaicos contra a obra do Espírito Santo, atribuindo-a ao serviço de Belzebu (Mat. 12:24-32);
2) Satanás encheu o coração de Ananias e Safira para que mentissem ao Espírito Santo  (Atos 5:3);
3) Satanás pretendia enganar ao povo com o mágico Elimas, que foi censurado por Paulo, cheio do Espírito Santo (Atos 13:9-11);
4) O mesmo diabo convenceu a outro mágico, Simeão, a comprar o dom do Espírito Santo por dinheiro (Atos 8:18-19).
Ora, se a autoridade do Espírito Santo foi desafiada aqui na Terra tantas vezes, por que não teria sido lá no Céu, onde Satanás estava bem mais perto?

59. Ellen White diz que Cristo, no Getsêmani, sentiu interrompida Sua unidade com o Pai. Por que Ellen White não citou a pessoa do Espírito Santo, já que segundo a Doutrina da Trindade Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas?

“Ao sentir Cristo interrompida Sua unidade com o Pai, temia que, em Sua natureza humana, não fosse capaz de resistir ao vindouro conflito com os poderes das trevas. ... Com os resultados do conflito perante Si, a alma de Cristo Se encheu de terror pela separação de Deus.” (O Desejado de Todas as Nações, págs. 685-687).
Nota: Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, nada justifica o fato de Ellen White ter citado apenas duas pessoas, o Pai e o Filho.

Note que logo abaixo, Ellen White cita a expressão "separa-ção de Deus". Se Deus é uma unidade de Três Pessoas co-eternas, e cremos que o é, então, quando Cristo Se separou do Pai, Ele Se separou de Deus Pai e Deus Espírito Santo, porque a palavra "Deus" inclui aos Três. Ele foi realmente abandonado ao morrer na Cruz não só pelo Pai, mas pelo Espírito que está incluído em "Deus Meu" (Mat. 27:46).
Mas quanto a "nada justifica" a citação de apenas duas Pessoas, - o simples propósito de Deus em não revelar esse detalhe sobre o Espírito Santo explicitamente já seria suficiente para justificar. Lembre-se de que aqui "o silêncio é ouro" (Atos dos Apóstolos, 52:1).
Além disso, a frase "pela separação de 'Deus' (O Desejado de Todas as Nações, p. 687) já seria suficiente para descrever o que realmente aconteceu: Cristo separar-se de Deus significa separar-Se tanto do Pai, quanto do Espírito Santo, já que Ambos são Deus.

60. Ao comentar sobre a crucifixão de Cristo, Ellen White afirma que o universo celestial, Deus Pai, Satanás e seus anjos, estavam presenciando as cenas da crucifixão. Onde estava o “Deus Espírito Santo” nesse momento, que não presenciou estas cenas?

“Quem presenciou estas cenas? O universo celestial, Deus Pai, Satanás e seus anjos.” (Bible Echo and Signs of the Times, 29 de maio de 1899. - A Verdade Sobre os Anjos, pág. 201).
Nota: É interessante notar que Ellen White, ao citar quem estava contemplando as cenas da crucifixão de Cristo, não se restringe ao cenário aqui na Terra, mas inclui o universo celestial. E ainda assim, a pessoa do Espírito Santo não é citada.

Como você pode dizer que o Espírito Santo não presenciou estas cenas? Com que visão? Apenas baseado numa omissão, num silêncio? É pouca evidência para tanta certeza.
Ellen White citou a Cruz, relacionada ao Espírito Santo ao ser Ele rejeitado : "Para os sacerdotes e o povo, a primeira rejeição da demonstração do poder do Espírito Santo foi o começo do fim. ... Sua rejeição do Espírito atingiu o auge na cruz do Calvário..." (Desejado de Todas as Nações, p. 241:4).
Se os líderes rejeitaram ao Espírito Santo atingindo o seu "auge na Cruz", certamente Ele, o Rejeitado, estava lá também contemplando a cena, embora invisível.
O Espírito Santo está muito relacionado com a Cruz (Heb. 6:4-6; 10:29,31). Como poderia Ele não estar presente? Isso seria impossível, já que Ele é onipresente (Sal. 139:7).

61. Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, como ensina a Doutrina da Trindade, por que Ellen White afirma que a morte de Cristo separaria apenas o Pai e o Filho? O "Deus Espírito Santo", a "terceira pessoa da Trindade", não seria separada de Cristo?

"Cristo tomaria sobre Si a culpa e a ignomínia do pecado - pecado tão ofensivo para um Deus santo que deveria separar entre Si o Pai e o Filho. Cristo atingiria as profundidades da miséria para libertar a raça que fora arruinada." (Patriarcas e Profetas, pág. 63).
Nota: Para o "Deus Espírito Santo" não ser separado de Cristo em Sua morte, teria que morrer com Cristo, o que causaria sua separação do Pai. Caso isso viesse a acontecer, ele (o Espírito Santo) não seria eterno; conseqüentemente, não poderia ser Deus, pois Deus não morre.

Mas mesmo Cristo sendo Deus eterno não morreu em Sua natureza divina! Apenas morreu como Homem. Jamais como Deus. Isso foi dito por Ellen White no Manuscrito 131, 1897). Novamente, ela escreveu: "A humanidade morreu; a divin­dade não morreu" (Youth’s Instructor, 4 de agosto de 1898).
Ellen White não disse que o pecado separaria "apenas" o Pai e o Filho. Isso foi acrescentado. Ela disse: "pecado tão ofensivo para um Deus santo que deveria separar entre Si o Pai e o Filho." O pecado foi ofensivo para um "Deus santo", o que naturalmente inclui ao Espírito Santo, que é um "Deus santo", igualmente.
Quanto à unidade do Espírito Santo com o Pai e o Filho, você pode constatar lendo em Luc. 1:35. A Encarnação é uma obra da Trindade. Se Ele estava unido na Encarnação (Luc. 1:35), certamente esteve unido na Morte e na própria Ressurreição (Rom. 8:11) do Filho de Deus.

62. A Doutrina da Trindade afirma que Cristo ressuscitou a Si próprio (Nisto Cremos, pág. 65). Se isso é verdade, por que Paulo e Ellen White afirmam que foi o Pai quem ressuscitou a Cristo?

“Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos.” (Gálatas 1:1).
"Então o poderoso anjo, com voz que faz a terra tremer, disse: ‘Jesus, Filho de Deus, Teu Pai Te chama!’ Aquele que havia adquirido o poder de vencer a morte e a sepultura, saiu da mesma como conquistador, em meio às contorções da terra, o clarão dos relâmpagos e o rugido dos trovões.” (The Spirit of Prophecy, vol. 3, pág. 192. - A Verdade sobre os Anjos, pág. 209).

Não foi a doutrina trinitariana, e muito menos o livro "Nisto Cremos" que disseram isso; foi o próprio Cristo: "Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de Mim; pelo contrário, Eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la"  (João 10:17-18). "Disse-lhe Jesus: Eu sou a Ressurreição e a Vida." (João 11:25). "Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida" João 14:6.
Mas, para que todos saibam, a Ressurreição de Cristo foi obra da própria Trindade: O Pai O ressuscitou (Gál. 1:1; Efés. 1:20), através do Espírito Santo (Rom. 1:4; 8:11; 1 Ped. 3:18), e com o poder do próprio Cristo (João 10:17-18).
Mas, quanto à declaração de Ellen White, por que não citar do capítulo sobre a Ressurreição de Cristo? Lá ela afirma que Cristo ressuscitou com o Seu próprio poder: "Quando foi ouvida no túmulo de Cristo a voz do poderoso anjo, dizendo: 'Teu Pai Te chama', o Salvador saiu do sepulcro pela vida que havia em Si mesmo. Provou-se então a verdade de Suas palavras: 'Dou a Minha vida para tornar a tomá-la. ... Tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la.' João 10:17 e 18....
"Sobre o fendido sepulcro de José, Cristo proclamara triunfante: 'Eu sou a ressurreição e a vida.' Essas palavras só podiam ser proferidas pela Divindade. Todos os seres criados vivem pela vontade e poder de Deus. São dependentes depositários da vida de Deus. Do mais alto serafim ao mais humilde dos seres vivos, todos são providos da Fonte da vida. Unicamente Aquele que é um com Deus, podia dizer: 'Tenho poder para a dar [a vida], e poder para tornar a tomá-la.' João 10:18. Em Sua divindade possuía Cristo o poder de quebrar as algemas da morte." O Desejado de Todas as Nações, p. 785:2-3.

63. Se Cristo é o "Deus Filho", como afirma a Doutrina da Trindade, por que não encontramos um único texto na Bíblia que se refira a Ele como “Deus Filho”?

Basta ler em João 5:18: "Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque... dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus." Aí está: Cristo é não somente Filho, como também Deus. Portanto, "Deus Filho", para usarmos uma linguagem teológica simplificada.
A Bíblia igualmente diz que "Jesus é o Cristo" (João 20:31); mas também diz: "Jesus Cristo" (Mat. 1:1), usando uma linguagem teológica simplificada.
Ou poderíamos ler João 10:33, 36: "Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo..." "Então, daquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, dizeis: 'Tu blasfemas'; porque declarei: 'Sou Filho de Deus'?"
Se Ele é "Filho do Homem", é Homem; se é Filho de Deus, é Deus. Portanto, Ele pode ser chamado de "Deus Filho" apropriadamente.

64. Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, como ensina a Doutrina da Trindade, por que Paulo, em sua carta aos Colossenses, manda que tudo seja feito em nome de Jesus Cristo, dando graças a Deus Pai? O "Deus Espírito Santo" não merece que lhe sejam dadas graças?

“Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. (Colossenses 3:16 e 17).

"Se Deus é uma unidade de Três Pessoas co-eternas, como ensina a doutrina da Trindade", corretamente, não há nenhuma dificuldade nisso porque louvar a um é louvar aos Três, já que os Três são "UM em natureza, caráter, e propósito" (Patriarcas e Profetas, p. 34:1). Se você louva a Deus, inclui as Três Pessoas integradas na Divindade.
Portanto, tudo seja feito "em nome de Jesus Cristo" (Col. 3:17),  pelo "poder do Espírito Santo" (Luc. 4:14; Atos 1:8; Rom. 15:13) e para a glória de Deus Pai. (Rom. 16:27; Fil. 2:11; Apo. 4:11). E os Três ficarão satisfeitos, cada um em Sua função e hierarquia.

65. Segundo a Doutrina da Trindade, Cristo é o próprio Deus. Se isso é verdade, por que a Bíblia afirma que Cristo está a direita de Deus, Seu Pai? Como Cristo pode estar à direita de Deus, sendo Ele o próprio Deus?

"Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.” (Romanos 8:34).
"A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. Pois Jesus foi levado para sentar-se ao lado direito de Deus, o seu Pai, o qual lhe deu o Espírito Santo, como havia prometido. E Jesus derramou sobre nós esse Espírito, conforme vocês estão vendo e ouvindo agora." (Atos 2:32-33 - BLH).

Esta pergunta é igual à Pergunta 53.
Novamente, a insistência na "frase de efeito": "Se Cristo é o próprio Deus...", então, há contradição e impossibilidade!? Ora, não afirmamos que Cristo "é o próprio Deus", como se Ele fosse o Pai, mas Ele é tudo isso de fato, no sentido de mesma natureza divina, deixando na Trindade o lugar para o Pai e o Espírito Santo.
Mas, nos termos teológicos corretos, Cristo é Deus (João 1:1),  (Deus, o Filho), e está à direita de Deus, o Pai. "Pois Jesus foi levado para sentar-se ao lado direito de Deus, o Seu Pai, o qual lhe deu o Espírito Santo, como havia prometido." (Atos 2:33 - BLH).
Veja a resposta da Pergunta 50. c), especialmente.

66. Segundo crêem os defensores da Doutrina da Trindade, Cristo é o próprio Deus. Se isso é verdade, por que Ellen White escreveu que mesmo para o Rei do Universo, foi uma luta entregar Seu Filho para morrer pela raça culposa? 

"Mui prolongada foi aquela comunhão misteriosa - o "conselho de paz" (Zac. 6:13) em prol dos decaídos filhos dos homens. O plano da salvação fora estabelecido antes da criação da Terra; pois Cristo é "o Cordeiro morto desde a fundação do mundo" (Apoc. 13:8); foi, contudo, uma luta, mesmo para o Rei do Universo, entregar Seu Filho para morrer pela raça culposa." (Patriarcas e Profetas, pág. 63}

Ver Resposta à Pergunta 50 e 65.
Se Cristo é Deus, e o Pai é Deus, como cremos que é, o Pai pode entregar o Filho para morrer pelos nossos pecados, como de fato aconteceu (João 3:16). Entretanto, não vamos esquecer que "Pai" e "Filho" são títulos dados a ambos para indicar sua natureza igual (João 5:18), bem como Sua hierarquia na Economia da Salvação (1Cor. 11:3), e muitos outros significados (Clique aqui para revê-los).
Mas Cristo não é a pessoa que este questionário está insinuando que nós cremos que Ele é.
Entretanto, se o Pai teve dificuldade para entregar o Filho, é "porque o Pai ama ao Filho" (João 5:20; 3:35).

67. Ellen White recebeu de Deus uma visão sobre a importância do sábado; por que Deus nunca deu a Ellen White uma visão sobre a Trindade, já que, sendo verdadeira, essa doutrina seria de importância fundamental para o Seu povo?

Não precisamos dizer que seria um assunto para perguntar-mos ao próprio Deus quando nos encontrarmos com Ele, pessoal-mente. Mas Ellen White teve sim, uma visão sobre a trindade dentro da visão sobre a vida de Jesus, o que deu como resultado o livro "O Desejado de Todas as Nações". Nesse livro lemos muito acerca de Jesus, num contexto da Trindade. Bastaria ler uma só página e encontrar as palavras: "É  pelo Espírito de verdade, operando na Palavra de Deus, que Cristo submete a Si Seu povo escolhido... O Espírito Santo era o mais alto dos dons... terceira pessoa da Trindade (ou Divindade) (p. 671: 2-3) 
Entretanto, é claro o fato de que mesmo nos últimos dias a Revelação divina é progressiva (Prov. 4:18); tanto é que hoje sabemos muito mais sobre muitos assuntos do que há 50 anos atrás. A revelação sobre Deus será uma realidade a ser estudada por toda a eternidade.
"Por que perguntas assim pelo Meu nome, que é Maravilhoso?" (Juízes 13:18), perguntou o Anjo do Senhor a Manoá; porventura lhe deu então, uma aula teológica, ao lhe perguntar o nome? Ou lhe revelou que Jesus Cristo seria o Salvador do mundo, morrendo numa cruz, já que esta é uma verdade fundamental para toda a humanidade? Então, por que estaríamos hoje tão apressados? Como estaríamos estudando hoje estes assuntos e outros mais, se tudo já estivesse clara e didaticamente formulado, de modo a favorecer a comodidade mental?
Mas para que não ficássemos na dúvida, há 5.899 declarações ou referências inspiradas nos escritos de Ellen White nos 66 livros da CASA, e muito temos a aprender daquilo que já foi escrito, inclusive sobre a personalidade do Espírito Santo ou acerca das 3 Pessoas da Trindade (rever pergunta 57). Por que haveríamos de duvidar daquilo que já foi revelado, buscando textos que contradizem o que foi escrito para a nossa segurança?
Temos pelo contrário, advertências que condenam a prática de especular sobre os assuntos da Divindade: "O mais elevado intelecto pode esforçar-se até à exaustão em conjeturas concernentes à natureza de Deus, mas infrutíferos serão os esforços. Esse problema não nos foi dado a solver. Nenhuma mente humana pode compreender a Deus. Ninguém se deve entregar a especulações com referência à Sua natureza. A esse respeito, o silêncio é eloqüente. O Onisciente está acima de discussão." (Ciência do  Bom Viver, p. 429).

68. Segundo ensina a Doutrina da Trindade, Cristo não é o Filho de Deus [???], mas sim, o próprio Deus. Se isso realmente é verdade, como então entender o texto abaixo, onde Ellen White afirma que Cristo ficaria entre a ira de Seu Pai, e o homem culpado?

"A princípio, os anjos não puderam regozijar-se, pois seu Comandante nada escondeu deles, mas desvendou-lhes o plano da salvação. Jesus lhes disse que ficaria entre a ira de Seu Pai e o homem culpado, que Ele enfrentaria a iniqüidade e o escárnio, e que poucos, apenas, O receberiam como o Filho de Deus." (Primeiros Escritos, pág. 149).

Nota: O que chama mais atenção no texto acima é a afirmação de Cristo de que, mesmo morrendo pelo pecador seriam poucos os que o receberiam como o Filho de Deus. Crendo na Doutrina da Trindade, não estaríamos negando que Cristo é o Filho de Deus?

A doutrina da Trindade jamais negou que Cristo é o Filho de Deus, o que seria negar as próprias palavras de Cristo, onde Ele enfatiza essa verdade; entretanto, não podemos negar que Ele também é Deus, embora sendo Filho, ou seja, igual a Deus (João 5:18).
Pelo contrário, apresentamos a Trindade como "o Pai, o Filho e o Espírito Santo" (Mat. 28:19 – ver Pergunta 21 sobre a genuini-dade desse texto).
Mas se queremos entender o texto de Ellen White, temos que falar em termos de distinção entre o Pai e o Filho. O Pai não é o Filho, e o Filho não é o Pai; compreendendo isso, será plenamente possível admitir o fato de serem ambos separados ao Cristo assumir o pecado do homem (Mat. 27:46; Rom. 8:3).

69. Falando sobre a comunhão, João afirma que ela é com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo. Por que João omitiu a "terceira pessoa da Trindade", nessa declaração tão importante para a Igreja de Deus?

O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.”  (I João 1:3).

É só ler em 2Cor. 13:13 (ou 14, noutra versão): "A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós." A nossa comunhão é com Quem? "Com o Pai e com o Seu Filho Jesus Cristo", e com Quem mais? Com o "Espírito Santo". É bom não esquecê-lO. Como podemos ver, a declaração de Paulo também é muito importante para a Igreja de Deus.
Ainda bem que não firmamos a nossa doutrina num só texto da Bíblia. "Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.”  (I João 1:3) e com o Espírito Santo (2Cor. 13:13).
Novamente vemos que a omissão não prova nada. Simplesmente pelo fato de que João silencia sobre a comunhão do Espírito Santo não é sinal de que Ele não exista, em Sua bendita comunhão com o Pai, o Filho e com os cristãos. O apóstolo Paulo nos faz lembrar disso, escrevendo mesmo antes do apóstolo João, a fim de que não tivéssemos dúvidas.
E ainda coloca as Três Pessoas em uma forma tríade, de tal modo que como dezenas de outros textos, favorece a crença na doutrina da Trindade, segundo a qual os Três maiores Poderes do Universo Se apresentam juntos em uma união perfeita, porque são co-eternos e triúnos, realizando a grande obra da Redenção.
Pergunta 69 = 20 = 16.

70. Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, por que Ellen White afirma que no grande conflito entre o bem e o mal, o Pai, o Filho e Lúcifer foram revelados em suas verdadeiras posições um para com o outro? O "Deus Espírito Santo" não teve participação neste conflito?

"Todos os seres não caídos estão agora unidos em referência à lei de Deus como invariável. Eles apóiam o governo dEle, aquele que, para resgatar o transgressor, não poupou Seu próprio Filho. Sua lei foi provada sem defeito. Seu governo está seguro para sempre. O Pai, o Filho, e Lúcifer foram revelados em suas verdadeiras relações um para com o outro. Deus deu evidência inconfundível de Sua justiça e Seu amor." (The Signs of the Times, 27 de agosto de 1902).
Nota: Se Deus realmente é uma unidade de três pessoas co-eternas, nada justifica a ausência da terceira pessoa neste conflito. 

Precisamos dizer que este questionário se especializou em coisas que Ellen White não disse acerca do Espírito Santo? Por que não procuramos tudo o que ela disse sobre a sua bendita Pessoa? Terá 5.889 declarações ou referências em 66 livros, além de artigos, manuscritos, e cartas.
Se Deus não lhe revelou esse aspecto do caso, nesta citação, como não revelou ao apóstolo João sobre a comunhão do mesmo Espírito na declaração anterior (Pergunta 69, 1João 1:3), se bem que revelou ao apóstolo Paulo, por que haveríamos de duvidar, se há abundantes provas noutras partes da Bíblia acerca da revelação triúnica de Deus?
Entretanto, veja o que diz Ellen White sobre a participação do Espírito Santo no grande Conflito:
"É necessário um conflito para romper com os poderes das trevas, e o Espírito Santo nele opera a fim de isso realizar" (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 366).
"A humanidade de Cristo estava unida à divindade; estava habilitado para o conflito, mediante a presença interior do Espírito Santo" (Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 153).
"Aqueles que, na vanguarda do conflito, são impelidos pelo Espírito Santo ..." (Exaltai-O, MM 1992, p. 39).
"O Espírito Santo daria vislumbres de Jesus a dedicados obreiros, que os habilitassem para todo conflito... " (Exaltai-O, MM 1992, p. 359).
"Mediante a iluminação do Espírito Santo, as cenas do prolongado conflito entre o bem e o mal foram patenteadas à autora destas páginas" (Grande Conflito, p. 7).
"O apetite e a paixão devem ser postos sob o controle do Espírito Santo. Não há fim ao conflito do lado de cá da eternidade..." (Mente, Caráter e Personalidade, p. 346).
"Enquanto Satanás tiver poder de trabalhar em mentes humanas não entrincheiradas pelo Espírito Santo, haverá difícil e ardente conflito entre o bem e o mal" (Nossa Alta Vocação, p. 246).
Sabia [Cristo] que a verdade, armada com a onipotência do Espírito Santo, haveria de vencer no conflito com o mal" (Obreiros Evangélicos, p. 38).
"Precisamos ter o Espírito Santo para suster-nos no conflito" (Recebereis Poder (MM 1999, p. 151).
Pergunta, depois de ler tudo isso: Quem ajudou aos santos anjos a não cair no Conflito entre Cristo e Lúcifer? Isso mesmo: o Espírito Santo, que certamente estava presente, lá no Céu. Quem nos ajuda hoje a vencer no Conflito contra Satanás? É o mesmo Espírito.

71. Segundo a Doutrina da Trindade, Cristo é o Deus eterno. Se isso é verdade, por que Ellen White afirma que depois da transgressão de Adão, Deus não mais Se comunicava pessoalmente com o homem, mas por intermédio de Cristo e dos anjos? 

"Sem a expiação do Filho de Deus não poderia haver comunicação de bênçãos ou salvação de Deus ao homem. Deus tinha zelo pela honra de Sua lei. A transgressão desta lei causou uma terrível separação entre Deus e o homem. A Adão em sua inocência fora assegurada comunhão, direta, livre e feliz, com seu Criador. Depois de sua transgressão, Deus Se comunicaria com o homem mediante Cristo e os anjos." (História da Redenção, pág. 50).
Nota: O texto afirma que depois do pecado, Deus comunica-se com o homem por intermédio de Cristo e dos anjos, o que nos levar a concluir que Cristo não é o próprio Deus.

Cristo ainda continua sendo Deus eterno (João 1:1), mas é bom não confundi-lO com o Pai, ou com o Espírito Santo. Se a comunicação com o Pai foi interrompida, e se foi ordenado que Deus o Filho Se comunicasse com Adão, isso foi um propósito divino.
Aliás, toda a Comunicação do AT se realizou por Deus o Pai (Isa. 64:8; Heb. 1:1), através de Cristo (1Cor. 10:4; 1 Ped. 1:10-11) e do Espírito Santo (Isa. 6:8 com Atos 28:25; Isa. 63:10; 2Ped. 1:21), além dos anjos (Gên. 19:1; Sal. 91:11; Heb. 13:2).

72. Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, como afirma o Manual da IASD, por que João omitiu o "Deus Espírito Santo", a "terceira pessoa", ao afirmar que aquele que permanece na doutrina de Cristo, tem tanto o Pai como o Filho?

“Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece, não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho.” (II João 9).

Faltou citar 1 João 4:13: "Nisto conhecemos que permane-cemos nEle, e Ele em nós: por Ele nos ter dado do seu Espírito". Ou seja, se Ele nos deu do Seu Espírito, temos tanto ao Pai como ao Filho, como ao próprio Espírito Santo, que nos foi dado por Deus.
Mas será que o texto aludido (2João 9) exclui de fato o Espírito Santo? De modo nenhum! Ele está incluído nas palavras "não tem Deus", porque a palavra "Deus" indica a Divindade da qual fazem parte tanto o Pai, como o Filho (João 5:18), como o Espírito Santo (Atos 5:3-4; Heb. 9:14).

73. A Doutrina da Trindade ensina que há três pessoas co-eternas no Céu, sendo a primeira o Pai, a segunda, o Filho e a terceira o Espírito Santo. Se isso é verdade, por que Ellen White escreveu que Satanás era o primeiro depois de Cristo, ou seja, a terceira pessoa no Céu?

"Satanás foi outrora um honrado anjo no Céu, o primeiro depois de Cristo. Seu semblante, como o dos outros anjos, era suave e exprimia felicidade. Sua testa era alta e larga, demonstrando grande inteligência. Sua forma era perfeita, seu porte nobre e majestoso." (Primeiros Escritos, pág. 145).

No contexto dos anjos, Cristo além de ser um com Deus (João 1:1; 10:30), foi apresentado diante deles como o Arcanjo Miguel (Dan. 12:1; Apo. 1:5; 1Tess. 4:16; João 5:28-29). Depois do Arcanjo Miguel que era Cristo, Lúcifer ocupava a maior posição do Universo como criatura entre as outras criaturas. Ellen White não disse que Satanás ocupava a terceira posição no Céu, no contexto da Divindade. Disse que como anjo honrado no Céu, Satanás ocupara uma posição abaixo da posição de Cristo como o Arcanjo Miguel. Lúcifer era um poderoso anjo, um honrado líder, mas ainda uma criatura entre as outras.
Ellen White apresenta a verdadeira posição do Espírito Santo como a terceira pessoa da Divindade: "Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira Pessoa da Divindade (Desire of Ages, 671, ou "...Trindade" – O Desejado de Todas as Nações, p. 671: par. 3, já que o Espírito é a terceira Pessoa).

74. Se o Espírito Santo é uma pessoa distinta do Pai e de Jesus Cristo, por que Ellen White disse que Cristo é o Espírito que inspirou os profetas?

"Cristo é chamado o Verbo de Deus. João 1:1-3. É assim chamado por que Deus deu Suas revelações ao homem em todos os tempos por meio de Cristo. Foi o Seu Espírito que inspirou os profetas. I Ped. 1:10 e 11. Ele lhes foi revelado como o Anjo de Jeová, o Capitão do exército do Senhor, o Arcanjo Miguel. Foi Cristo que falou a Seu povo por intermédio dos profetas.” (Patriarcas e Profetas, pág. 366).
Nota: É importante notar que o texto não diz que foi o "Deus Espírito Santo" que inspirou os profetas, mas Cristo, por meio de Seu próprio Espírito.

A Bíblia ensina, e igualmente Ellen White, que a revelação do AT foi dada por Cristo e pelo Espírito Santo.  Toda a comunicação do AT foi através de Cristo (1Cor. 10:4; 1 Ped. 1:10-11) e do Espírito Santo (Isa. 6:8 com Atos 28:25; Isa. 63:10), além dos anjos (Gên. 19:1; Sal. 91:11; Gál. 3:19; Heb. 13:2).
Mas, quanto à inspiração dos profetas, por que não lemos do mesmo apóstolo Pedro, em 2 Ped. 1:21? "Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo."
Por que seríamos unilaterais? Por que não reconhecermos a posição de cada um? E onde fica o Pai nessa história? De acordo com Heb. 1:1, foi Deus quem falou, distinguindo-Se do Filho (Heb. 1:2), e do Espírito Santo (1Ped. 1:21). Portanto, a revelação não exclui a nenhum dos Três no processo da Sua comunicação.

75. Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo), como ensina a Doutrina da Trindade, por que Cristo disse que unicamente o Pai conhece o Filho e somente o Filho conhece o Pai? Não é estranho que o “Deus Espírito Santo”, sendo co-eterno com o Pai e o Filho, não conheça a ambos?

“Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.” (Mateus 11:27). 
Nota: O dicionário Michaelis define o vocábulo "ninguém" como "nenhuma pessoa". Sendo assim, nenhuma pessoa além do Pai, conhece o Filho e nenhuma pessoa além do Filho conhece o Pai. Este texto depõe contra a existência de uma unidade de três pessoas co-eternas [É só ler abaixo, para ver que as coisas não são tão fáceis assim!]

É evidente que o contexto dessas palavras estava ali entre os Seus ouvintes, "aquele(s) a quem o Filho o(s) quiser revelar", como diz o próprio texto citado de Mat. 11:27.
Mas, se quisermos ampliar mais o assunto para um contexto da Divindade, por que não lemos em 1Cor. 2:10-11? "Porque Deus no-las revelou pelo seu Espírito; pois o Espírito esquadrinha todas as coisas, mesmo as profundezas de Deus. Pois, qual dos homens entende as coisas do homem, senão o espírito do homem que nele está? assim também as coisas de Deus, ninguém as compreende, senão o Espírito de Deus."
Dicionário Michaelis: "nin.gu.ém: pron. 'Nenhuma pessoa' ". Veja como Paulo apresenta a personalidade do Espírito Santo indiretamente; parafraseando da evidência: "Nenhuma pessoa (ninguém) pode entender as coisas de Deus, senão somente a Pessoa do Espírito Santo." É o próprio dicionário de Michaelis citado na pergunta que nos ajuda a ver bem isso! Não deixe de registrar esse texto e esse fato.

76. A Doutrina da Trindade ensina que Cristo é o próprio Deus. Se isso é verdade, por que Paulo afirma que Cristo é nosso Mediador, e que Ele intercede por nós perante Deus? Estaria Cristo intercedendo para com Ele mesmo?

“Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.” (I Timóteo 2:5).
“Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.” (Romanos 8:34).

Se Cristo é Deus, pode interceder junto ao Pai, porque Ele não é o Pai. São duas Pessoas distintas.
Aliás, é bom lembrar do mesmo capítulo citado, que o Espírito Santo também intercede por nós (Rom. 8:26), junto ao Pai: "Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira". (Observe que se os vs. 26-27 falam do Espírito Santo em Sua intercessão, os vs. 28-29 falam de Deus o Pai e do Seu Filho, distinguindo-Se os Três Poderes do Céu, em uma Trindade).
Lembremos igualmente, que intercessão é uma obra que só uma pessoa pode realizar, colocando-se entre duas outras, compreendendo inteligentemente a capacidade das duas e o trauma que os separa, realizando um trabalho voluntário e exercendo a sua vontade, e aplicando seu poder de raciocínio para resolver o problema. Isso tudo indica a necessidade da posse de uma mente, como diz o verso seguinte: "E Aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que Ele intercede pelos santos" (Rom. 8:27).
Não deixe de anotar o fato do tratamento para com o Espírito, com a palavra "Ele", que é um pronome pessoal. Portanto, uma influência não pode interceder por ninguém, o que prova necessariamente a personalidade do Espírito Santo.

77. A Doutrina da Trindade ensina que Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas. Se isso é verdade, por que Ellen White, em seus escritos, sempre que faz menção a Deus, o faz em referência ao Pai e não a uma unidade de três pessoas? 

"Embora incapaz de expulsar a Deus de Seu trono, Satanás O tem acusado com atributos satânicos e reivindicado como seus os atributos de Deus. ... Por meio da astúcia da serpente, por meio de suas tortuosas práticas, tem atraído a si a homenagem que os seres humanos deveriam prestar a Deus, e tem estabelecido seu satânico trono entre o adorador humano e o Pai divino." (Meditações Matinais - Cristo triunfante, pág. 10).
Nota: Veja que Ellen White ao referir-se a Deus, faz menção ao Pai divino, o que concorda com I Coríntios 8:5-6, onde encontramos a afirmação de que há um só Deus, e que esse Deus é o Pai:
“Por que, ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores, todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.”

Contrariamente à palavra "sempre" da pergunta acima (77), encontramos muitos exemplos em que Ellen White cita as Três Pessoas da Divindade, unidas numa forma idêntica à Trindade; ela Se refere à Deus como "Pai, Filho e Espírito Santo". Veja as seguintes expressões:
1) "O crente deve lembrar-se de que daí por diante está consagrado a Deus, a Cristo e ao Espírito Santo" (Evangelismo, 316: # 2).
2) "Na grande obra finalizadora defrontaremos perplexidades com as quais não saberemos como tratar; mas não esqueçamos que os Três Grandes Poderes do Céu estão atuando, que a mão divina está ao leme, e que Deus cumprirá Suas promessas (Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 257:3);
3) "O Pai e o Filho têm ambos personalidade... O Espírito Santo tem personalidade..." (Evangelismo, 613:4, 617:1)
4) "O príncipe da potestade do mal só pode ser mantido em sujeição pelo poder de Deus na terceira pessoa da Divindade, o Espírito Santo" (Special Testimonies, Série A, nº 10, pág. 37).
5) "O mal se vinha acumulando por séculos e só poderia ser restringido e resistido pelo eficaz poder do Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade, que viria com não modificada energia, mas na plenitude do poder divino" (Testemunhos para Ministros, 392:2).
6) "Cumpre-nos cooperar com os três poderes mais altos no Céu - o Pai, o Filho e o Espírito Santo - e esses poderes atuarão por nosso intermédio, fazendo-nos coobreiros de Deus. Special Testimonies, Série B, nº 7, pág. 51, 1905;
7) "A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção" (Conselhos sobre Saúde, p. 222:3);
8) "Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira Pessoa da Divindade (Desire of Ages, 671, ou "...Trindade", O Desejado de Todas as Nações, 671:3, já que o Espírito é a terceira Pessoa );
9) "Há três pessoas vivas pertencentes à Divindade celeste; em nome destes três grandes poderes – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – os que recebem a Cristo pela fé viva são batizados..." (Special Testimonies, série B, nº7, p. 62-63, 1905).
10) "O fato de que fomos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo é uma garantia de que essas potências nos assistirão em todos os nossos apertos, quando quer que As invoquemos" (Evangelismo 316).
11) "Por nosso voto batismal proclamamos e solenemente confessamos o Senhor Jeová como nosso Governante. Virtual-mente fazemos um solene juramento, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, de que daí em diante nossa vida será imersa na vida dessas três grandes Personalidades, de modo que a vida que devemos viver na carne seja vivida em fiel obediência à sagrada lei de Deus (SDABC, vol. 6, p. 1075; Maravilhosa Graça, MM 1974, p. 148:3)
12) "Os que são batizados no tríplice nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, à entrada mesmo de sua vida cristã declaram publicamente que aceitaram o convite" (SDABC, vol. 6, p. 1075; Maravilhosa Graça, MM 1974, p. 141:3).

Mas quanto aos textos de exclusividade, (único, um só) é bom não usar o Dicionário nesse ponto: Veja, por exemplo isto:
"Cristo, ... era um com o eterno Pai - um em natureza, caráter, propósito - o Único Ser que poderia penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus.” (Patriarcas e Profetas, pág. 34).  
"Unicamente o Espírito de adoção (o Espírito Santo) nos pode revelar as coisas profundas de Deus... I Cor. 2:9 e 10." (O Desejado de Todas as Nações, 412:4).
Ellen White disse que o Espírito Santo é o único capaz de revelar as coisas profundas de Deus. Ninguém mais. Então, Cristo é também apresentado como o único e o Espírito Santo é o único, e Ambos são os únicos a penetrar nos mistérios de Deus.
Entretanto, precisamos lembrar que certas palavras têm que ser estudadas cuidadosamente, a fim de podermos captar o contexto do autor. Palavras como "todos", "tudo", "sempre", "único", "unicamente", "um só" "todo o mundo", "ninguém", etc, estão inclusas nesse fato.
Por exemplo: "O Espírito Santo habilitou os discípulos a exaltar unicamente ao Senhor (J. Cristo)" (Obreiros Evangélicos, 286:3). Ora, se eles só podiam enaltecer ao Senhor, "unicamente" a Jesus Cristo, poderíamos concluir dessa declaração que os discípulos não podiam exaltar a ninguém mais? Como é que lemos que os discípulos também exaltavam a Deus o Pai? (Atos 2:47). O próprio Cristo ensinou que deveríamos dar glória a Deus (Luc. 17:18).
Logo, deveríamos cuidar ao lermos as palavras "único", "unicamente", "tudo". Exemplo: "Tudo o que pedirdes em Meu nome, isso farei." (João 14:13). Você já pediu alguma coisa em que não foi atendido? Mas como disse Jesus Cristo: "Tudo o que pedirdes... isso farei"? Ele sabia de todas as coisas, inclusive que a palavra "tudo" inclui a todas as coisas, mas Ele usou uma linguagem humana, que tem as suas sutilezas... Assim também acontece nos escritos de E.G.White.
Diz ainda Ellen White: "O Espírito de verdade é o único mestre eficaz da verdade divina." (CC, 91). Mas Jesus ainda é o Mestre por excelência, "o único Educador perfeito neste mundo" (Fundamentos da Educação Cristã, p. 361:2): "Cristo, era ... o Único Ser que poderia penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus.” (Patriarcas e Profetas, pág. 34). Mas o Espírito Santo também era o único: : "Unicamente o Espírito de adoção ... penetra todas as coisas." I Cor. 2:9 e 10. " (DTN, p. 412:4).
Ou podemos ler na Bíblia: "O Senhor nosso Deus é o único Senhor" (Deut. 6:4), mas também Jesus Cristo é o único Senhor: "Há... um só Senhor, Jesus Cristo" (1Cor. 8:6). Mas, não esquecemos ninguém? Porque também o Espírito Santo é Senhor! (2Cor. 3:17-18). Portanto, o nosso Deus triúno "é o ÚNICO SENHOR" (Deut. 6:4).
Ora, se os Três são iguais, e são UM em natureza, caráter e propósito, não admira que dizer único de uma pessoa divina é dizer único das Três, porque 1x1x1=1.

78. Se Cristo não é o Filho de Deus, mas o próprio Deus, a "segunda pessoa da Trindade", por que Ellen White afirma que quando Cristo ascendeu ao Céu, em vez de assumir Sua posição como um dos membros da trindade, Ele se apresenta ao Pai, o qual chama de Seu Deus, e diz que cumpriu a Sua vontade?

“Ali está o trono circundado pelo arco da promessa. Ali estão serafins e querubins. Os anjos estão à sua volta, porém Cristo os faz recuar. Entra à presença do Pai. Aponta ao Seu triunfo.... Aproxima-Se do Pai e... diz: Pai, está consumado. Cumpri a Tua vontade, Meu Deus. Completei a obra da redenção. Se a Tua justiça está satisfeita, 'onde Eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a Minha glória que Me deste'. João 17:24." - The Youth's Instructor, 11 de agosto de 1898. (A Verdade Sobre os Anjos, pág. 222).
Nota: Interessante é notar que Ellen White não faz nenhuma menção à suposta "terceira pessoa da trindade", o "Deus Espírito Santo".
No livro de Atos dos Apóstolos, ao apresentar maiores detalhes da cerimônia de entronização de Cristo, Ellen White afirma que Cristo foi glorificado com a glória que tinha com o Pai desde toda a eternidade. Novamente, Ellen White não faz nenhuma menção ao suposto "Deus Espírito Santo"
“Ao transpor as portas celestiais, foi Jesus entronizado em meio à adoração dos anjos. Tão logo foi esta cerimônia concluída, o Espírito Santo desceu em ricas torrentes sobre os discípulos, e Cristo foi de fato glorificado com aquela glória que tinha com o Pai desde toda a eternidade.” (A Verdade Sobre os Anjos, pág. 223).  

Esta pergunta está baseada em vários erros teológicos evidentes:
1) "Se Cristo não é o Filho de Deus". Isso contradiz as palavras do próprio Cristo que disse: "Sou Filho de Deus" (João 10:36), e faz o leitor desavisado crer que os trinitarianos não crêem que Jesus Cristo é o Filho de Deus.
2) "... mas o próprio Deus". A intenção é confundir a Pessoa de Cristo com a Pessoa do Pai, e gerar confusão. 
3) "... em vez de assumir Sua posição como um dos membros da Trindade". Cristo jamais perdeu Sua posição como um dos membros da Trindade.
4) "... suposta 'terceira pessoa da trindade'... suposto 'Deus Espírito Santo'". Primeiro não é "suposto", mas provado sobejamente nas Escrituras que o Espírito Santo é uma Pessoa e é Deus (Ver Estudo sobre a Trindade – Clique aqui). Segundo, "nenhuma menção" feita ao Espírito Santo não significa que Ele não estava lá, como estava no trono conforme Isa. 6:1-8 e Atos 28:25-27. Terceiro, porque nesse assunto, "o silêncio é ouro" (Atos dos Apóstolos,  p. 52:1).
5) Que Cristo sempre cumpriu a vontade do Pai não é nenhum segredo para quem lê a Bíblia (João 8:29; 15:10).
6) Que Jesus disse "Meu Deus" não saiu da pena de Ellen White pela 1ª vez, mas foi declaração do próprio Cristo na Cruz (Mat. 27:46) e após à Ressurreição (João 20:17). Como Homem, Deus é para Cristo e para nós: "Meu Pai e vosso Pai, Meu Deus e vosso Deus (João 20:17).
7) Vamos reler a citação feita: "Tão logo foi esta cerimônia concluída, o Espírito Santo desceu em ricas torrentes sobre os discípulos" (A Verdade Sobre os Anjos, pág. 223). Nenhuma menção? Ora, se o Espírito Santo desceu, é porque estava lá.

79. Se o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus, como crêem os trinitarianos, por que Cristo afirmou que Deus, o Pai, dará o Espírito Santo?

Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? (Lucas 11:13).
Nota: Se o Espírito Santo realmente fosse uma pessoa, não seria mais natural que ele próprio tomasse a iniciativa de dar-se?

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito..." (João 3:16). Há algum problema em Deus porque deu o Seu Filho Jesus Cristo? Não, pelo contrário; antes demonstra o Seu exorbitado amor!
Assim também não há nenhum problema em Ele dar o Espírito Santo; antes demonstra o Seu excelso amor: "Ao dar o Espírito Santo, era impossível que Deus desse mais" (E Recebereis Poder, MM 1999, p. 284).

80. A Doutrina da Trindade ensina que o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus, pois fala à igreja. Teria então Ellen White mentido ao afirmar que depois da queda de Adão e Eva, Deus deixou de comunicar-se pessoalmente com o homem?

“Desde o pecado de nossos primeiros pais, não tem havido comunicação direta entre Deus e o homem. O Pai entregou o mundo nas mãos de Cristo, para que por Sua obra mediadora remisse o homem, e reivindicasse a autoridade e santidade da lei de Deus. Toda a comunhão com a raça decaída tem sido por meio de Cristo. Foi o Filho de Deus que fez a nossos primeiros pais a promessa de redenção. Foi Ele que Se revelou aos patriarcas. Adão, Noé, Abraão, Isaque, Jacó e Moisés compreenderam o evangelho. ...Cristo não somente foi o guia dos hebreus no deserto – o Anjo em quem estava o nome de Jeová, e que, velado na coluna de nuvem, ia diante das hostes – mas foi também Ele que deu a Israel a lei. Por entre a tremenda glória do Sinai, Cristo declarou aos ouvidos de todo o povo os dez preceitos da lei de Seu Pai. Foi Ele que deu a Moisés a lei gravada em tábuas de pedra. Foi Cristo que falou a Seu povo por intermédio dos profetas. Escrevendo à igreja cristã, diz o apóstolo Pedro que os profetas “profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir”. I Pedro 1:10 e 11. É a voz de Cristo que nos fala através do Velho Testamento. 'O testemunho de Jesus é o Espírito de Profecia.' Apocalipse 19:10”  (Patriarcas e Profetas, págs. 366-367).
Nota: Como poderia o Espírito Santo ser Deus e comunicar-se com o homem já que, segundo Ellen White, após a entrada do pecado, Deus deixou de comunicar-se pessoalmente com o homem? Se Ellen White está certa, o Espírito que fala e dirige a igreja, não é a "terceira pessoa da Trindade", o "Deus Espírito Santo", mas o próprio Cristo, uma vez que ela afirma que após a entrada do pecado, toda comunicação entre Deus e a raça caída tem sido feita por meio de Cristo.  

Ellen White nunca fez confusão entre as pessoas do Filho e do Espírito Santo. Nunca disse que Cristo era o próprio Espírito Santo, mas sempre fez uma distinção entre Eles. E isto é conferido na Bíblia, pelo próprio Cristo que fez essa distinção em muitos lugares (João 14:16; 15:26; 16:7). Ir além disso, seria fazer Ellen White dizer o que ela nunca intentou dizer.
Ellen White disse que Cristo falava por meio de Seu Espírito, e afirma isso com o apóstolo Pedro, que também disse que o Espírito Santo falou e inspirou aos profetas (1Ped. 1:10-11; 2Ped. 1:21). Mas não vamos perder o ponto chave: "Deus deixou de Se comunicar pessoalmente com o homem", disse a nota. De fato, isso é verdade. Ele só Se comunica indiretamente, não pessoalmente.
Além disso, Ellen White afirmou claramente que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Divindade. Pode reler isso na Resposta à Pergunta 77.

81. Se Deus é uma unidade de três pessoas co-eternas, como afirma a Doutrina da Trindade, por que João em sua saudação, cita apenas o Deus Pai e Jesus Cristo, Seu Filho? Por que João omite completamente a "terceira pessoa da trindade"? 

“A graça, a misericórdia e a paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, serão conosco em verdade e amor.” (II João 1:3).
Nota: Teria João esquecido de citar a terceira pessoa da Trindade?

João não se esqueceu de citar a terceira pessoa da Trindade; ele a menciona no texto: "E nisto conhecemos que Ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu"; "Nisto conhecemos que permanecemos nEle, e Ele em nós: por Ele nos ter dado do Seu Espírito" (1João 3:24; 4:13).
Além disso, João menciona a Trindade na Dedicatória do Apocalipse: "João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça a vós e paz da parte dAquele (o Pai) que é, e que era, e que há de vir, e da parte dos sete Espíritos (símbolo do Espírito Santo) que estão diante do seu trono; e da parte de Jesus Cristo (Apo. 1:4-5).
Mas, podemos ler a saudação de Pedro? "Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, na santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas." (1Ped. 1:2).
Paulo também não esqueceu a Pessoa do Espírito Santo na Saudação (Rom. 1:1-4) ou no Epílogo (2Cor. 13:13, ou 14 – noutras versões).
Com efeito, o argumento da omissão e do silêncio não é válido, porque se um escritor não menciona certo assunto, pode ser que outro já o mencionou.

82. Se o Espírito Santo é uma pessoa e é Deus, por que então Ellen White afirma que o concerto para salvação da raça humana foi feito por Cristo e o Pai somente? Por que o "Deus Espírito Santo" não participou da elaboração deste concerto? Não teria ele interesse na salvação da raça humana? 

"Cristo não estava só ao realizar Seu grande sacrifício. Era o cumprimento do Concerto feito entre Ele e Seu Pai antes que se estendessem os fundamentos do mundo. Com mãos unidas associaram-se num solene pacto pelo qual Cristo Se tornaria fiador da humanidade caso fosse ela vencida pelo engano de Satanás." (The Youth's Instructor, 14 de junho de 1900).
"O sacrifício a que o amor infinito induziu o Pai e o Filho, a fim de que os pecadores pudessem ser salvos, demonstra ao Universo todo (e nada menos que este plano de expiação teria bastado para fazer) que a justiça e a misericórdia são o fundamento da lei e do governo de Deus." (O Grande Conflito, pág. 503).

O Espírito Santo está relacionado com o Concerto divino. Diz Ellen White:
"Declarara o Espírito Santo: ... 'E farei com elas um Concerto de paz.' " Ezeq. 34:25 (O Desejado de Todas as Nações, p. 477:1).
"A lei de Deus é posta de parte, desprezado o Espírito da graça, o sangue do Concerto tido em conta de coisa profana" (O Grande Conflito, 552:3).
"Que salvação é revelada no Concerto pelo qual Deus prometeu ser nosso Pai, Seu Filho unigênito nosso Redentor, e o Espírito Santo nosso Consolador, Conselheiro e Santificador! Em solo nunca inferior a esse nos é seguro colocar os pés" (Manuscrito 15, 1898; Nos Lugares Celestiais, MM 1968, p. 137).
"O Pai, o Filho e o Espírito Santo, poderes infinitos e oniscientes, recebem os que verdadeiramente entram em relação de Concerto com Deus" (SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.075; Maravilhosa Graça, MM 1974, p. 141).
"A restauração do Espírito é o Concerto da graça" (E Recebereis Poder, MM 1999, p. 284).
Como poderia "o Espírito da graça" (Heb. 10:29) estar fora do "Concerto da graça"? (Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 373).

83. Se o Espírito Santo realmente é uma pessoa e é Deus, por que, ao comentar sobre o plano da redenção, Ellen White cita apenas Deus (o Pai) e Cristo, como autores desse plano e sabedores da apostasia de Satanás desde o princípio?

"Desde o princípio, Deus e Cristo sabiam da apostasia de Satanás, e da queda do homem mediante o poder enganador do apóstata. Deus não ordenou a existência do pecado. Previu-a, porém, e tomou providências para enfrentar a terrível emergência. Tão grande era Seu amor pelo mundo, que concertou entregar Seu Filho unigênito ‘para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna’. João 3:16.” (O Desejado de Todas as Nações, pág. 22).
"Antes que fossem postos os fundamentos do mundo, Cristo, o Unigênito de Deus, comprometeu-Se a tornar-Se o Redentor da raça humana, caso Adão pecasse.” (Mensagens Escolhidas, pág. 226).
Nota: É importante notar que Ellen White cita apenas duas pessoas, Deus (o Pai) e Cristo. Onde estava a "terceira pessoa da trindade", o “Deus Espírito Santo”, que não se fez presente na elaboração do plano da redenção?

A Pergunta 83 é igual à Pergunta 82.
Mas basta citar a seguinte declaração de Ellen White para respondê-la: "Que Salvação é revelada no Concerto pelo qual Deus prometeu ser nosso Pai, Seu Filho Unigênito nosso Redentor, e o Espírito Santo nosso Consolador, Conselheiro e Santificador! Em solo nunca inferior a esse nos é seguro colocar os pés" (Manuscrito 15, 1898; Lugares Celestiais, MM 1968, p. 137).

84. Se a Trindade é uma doutrina bíblica, como afirmam os Doutores em Teologia da IASD, por que os pioneiros da Igreja Adventista do Sétimo Dia não aceitavam essa doutrina?

·        JOSEPH BATES
Com respeito à trindade eu concluí ser impossível acreditar que o Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, como também o Todo Poderoso Deus, o Pai, são um e o mesmo Ser.” (Joseph Bates, Review and Herald 1827).

A Igreja Adventista assina embaixo: de fato, o Pai e o Filho não são o mesmo Ser, a mesma Pessoa, embora sejam de mesma natureza e essência.

·        JAMES (TIAGO) WHITE
“A forma espiritualista pela qual negam a Deus como o único Senhor, e Jesus Cristo está numa primeira posição, constitui um antigo credo trinitariano, fora das Escrituras; que Jesus é Deus eterno. No entanto não existe passagem das Escrituras que dê suporte a isso. Temos testemunhos bíblicos em abundância que ele é Filho do Eterno Pai.” (James White, The Day-Star, 24 de janeiro de 1846).

Ellen White disse anos mais tarde: "Ele (Cristo) era igual a Deus, infinito e onipotente... É o Filho eterno, existente por Si mesmo" (Manuscrito 101, 1897). "Há Três Pessoas vivas, pertencentes à Divindade; em nome destes Três grandes Poderes – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – os que recebem a Cristo por fé viva são batizados" (Special Testimonies, Série B, nº 7, págs. 62-63, 1905). Com efeito, a esposa de Tiago White continuava orientando sobre o que Deus estabelecera em Sua Palavra.

“A grande falta da Reforma foi que os reformadores pararam de reformar. Se tivessem  levado avante, não teriam deixado nenhum vestígio do papado atrás, tal como a natural imortalidade, batismo por aspersão, a trindade, a guarda do domingo, e a igreja agora estaria livre de erros escriturísticos.” (James White, Advent Review, 7 de fevereiro de 1856).

Disse Ellen White: "A Reforma não terminou com Lutero, como muitos supõem. Continuará até ao fim da história deste mundo. Lutero teve grande obra a fazer, transmitindo a outros a luz que Deus permitira brilhar sobre ele; contudo, não recebeu toda a luz que deveria ser dada ao mundo. Desde aquele tempo até hoje, nova luz tem estado continuamente a resplandecer." (Grande conflito, 148:4).
De igual modo, a Reforma e Restauração da Verdade não terminaram com os nossos Pioneiros. Ainda havia alguns pontos a acertar. Disse Cristo aos discípulos: "Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora." (João 16:12). Dou graças a Deus pelo fato que os Pioneiros adventistas não pararam de reformar e tanto é que jamais deixaram um legado pronto e intocável, para que os subseqüentes reformadores pudessem continuar a grande reforma, corrigindo erros crassos de uma teologia ainda em processo de desenvolvimento.

“Eu estava certo, quando disse que a doutrina da trindade degrada a Expiação, trazendo o sacrifício, o sangue pelo qual fomos comprados, para baixo num padrão de comprometimento.” (James White, Advent  Review, 10 de novembro de 1863).

A doutrina distorcida da Trindade certamente degrada a Expiação. Pense numa trindade panteísta como era ensinada na época! Mas a Doutrina correta da Trindade a exalta e a valoriza, como um ato merecedor e exclusivo da Divindade, que habita plenamente em Cristo (Col 2:9).

“Que uma pessoa seja três pessoas, e que três pessoas sejam uma só pessoa, é uma doutrina que nós podemos proclamar ser uma doutrina contrária à razão e ao senso comum.” James White, Advent Review, 6 de julho de 1859.

A primeira frase ("Que uma pessoa seja três pessoas, e que três pessoas sejam uma só pessoa") é uma distorção da verdadeira Doutrina da Trindade, que não ensina tal coisa que nós concordamos plenamente "ser uma doutrina contrária à razão e ao senso comum". Essa declaração demonstra que havia erros no conceito trinitariano de certos ensinadores da época, que precisavam de uma grande reforma que os Pioneiros estavam tentando empreender.

·        J.N. ANDREWS
A doutrina da trindade foi estabelecida na igreja pelo Concílio de Nicéia 325 AD. Essa doutrina destrói a personalidade de Deus e seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. A forma infame como foi imposta à igreja, aparece nas páginas da História eclesiástica, que causa aos que acreditam na doutrina corar de vergonha.” (J. N. Andrews, Advent Review, 06 de março de 1855).

De fato, se o ensino da época entre os teólogos populares era de que "uma pessoa seja três pessoas e que três pessoas sejam uma só pessoa", concordamos em que isso "destrói a personalidade de Deus e de Seu Filho Jesus Cristo". Crer nisso é motivo de "corar de vergonha". Ademais, o pensamento de uma divindade criando outra divindade é para se corar de vergonha; o pensamento de um DEUS MAIOR gerando um deus menor é para se corar de vergonha; e, com efeito, o pensamento de três pessoas em uma só é para se corar de vergonha. E o que dizer do pensamento de que Deus depende de um fôlego para viver?
Graças a Deus pela coerência da doutrina esboçada na Bíblia que é muito diferente dessa confusão toda. A Trindade ensina que em Deus co-existem Três Pessoas distintas e separadas. J.N. Andrews também estava buscando soluções, e nesse passo vêmo-lo preocupado com a personalidade divina, em sua maneira zelosa de se expressar.

·        J.N. LOUGHBOROUGH
Esta doutrina da trindade foi trazida para a igreja no mesmo tempo em que a adoração de imagens, e a guarda do domingo e não é mais do que a doutrina dos persas remodelada.” (J.N. Lougborough, Advent Review, 05 de novembro de 1861).

Este pioneiro também escreveu no mesmo artigo: "Se Pai, Filho e Espírito Santo são cada um Deus, seriam três deuses". Isto indica que ele estava rejeitando o triteísmo, o que é correto. Indica também que ele estava buscando uma teologia coerente, que proclamasse a Verdade.

·        R.F. COTTRELL
Sustentar a doutrina da trindade, não é mais que uma evidência da intoxicação pelo vinho que todas as nações beberam. O fato dessa ser uma das principais doutrinas, senão a principal, pela qual o bispo de Roma foi exaltado ao papado, não recomenda muito em seu favor.” (R. F. Conttrell, Advent Review, 06 de julho de 1869).

Cottrell precisava ler mais as declarações de Ellen White. Mas ainda é preciso considerar o que ele entendia da doutrina, porque como vimos acima, havia erros crassos que não condizem com o ensino das Escrituras.
"Roswell F. Cottrell observou em 1869 que existia 'uma multidão de pontos de vista' sobre a trindade, 'todos eles ortodoxos, supo­nho, tanto quanto nominalmente se refiram à doutrina' " (Erwin R. Gane, The Arian or Antitrinitarian Views Presented in SDA Literature, pág. 109).
No entanto, os que rejeitaram a doutrina tradicional da trindade dos credos cristãos não questionavam o testemunho bíblico sobre a Eternidade de Deus Pai, a Divindade de Jesus Cristo como "Criador, Redentor e Mediador", e a "importância do Espírito Santo" (Gane, Ibid., pág. 109).
Graças a Deus que a verdade é progressiva (Prov. 4:18), e Ele estava dando tempo à Igreja, a fim de Se revelar mais e mais.

·        WILLIE (GUILHERME) WHITE (filho de Ellen White)
“As declarações e os argumentos de alguns dos nossos ministros em seu esforço para provar que o Espírito Santo era um indivíduo como é Deus, o Pai e Cristo, o eterno Filho, têm me deixado perplexo e algumas vezes eles me tem entristecido" (James White, Carta ao Pastor H. W. Carr, 30 de Abril de 1935).

Willie estava falando contra a Trindade, ou expondo sua censura pela maneira, "declarações" e "argumentos" de certos ministros, aparentemente inconseqüentes? Ellen White afirmou a personalidade do Espírito Santo (Ver Resposta à Pergunta 77). Ele devia saber disso. Suas palavras exigem um contexto maior do que aquilo que foi escrito acima. Qual realmente era sua crença? Isso ficou oculto. Ver a Resposta à Pergunta 57.

85. Segundo os trinitarianos, negar a Trindade é uma tomada de posição considerada herética. Se isso é verdade, poderia Deus, ter dado revelações a um povo, ou grupo, que tinha convicções “heréticas”?

Os discípulos acreditavam em fantasmas (Mat. 14:26); desconheciam o estado dos mortos, razão por que Jesus os doutrinou (Luc. 8:52; João 11:11); julgaram o reino de Cristo como os reinos profanos (Mar. 10:37; João 6:15; Atos 1:6), e acalentavam outros erros heréticos. "Poderia Deus, ter dado revelações a um grupo, que tinha convicções “heréticas”? Responda o leitor.
Os Pioneiros tinham muitos erros heréticos: eles guardavam o domingo, fumavam, comiam carne de porco, criam na imortalidade da alma, etc. Mas Deus tendo misericórdia deles e de nós, revelou-lhes a Verdade em progressão aritmética, somando-se um ponto a outro, à medida que iam podendo suportá-la, como aos discípulos (João 16:12).

86. Se Ellen White era trinitariana, como afirmam os Doutores em Teologia da IASD, por que nunca disse uma palavra sequer reprovando seu marido James White, e os outros pioneiros, que combatiam ferozmente a Doutrina da Trindade? Por que, também, nunca disse nada contra as publicações nos Year Books, na Review and Herald e outras revistas oficiais da igreja que traziam doutrinas antitrinitarianas?

O combate "feroz" dos Pioneiros, inclusive de Tiago White e a própria Ellen White se referia aos conceitos trinitarianos do Dr. Kellogg, que despersonalizava ao trio da Divindade, com seu Panteísmo. Os pioneiros não combateram os ensinos de Ellen White sobre a Trindade.
Diz-se que ao bom entendedor meia palavra basta. Ellen White escreveu muita verdade sobre as Pessoas da Trindade (consulte http://www.sdanet.org/atissue/books/qod/index.htm, onde você vai encontrar o livro Questions on Doctrine. Vá à ultima parte do livro), e muitos líderes aceitaram plenamente a luz e se regozijaram com ela. Veja o manuscrito de Ellen White, onde ela afirma que o Espírito Santo é uma pessoa, que tem personalidade e é uma pessoa divina. Clique aqui.
Não tinha Ellen White muito tato ao tratar com pessoas e suas crenças, mesmo em se tratando de Pioneiros? Muito mais acerca de um assunto tão polêmico e tão pouco revelado na época.

87. Ellen White teve milhares de revelações e visões. Por que não teve nenhuma visão, para revelar que os pioneiros estavam errados em combater a Doutrina da Trindade, e que os Year-books estavam ensinando heresia?

Os Pioneiros combatiam os erros inerentes a diferentes pontos de vista da doutrina tradicional da trindade, como dogma da Igreja católica. Mas como ainda também não tinham a luz claramente revelada em sua forma completa, alguns a rejeitaram de modo definitivo, não podendo conceber que sempre estiveram errados.
Ellen White estava recebendo luz parcimoniosamente sobre a Divindade. Quando publicou "O Desejado de Todas as Nações", em 1898, demonstrou que recebera luz e uma visão geral da vida de Jesus Cristo, o que incluía a doutrina da Trindade (Ver especialmente pág. 671:3). Muitos líderes aceitaram os conceitos bíblicos da revelação desse livro.

88. Os Doutores em Teologia da IASD afirmam que as revelações dadas por Deus a respeito das doutrinas são progressivas [ok]; sendo assim, poderiam ser mudadas [??? Não, apenas ampliadas]. Se isso é verdade, por que Ellen White escreveu que nenhum alfinete deveria ser mudado daquilo que Deus tinha revelado aos pioneiros nos últimos 50 anos?

“...Nenhum alfinete deve ser removido no que o Senhor estabeleceu... Nós encontraríamos segurança em menos do que o Senhor nos tem dado nesses últimos cinqüenta anos?” (Review and Herald, 5 de maio de 1905).

Ellen White se refere ao que "o Senhor estabeleceu". É claro que ela continha a revelação estabelecida por Deus e nesse tempo, ela ensinava a Trindade. Ver Resposta à Pergunta 77, e o ano de 1905, quando ela escreveu as palavras acima, após ter escrito o livro "O Desejado de Todas as Nações" em 1898.

Aqueles que procuram remover os velhos marcos, não estão retendo firmemente; eles não estão se lembrando de como receberam e ouviram. Os que tentam introduzir teorias que removeriam os pilares de nossa fé quanto ao santuário ou quanto à personalidade de Deus ou de Cristo, estão agindo como cegos. Estão procurando introduzir incertezas e deixar o povo de Deus à mercê das ondas, sem uma âncora.” (Manuscript Release 760, págs. 9 e 10 - Meditações Matinais 1999, pág. 235).

Pilares de nossa fé quanto à personalidade de Deus e de Jesus Cristo estavam sendo atacados por Kellogg e outros Pioneiros que lhe davam ouvidos acerca da espiritualização divina e panteísmo, que minavam a doutrina da personalidade de Deus. Nada contra a Trindade, em seu verdadeiro ensino.
"Ao denunciar que Kellogg, com sua doutrina trinitariana 'espi­ritualista', estava 'se apartando da fé' que os adventistas haviam 'considerado sagrada nos últimos cinqüenta anos', ela claramente refuta a pressuposição de que todas as doutrinas da trindade são a mesma coisa, e que as objeções dos pioneiros a tais doutrinas de­mandam a rejeição de todas elas. Ellen White percebeu pelo menos duas variedades de trinitarianismo — uma que retrata um Deus pes­soal e tangível, e a outra que O espiritualiza como impessoal, filo­sófico e, em últimos termos, irreal" (W. Whidden, A Trindade, CASA, cap. 14).

89. Se Ellen White era trinitariana, como afirmam os defensores da Doutrina da Trindade, por que então escreveu que deveríamos reimprimir os artigos dos pioneiros, sendo que eles não criam na Doutrina da Trindade?

Quando o homem vier mover um alfinete do nosso fundamento o qual Deus estabeleceu pelo seu Santo Espírito, deixe os homens de idade que foram os pioneiros no nosso trabalho falar abertamente, e os que estiverem mortos falem também, reimprimindo os seus artigos das nossas revistas. Juntemos os raios da divina luz que Deus tem dado, e como Ele guiou seu povo, passo a passo no caminho da verdade. Esta verdade permanecerá pelo teste do tempo e da experiência.” (24 de Maio de 1905 - Manuscript Release Vol. 1 pág. 55).

Ellen White não estava defendendo uma posição antitrinitariana, nem pedindo a impressão de artigos que combatessem a Trindade. Falava do "nosso Fundamento que Deus estabeleceu pelo Seu Santo Espírito".
Qual é o nosso Fundamento? Eis algumas Doutrinas de nosso Fundamento, estabelecido por Deus: Surgimento da Igreja Remanescente em 1844, Purificação do Santuário Celestial (Dan. 8:14), Perpetuidade da Lei de Deus, Observância do Sábado, Imortalidade Condicional, Justificação pela Fé.
Se alguém ainda tiver dúvida sobre qual é o nosso fundamento sobre o assunto da Trindade, então posso indicar a essa pessoa a Resposta à Pergunta 77, onde há várias afirmações de Ellen White sobre as Três Pessoas da Divindade.
"Esta verdade permanecerá pelo teste do tempo e da experiência". Certamente, os erros de certos pioneiros não suportaram o teste do tempo e da experiência. Podemos confiar muito mais nos escritos do Espírito de Profecia que contém o fundamento da Verdade do que em qualquer pioneiro.

90. O fato de Ellen White nunca ter corrigido os Pioneiros, quanto às declarações anti-trindade, não indica que ela também era anti-trinitariana?

Quem disse que ela nunca corrigiu os Pioneiros? Vamos ver os fatos: "Significativamente, Ellen White condena a visão trinitariana de Kellogg em termos quase idênticos aos que o esposo Tiago uti­lizara em 1846, quando rejeitou 'o velho credo trinitariano não-escriturístico' pelo fato de ele 'espiritualizar a existência do Pai e do Filho negando-Os como duas Pessoas distintas, literais e tan­gíveis'. Isso é coerente com a interpretação de que ela percebeu similaridades entre os credos que pretendem que Deus seja 'invi­sível, sem corpo ou partes' e a 'representação espiritualista' de Deus por Kellogg, sob as metáforas da luz e da água" (W. Whidden, A Trindade, CASA, cap. 14.). Ellen White estava sendo inspirada em sua liderança espiritual, dirigindo os pensamentos dos líderes para a clara luz de Deus. V. Pergunta 77.

91. A Igreja Adventista, por mais de 80 anos, não possuía a Doutrina da Trindade em suas crenças fundamentais. Por que demorou tanto tempo para incluir essa doutrina em suas crenças fundamentais (1931), tornando-a oficial somente em 1980, ou seja, 136 anos depois do início de seu movimento, embora, como declaram os Doutores em Teologia da IASD, Ellen White sempre acreditou nessa Doutrina?

Nota: É importante salientarmos que em 1931, a Doutrina da Trindade foi inserida nos Year Books de forma oficial, por decisão de apenas 4 administradores da Conferencia Geral (M. E. Kern, Secretário Associado da CG; F. M. Wilcox, Editor da Review; E. R. Palmer, Administrador da Review and Herald e C.H. Watson, Presidente da Conferência Geral - A Trindade, pág. 227), vindo a tornar-se Doutrina oficial da IASD somente no ano de 1980, ou seja, 65 nos após a morte de Ellen White. 

Os líderes inicialmente rejei­taram a doutrina tradicional da Trindade, que contém elementos não bíblicos. À medida que prosseguiram trabalhando com base nas Escrituras, periodica-mente desafiados e es­timulados pelo Espírito Santo através das visões de Ellen White, gra­dualmente convenceram-se de que o conceito básico de um Deus em três Pessoas de fato aparece nas Escrituras.
Entretanto, se a Igreja primitiva levou 5 séculos para desenvolver um esboço aproximado da realidade divina, ainda tateando para achar a Verdade, por que os adventistas não deviam gastar pelo menos 100 ou 150 anos para ter a verdade mais completa, humanamente falando?
E quem somos nós para julgá-los, nós que herdamos a mais completa luz já outorgada a mortais? Sim, como poderíamos julgá-los, nós que recebemos tudo dos nossos antepassados, e ainda hoje apenas repetimos o que eles disseram, com alguns poucos acréscimos, ainda investigando e procurando? Ademais, qualquer suposta demora jamais será julgada com justiça por aqueles que estão fora do tempo e das circunstâncias.

92. Se a Doutrina da Trindade é uma doutrina genuinamente bíblica, como afirmam os Doutores em Teologia da IASD, por que Deus escolheria revelar essa doutrina primeiramente à “Babilônia a Grande, a Mãe das Meretrizes e das Abominações da Terra” (Apocalipse 17:5), para depois então revelar à Igreja Adventista do Sétimo Dia?

A doutrina da Trindade está revelada na Bíblia e nos escritos do Espírito de Profecia. A Igreja primitiva leu e ouviu a mensagem dos apóstolos. Isto antecede em muito aos que se afastaram mais tarde dos ensinos dos apóstolos, incluindo a Babilônia em cujas origens não existia a Igreja Adventista.
No entanto, é necessário distinguir entre umas e outras doutrinas que sustentam a Trindade. Os termos da doutrina católica sobre o assunto, com bases puramente filosóficas, com as pressuposições de Aristóteles e Platão utilizadas para interpretar as Escrituras, extra-bíblicas, em alguns pontos, não são compartilhados pela Igreja Adventista. Por exemplo: a teoria da "eterna geração do Filho" permanece como parte do dogma da Trindade da Igreja Católica até hoje (Hogan e LeVoir, págs. 12-14).
Mas muitos protestantes e alguns adventistas com sua nova doutrina, hoje estão dizendo a mesma coisa, ao afirmar que Cristo é um deus menor (o Filho) gerado por um DEUS MAIOR  (o Pai). Estão seguindo parte do dogma da Babilônia, não admitido pela Bíblia que ensina a eterna pré-existência do Filho de Deus (João 1:1; Isa. 9:6), gerado apenas na Encarnação (Luc. 1:35; Heb. 1:5-6), embora apontado como Filho (Isa. 9:6; Heb. 1:2) e Cordeiro morto  antes da fundação do mundo (1Ped. 1:20; Apo. 13:8). Se é verdade que o "Filho unigênito" (João 3:16) foi gerado literalmente pelo Pai na eternidade, então Cristo morreu como Cordeiro literalmente desde a fundação do mundo (Apo. 13:8); mas seria outro absurdo.

93. Segundo o Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, esta foi estabelecida para cumprir o plano divino. Por que então, apesar de ter uma profetisa em seu meio, levou mais de 100 anos para descobrir que uma das suas principais doutrinas estava errada?


Nota: Não seria porque as verdades já estavam firmemente estabelecidas, e que a doutrina da trindade era considerada doutrina estranha ao ensinamento bíblico?

Examinando os escritos de Ellen White, conhecendo os fatos históricos, a verdade é bem outra.

Vejamos o que Ellen White escreveu em 1903:
"Os principais pontos de nossa fé como temos abraçado hoje estão firmemente estabelecidos. Ponto após ponto foram claramente definidos, e todos os irmãos estão juntos em harmonia. O grupo inteiro dos crentes está unido na verdade. Existiram aqueles que vieram com estranhas doutrinas, mas nós nunca tememos nos encontrar com eles. As nossas experiências foram maravilhosamente estabelecidas pelo Espírito Santo.” (MS 135, 1903. Ellen G. White, Os Anos Anteriores - The Early Years, Volume 1 - 1827-1862, Página 145).

Vejamos o que Ellen White escreveu em 1898 (5 anos antes da data acima exposta):
"O pecado somente poderia ser resistido e vencido através da poderosa agência da terceira pessoa da Divinda­de, que viria não com energia modificada, mas na plenitude do di­vino poder" (O Desejado de Todas as nações, 1898, pág. 671:3; ênfase acrescenta-da). Veja a Resposta 77.

94. Se a Igreja Adventista segue os ensinamentos dados por Deus aos pioneiros, por que o Professor de História na Andrews University, George R. Knight, afirma que os pioneiros não se uniriam a Igreja de hoje, se eles tivessem que subscrever as crenças fundamentais da denominação?

“Muitos dentre os fundadores do adventismo não se uniriam à Igreja hoje, se eles tivessem que subscrever as crenças fundamentais da denominação. Mais especialmente, muitos deles não concordariam com a crença nº. 2, a qual trata da Doutrina da Trindade”. (Revista Ministério, janeiro/fevereiro de 1994).

O prof. G.R. Knight não diz "todos", mas "muitos dentre os fundadores do adventismo". Realmente, não estavam preparados para receber toda essa luz. Nem os discípulos. Cristo lhes disse depois de tanto tempo junto a eles: "Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora" (João 16:12).
Mas, afinal, por que argumentar em meras suposições, como por exemplo: "O que fariam os Pioneiros em nosso tempo, se pudessem ressuscitar hoje?", e "Qual igreja os nossos antepas-sados escolheriam?"
Onde está o nosso Fundamento? Será que dependemos do que diriam os antigos Pioneiros? Temos nós realmente um compromisso de seguir aos Pioneiros em tudo quanto disseram, ou temos apenas a necessidade de um claro "Assim diz o Senhor", pela Bíblia e/ou pelo Espírito de Profecia?

95. Se a Doutrina da Trindade é uma doutrina genuinamente bíblica, por que a Igreja Adventista do Sétimo Dia de Israel não possui essa doutrina em seus princípios fundamentais? Por que até o logotipo é diferente, sem cruz?

Nota: Se o estimado leitor tem alguma dificuldade em acreditar no que expomos acima, pode conferir pessoalmente no seguinte endereço:  http://www.sdaisrael.org

Dizem alguns teólogos que Paulo foi o escritor da epístola aos Hebreus, mas que não se identificou, colocando lá o seu nome, para não despertar o preconceito de muitos judeus que tinham dificuldades em aceitar ao próprio Paulo por questões óbvias.
Teriam os irmãos de Israel o mesmo propósito? Não estariam eles usando a mesma psicologia de Paulo que disse: "Procedi para com os judeus, como judeu a fim de ganhar os judeus..."? (1Cor. 9:20).
Com efeito, como reagiria um judeu que visitasse o site dos adventistas judeus? Não merecem uma chance, um tempinho a mais? Visite o site novamente, e veja como os adventistas lá são muito cuidadosos em começar os estudos bíblicos primeiramente em pontos que são concordes com os judeus, para depois de conquistada a confiança apresentar-lhes alimento mais sólido.

96. Se Ellen White era trinitariana, como afirmam os defensores da Doutrina da Trindade, por que nunca falou ou escreveu nada contra os Year Books, que até o ano de sua morte (1915), apresentavam uma doutrina anti-trinitariana?  

Para dizer que alguém nunca falou, é preciso estar ao seu lado 24 horas por dia e ainda assim prestar toda a atenção. Mas, se ela escreveu tanto, não escreveram tanto os apóstolos? E veja como foram mal compreendidos!
Mas que ela era trinitariana, não há dúvida. Basta ler os seus escritos e comprovar por si mesmo; nem precisa chamar os teólogos da Andrews University. Volte à Reposta 77.

97. Se as citações anti-trinitarianas de Uriah Smith, que foi o Diretor das Publicações Adventistas por quase 50 anos, e de outros pioneiros, fossem perigosas heresias que precisavam ser suprimidas, por que Ellen White conviveu com estes ensina-mentos e nunca recebeu uma clara orientação de Deus para corrigi-las?

Ellen White fez uma grande obra no sentido de debelar o erro: "Seu apoio a uma visão bíblica da Trindade tornou-se tão ex­plícito entre 1902 e 1907 que em 1913 F. M. Wilcox, editor do mais influente periódico denominacional e um dos cinco deposi­tários originais indicados por Ellen White para assumirem a su­pervisão de sua herança literária, pôde escrever na Review and Herald, sem medo de ser contraditado por ela, que
" 'os adventis­tas do sétimo dia crêem: 1. Na divina Trindade. Essa Trindade consiste do Pai eterno ... do Senhor Jesus Cristo ... e do Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade' (Wilcox, The Message for Today, Review and Herald, 9 de outubro de 1913).
"Tal decla­ração, num artigo que sintetizava as crenças funda-mentais dos adventistas do sétimo dia, apareceu imediatamente após um artigo escrito por Ellen White, de modo que é virtual-mente certo que ao examinar a publicação de seu próprio artigo, como habitual­mente fazia, ela tenha visto a peça escrita por Wilcox" (W. Whidden, A Trindade, CASA, cap. 14).

98. Se Ellen White cria na Doutrina da Trindade, como afirmam os defensores dessa doutrina, por que nunca corrigiu Uriah Smith, por declarações como a que apresentamos abaixo?
 
"As Escrituras em parte alguma falam de Cristo como um ser criado. Mas claramente afirmam que Ele foi gerado pelo Pai. (Ver comentários a Apoc. 3:14, onde demonstramos que Cristo não é um ser criado). Mas conquanto, como Filho gerado, não possua com o Pai uma co-eternidade de existência pretérita, o começo da sua existência é anterior a toda a obra da criação, em relação à qual Ele foi criador juntamente com Deus. João 1:3; Heb.1:3. ...O próprio Cristo declara que 'como o Pai tem vida em Si mesmo, assim deu ao Filho ter a vida em Si mesmo.' João 5:26.” (Uriah Smith, 1913).

Uriah Smith se aproximou surpreendentemente de uma declaração trinitariana: "A união entre o Pai e o Filho não diminui a nenhum dEles, antes fortalece a ambos. Através dela, em conexão com o Espírito Santo, temos a Divindade toda" (Smith, Looking Unto Jesus, pág. 17).
Mas esse lento debater-se rumo a uma compreensão mais completa foi total­mente eclipsado pela enfática declaração de O Desejado de Todas as Nações, publicado no mesmo ano em que ele fez essa declaração (1898). Esta foi a maior correção: a luz de Deus estava brilhando através das páginas desse livro que apresentava a Cristo na plenitude de Sua divindade. Então, houve uma mudança de idéias da parte de muitos que ainda contempori-zavam com idéias errôneas.

99. Se Ellen White era verdadeiramente trinitariana, como afirmam os Doutores em Teologia da IASD, por que, ao invés de recriminar Urias Smith por escrever artigos anti-trinitarianos, recomendou que seus artigos fossem lidos?

"Como me alegro quando leio os seus artigos na Review - tão excelentes, tão repletos de verdade espiritual! Dou graças a Deus por eles. Sinto forte simpatia pelo Pastor Smith, e creio que seu nome deve sempre aparecer na Review, como redator principal. Assim Deus deseja. Quando, alguns anos atrás, seu nome foi colocado em segundo lugar, senti-me ferida. Quando de novo foi colocado em primeiro lugar, chorei, e disse: "Graças a Deus!" Oxalá fique sempre ali, como Deus deseja que continue, enquanto a mão direita do Pastor Smith puder empunhar uma pena. E quando faltar o poder de sua mão, que seus filhos escrevam, ditando-lhes ele.” (Mensagens Escolhidas, Vol. 2, pág. 225).

Estas são palavras de simpatia e gratidão dirigidas nos últimos anos que serviram de estímulo e reconhecimento pelo grande trabalho realizado, mas nenhum apoio aos erros de doutrina, e nenhuma consideração ao assunto da trindade; nenhuma censura fora de hora. Ela não está recomendando artigos anti-trinitarianos. Apenas palavras de reconhecimento, como em todo o capítulo em pauta para outros líderes que estavam no fim da carreira.
Ela também disse no mesmo capítulo: "Tratemos com muita ternura os poucos peregrinos idosos que restam, tendo-os em alta estima, por amor de suas obras" (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 224:1).
Era o que ela estava fazendo com Uriah Smith, Frederico Wheeller, H.H. Wilcox, Carlos O. Taylor, S.N. Haskell, J.N. Loughborough e G.I.Butler. Basta ler o cap. todo acima referido.

100. Ellen White escreveu que nem um só alfinete deveria ser mudado, daquilo que o Senhor tinha revelado aos pioneiros nos últimos cinqüenta anos.


“...Nenhum alfinete deve ser removido no que o Senhor estabeleceu... Nós encontraríamos segurança em menos do que o Senhor nos tem dado nesses últimos 50 anos?” (RH, 5 de maio de 1905).

De fato "nenhum alfinete", nem um mínimo da verdade, mas apenas daquilo que "o Senhor estabeleceu". Deus não estabele-ceu os erros do Dr. Kellogg; Deus não estabeleceu os erros de Uriah Smith; Ele não estabeleceu os erros de outros pioneiros que morreram crendo na falsidade de suas próprias idéias acerca da Trindade, pouco informados da teologia pura afinada nos escritos de Ellen White. Muitos deles mudaram suas falsas convicções, começando como a igreja primitiva, tendo que aceitar a plena divindade de Cristo, a importância e conseqüentemente a perso-nalidade do Espírito Santo e a Sua posição junto ao Pai e o Filho. Leia toda a história no livro "A Trindade", da Casa Publicadora Brasileira, para finalmente completar seu conhecimento a respeito.

Escreveu também, que esta verdade permaneceria pelo teste do tempo e da experiência.
Quando o homem vier mover um alfinete do nosso fundamento o qual Deus estabeleceu pelo seu Santo Espírito, deixe os homens de idade que foram os pioneiros no nosso trabalho falar abertamente, e os que estiverem mortos falem também, reimprimindo os seus artigos das nossas revistas. Juntemos os raios da divina luz que Deus tem dado, e como Ele guiou seu povo, passo a passo no caminho da verdade. Esta verdade permanecerá pelo teste do tempo e da experiência.” (Manuscript Release Vol. 1 pág. 55, 24 de Maio de 1905).

Ellen White não estava defendendo uma posição antitrinitari-ana, nem pedindo a impressão de artigos que combatessem a Trindade. Falava do "nosso fundamento que Deus estabeleceu pelo Seu Santo Espírito".
É evidente que a reimpressão de artigos só poderia se referir aos que estavam em harmonia com os escritos de Ellen White. Um deles dizia: "O pecado somente poderia ser resistido e vencido através da poderosa agência da terceira pessoa da Divinda­de, que viria não com energia modificada, mas na plenitude do di­vino poder" (O Desejado de Todas as nações, pág. 671:3). Alguns receberam essa e outras declarações similares como inspi­rada correção doutrinária para a igreja.
Se alguém ainda tiver dúvida sobre qual é o nosso fundamento sobre esse assunto da Divindade, então posso indicar a essa pessoa a Resposta à Pergunta 77, onde há várias afirmações de Ellen White sobre as Três Pessoas da Trindade. "Esta verdade permanecerá pelo teste do tempo e da experiência". Certamente, os erros de certos pioneiros não suportaram o teste do tempo e da experiência. Podemos confiar muito mais nos escritos do Espírito de Profecia que contém o fundamento da verdade do que em qualquer outro pioneiro.

Quando Ellen White escreveu isto, a Doutrina da Trindade não fazia parte dos Princípios Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Princípios fundamentais da IASD estão na Bíblia e no Espírito de Profecia. Ellen White escreveu no livro "O Desejado de Todas as Nações", em 1898: "O Espírito Santo... terceira pessoa da Divindade..." (pág. 671:3). Esta era uma doutrina inspirada.
Então, vejamos a história: "Uma evidência de que alguns reconheceram as declarações de O Desejado de Todas as Nações como removendo as objeções bíbli­cas à doutrina da Trindade é o Resumo das Crenças Adventistas pu­blicado por F. M. Wilcox na Review and Herald em 1913. Wilcox, editor do mais influente periódico denominacional, escreveu que "os adventistas do sétimo dia crêem: 1. Na divina Trindade. Essa Trindade consiste do eterno Pai, ... do Senhor Jesus Cristo, ... [e] do Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade" (Wilcox)" (W. Whidden, a Trindade, CASA, cap. 14, ênfases supridas).
Diante deste fato, apresentamos a seguinte questão para reflexão:
Teria Ellen White sido uma falsa profetisa, ao afirmar que nada deveria ser mudado naquilo que Deus tinha revelado à Igreja Adventista do Sétimo Dia nos últimos 50 anos? Ou a Igreja desviou-se de seu rumo, ao mudar aquilo que Ellen White disse que não deveria ser mudado?

Ellen White se demonstrou profetisa verdadeira: "Esta verdade permanecerá pelo teste do tempo e da experiência". De fato, segundo os seus escritos, nada precisa ser mudado; está tudo revelado. Seus escritos conferem com tudo o que a Igreja Adventista ensina hoje. O que precisou mudar, senão as idéias errôneas de alguns pioneiros que não suportaram "o tempo e a experiência"?

"Deus sempre terá novas revelações a fazer a Seu povo, [1ª premissa verdadeira]. No entanto, Ele jamais revelará algo que seja contrário àquilo que Ele já tenha revelado no passado [2ª premissa verdadeira]. A Doutrina da Trindade é uma revelação contrária às revelações do passado [3ª premissa falsa: a doutrina da Trindade é uma revelação do passado ao povo de Deus, confirmada nos dias de Ellen White, progressivamente – ver Resposta 77]. Sendo assim, não podemos aceitar essa Doutrina como uma nova revelação de Deus para seu povo.[Conclusão falsa, baseada na 3ª premissa; pelo contrário, podemos aceitar essa doutrina, sim, porque é a contínua revelação de Deus ao Seu povo até os últimos dias – Pr. Roberto Biagini.] Ennis Meier.
Prezado irmão,
Caso tenha encontrado na Bíblia ou nos escritos de Ellen White, respostas para as perguntas aqui apresentadas, favor nos encaminhar através de e-mail, pois temos o máximo interesse nas mesmas. [É o que estamos fazendo, sem falta. Eis a maior resposta: Pode reconhecer a letra de Ellen White, abaixo?]

Caso não tenha encontrado as respostas, [Sim, todos encontramos] terá que considerar a Doutrina da Trindade como uma doutrina não bíblica [ou melhor ainda: é uma doutrina bíblica, sem mais dúvidas], restando apenas duas [3] alternativas:

1 -   Aceitar a verdade e rejeitar a Doutrina da Trindade
2 -   Aceitar a Doutrina da Trindade e rejeitar a verdade.
ou

Quando a grande norma, pela qual todo ser humano será julgado, for aberta, e o Senhor fizer a pergunta: "Onde encontraste essa doutrina na Minha Palavra?", o que você responderá?

Jamais Ele faria tal pergunta. A pergunta que fará: "Por que não ouviste aos meus profetas? Nunca lestes nas Escrituras: 'Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis'?" (2Crô. 20:20). Então, o que você responderá?

Lembre-se que a alegação de falta de conhecimento, não mais poderá ser usada naquele dia.

Concordo plenamente. A abundância de evidências ou provas da Bíblia e do Espírito de Profecia não nos deixam na dúvida.

Veja o que Ellen White escreveu a este respeito:
"Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam." Atos 17:28-30. Nos séculos de trevas que precederam o advento de Cristo, o divino Soberano passou por alto a idolatria dos gentios; mas agora, por intermédio de Seu Filho, enviara Ele aos homens a luz da verdade; e esperava de todos o arrependimento para a salvação, não somente do pobre e humilde, mas também do altivo filósofo e dos príncipes da Terra. (Atos dos Apóstolos, pág. 239).

A citação está fora de contexto, ao comparar a idolatria dos gentios com a crença na Trindade, que se demonstra em completa harmonia com a Bíblia e com o Espírito de Profecia.
A acusação de idolatria para os trinitarianos é infundada, visto que a Revelação indica tanto a Cristo (João 20:28; Heb. 1:6,8) como ao Espírito Santo (Isa. 6:1-8 comp. com Atos 28:25-27) como sendo Deus, junto ao Pai (Mat. 28:19), sendo adorados.
Mas, se Cristo fosse menos que Deus, se não fosse de eterna pré-existência, aí sim, poderíamos dizer que adorá-lO seria pecado, como os anjos que não podem ser adorados, por serem apenas criaturas (Apo. 19:10; 22:8-9). O que a Bíblia não pode admitir é adorar um "DEUS MAIOR" (o Pai), e adorar a um "deus menor" (o Filho), e ainda muito menos ignorar o Espírito Santo.

"Ninguém precisa perder-se por falta de conhecimento, a menos que seja voluntariamente cego.” (Mensagens Escolhidas, Vol. II, pág. 18).

Após ler apenas a Resposta à Pergunta 77, de modo simples e direto, ou mesmo lendo todas as respostas deste questionário, que foram solicitadas, e até desafiadas, se você não puder ver, se você não puder enxergar, o que mais podemos dizer?

Diante do que Ellen White escreveu, o que devemos nós fazer?
O profeta Isaías apresenta a resposta:
Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como trombeta e anuncia a Meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados.” (Isaías 58:1).

De fato, o profeta Isaías apresenta a resposta, mas é outra, já que a citação acima está novamente fora de contexto:
"À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva". "Buscai no Livro do Senhor e lede!" (Isa. 8:20; 34:16).

Obedecerá você à ordem divina, ou ficará calado?

Estas "Respostas às 100 mais Perguntas" respondem a sua pergunta. Não é possível ficar calado diante do erro.

Que Deus o abençoe e o capacite para tomar a decisão correta, ou seja, ao lado de Cristo e da verdade.

Amém, irmão! A você também. Que Deus o abençõe para que volte e deixe as suposições e especulações humanas, e se apegue ao que está escrito, na Bíblia e no Espírito de Profecia.


APÊNDICE

Entre neste site para consultar este livro na Internet: Clique: http://www.sdanet.org/atissue/books/qod/index.htm



PAI
FILHO
E. SANTO
1. É Deus
Isa. 40:28;
Êxo. 20:2 e outros.
Rom. 9:5;
S. João 1:1;
Atos 5:3 e 4 ú.p.;
2. É eterno
Gên. 21:23;
Sal. 90:2.
Miq. 5:2; Isa.9:6.
Heb. 9:14.
3. É Criador
Isa. 42:5;
Atos 17:24.
João 1:3;
Heb. 1:10.
Gên. 1:2; Sal. 104:30; Jó 33:4.
4. É Onisciente
Prov. 15:3;
Sal. 33:13.
S. Mat. 9:4;
S. João 2:25.
I Cor. 2:10, 11;
Isa. 40:13, 14;
5. É Onipotente
Gên. 28:3;
Apoc. 1:8.
S. Mat. 28:18.
Salmo 139.
6. É Onipresente
Sal. 139:1, 8.
S. Mat. 18:20;
S. Mat. 28:20.
Sal. 139:7-10. 
7. É Senhor
Sal. 86:12;
Ezeq. 13:20.27.
S. Mat. 14:22;
S. Mar. 16:19.
II Cor. 3:17, 18.
8. É Recriador
Isa. 65:17.
II Cor. 5:17.
S. João 3:6.
9. Tem Mente
Rom. 11:34.
I Cor. 2:16.
Rom. 8:27.
10. É Jeová
Isa. 40:28, etc.
Sal. 23:1- João 10:10
Êxo. 3:14-João 8:58
Atos 28:25 com
Isa. 6:3, 9,10.
11. É Santo
Isa. 6:3; 5:16;
Apoc. 4:8.
Atos 3:14;
S. Luc. 1:35.
II Cor. 13:13, e inúmeros.
12. É a Verdade
Jer. 10:10;
Zac. 8:8.
S. João 14:6.
I S. João 5:6 ú.p.;
S. João 16:13.
13. Revela
Dan. 2:28.
S. Mat. 11:27;
S. João 1:28.
I Cor. 2:10;
Efés. 3:5.
14. É Presciente
Isa. 46:10.
S. Mat. 24:5-41;
S. Luc. 22:31.
Atos 1:16; Heb. 9:8;
II S. Ped. 1:21.


3 - Manuscrito de E.G.W. sobre a Personalidade do E. Santo


A GENUINIDADE DA FÓRMULA BATISMAL

Pr. Roberto Biagini,     Mestrado em Teologia
Tem se levantado algumas dúvidas referentes à fórmula batismal triádica (em nome de três) de Mat. 28:19, em detrimento da doutrina bíblica trinitariana e em apoio da teoria dualista em favor de uma fórmula monádica (em nome de um só).
Entretanto, os testemunhos bíblicos e históricos afirmam a genuinidade da fórmula dada por Cristo em Mat. 28:19.
No batismo de Jesus, foi revelada a Trindade: O Filho sendo batizado, o Pai fazendo-Se ouvir, e o Espírito Santo descendo em forma de pomba (Mat. 3:13-17). Cremos que a fórmula da Trindade no batismo lembra muito bem o batismo de Jesus, e se soleniza em uma consagração completa ao Deus triúno.
Paulo em 1Cor. 6:11 diz que os cristãos foram "lavados" ou batizados e menciona o Pai como sendo Deus, o Filho como sendo Jesus Cristo e o Espírito, como é óbvio sendo o Espírito Santo; aí, portanto, estão as 3 pessoas da trindade, num batismo reconheci-do para todos os cristãos de Corinto, carta lida pelos demais cristãos daquela época. Em 1Cor. 12:13, lemos que todos foram batizados "em um só Espírito".
O Comentário da "BibleNet" escrito por mais de 25 eruditos em línguas originais, diz: "Embora alguns eruditos têm negado que a fórmula batismal trinitariana na Grande Comissão era uma parte do texto original de Mateus, não há manuscritos de apoio para sua contenda. F.C.Conybeare (seguido pelos unitaristas) baseou seu ponto de vista sobre uma defeituosa leitura das citações de Eusébio desse texto [The Eusebian Form of the Text of Mt. 28:19, ZNW 2 – Zeitzchrift für die neutestamentliche Wissenschaft   (1901): 275-88]."
"Para discussão e refutação da conjectura que remove esta fórmula batismal, ver B.J.Hubbard, The Matthean Redaction of a Primitive Apostolic Commissioning (SBLDS 19), 163-64, 167-75; e em  Jane Schaberg, The Father, the Son, and the Holy Spirit (SBLDS 61), 27-29." (Comentário da BibleNet sobre Mat. 28:19). Ver também Robertson, The Christ of the Logia (em capítulo específico), onde ele prova a genuinidade das palavras em foco. 
O Dr. Deane, juntamente com os teólogos da obra erudita e mundialmente famosa The Pulpit Commentary, aceita a veracidade das palavras usuais; diz ele: "As palavras do Senhor foram sempre tomadas como a fórmula do batismo, e tem sido usada em todas as épocas em sua administração." Disse mais o Dr. Deane: "É verdade que nós lemos da igreja primitiva, de pessoas sendo batizadas 'em nome do Senhor Jesus', e 'em nome do Senhor' (Atos 8:16; 10:48); mas esta expressão de modo nenhum assume que o nome das outras Pessoas Divinas não foram usadas... A fórmula acima tem sido considerada indispensável de tempos primitivos para a válida administração desse sacramento" (ver ‘Apost. Can.,’ 41; Tertullian [160-220 d.C], ‘De Bapt.,’ 13.; Justin Martyr [100-165 d.C.], ‘Apol.,’ 1:79)." (W. J. Deane, The Pulpit Commentary, vol. 15, parte II, p. 645, Mat. 28:19.
O termo "fórmula" parece que está sendo uma pedra de tropeço. Não há evidência de que essas palavras de Jesus em Sua ordem para batizar tivessem de ser seguidas à risca, sem a liberdade de novas formas de dizer, tanto é que sabemos que há registros em que o uso da fórmula batismal monádica no "nome de Jesus" (Atos 2:38; 8:16; 10:48; 19:5; Rom. 6:3) foi usada. Isso prova que houve uma necessidade de adaptação para pessoas que deviam confessar sua fé no Messias, o que era de maior polêmica e urgência para aquele momento. Mas o batismo no nome de Jesus tem a mesma autoridade e validade, pois aceitar a Cristo equivale a aceitar a Deus o Pai que providenciou a salvação, e ao Espírito Santo que nos convence do pecado para a mesma salvação em Cristo.
Entretanto, temos evidências de outros fatos. E. Riggenbach  e C. Bertelsmann apontam que, tanto quanto datava o Didachê ("Ensino" – Manual de Princípios Cristãos do séc. II), batismo no nome de Jesus e batismo no nome da Trindade coexistem lado a lado (Der Trinitarische Taufbefehl Matt. 28:19 e Gutersloh, 1901). Portanto, a igreja não estava limitada por precisas fórmulas e não sentia nenhum embaraço em usar uma porção delas.                
Disse o Dr. Lightfoot acerca dos batismos usados nos tempos primitivos:  "Os judeus batizavam prosélitos em nome do Pai, isto é, na profissão de Deus, a quem eles chamavam pelo nome de Pai. Os apóstolos batizavam os judeus em nome de Jesus o Filho, e aos gentios, no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Lightfoot's Works, vol. 2, p. 274).
O registro acerca do batismo monádico, ou seja, no nome de um só dos membros da Divindade, "não significa que não se usava a fórmula batismal regular da Comissão. Significa especial-mente que se destacava o nome de Jesus na obra do Evangelho" (F.D, Nichol, CD-rom Fundamentos de la Esperança, Artículos Generales, La Iglesia Cristiana Primitiva, IX. De los Ritos a los Sacramentos, El Bautismo). Ora, a grande verdade aceita e combatida era o fato de que Jesus Cristo era o Messias. Batismo em Seu nome era um reconhecimento desse fato, especialmente para os judeus.
registros das duas fórmulas no Novo Testamento como também depois, na literatura cristã primitiva.
1)    No Novo Testamento:
a)    Mat. 28:19 que contém a fórmula batismal triádica de Cristo; além de evidências em 1Cor. 6:11; 12:13.
b)    Atos 2:38; 10:48; 19:5, que contém a fórmula monádica, dos apóstolos.
2)    O Didaquê, ou seja o "Ensino dos 12 apóstolos" cap. 7 e 9 que "usa tanto o nome simples, como os três nomes em conexão com o batismo". (SDA Bible Commentary, vol. 6, p. 147 – ênfase acrescentada).
3)    Ambrósio (340-397 d.C., Bispo de Milão em 374) declarou, concernente à fórmula batismal dos apóstolos: "Aquele que menciona um, significa a Trindade. Se você diz Cristo, você designou também Deus o Pai, de quem o Filho foi ungido, e também o Filho, o próprio Ungido, e o Espírito Santo por quem Ele foi ungido". (Patrologia Latina, vol. XVI, col. 743; ou De Spiritu Sancto, I. 3).
4)    Publius foi batizado por um diácono, em Roma, no ano 100, e este usou a fórmula: "Eu te batizo em nome de Jesus Cristo." (Rev. Time, 05/12/1955).
5)    Testemunho histórico do século I: "Durante o tempo da vida de Jesus, o judaísmo praticou vários ritos batismais... O Evangelho segundo S. Mateus retrata o Cristo ressurreto que formulou a ‘grande comissão’ a Seus seguidores: 'Jesus, aproximando-se falou-lhes, dizendo:... fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo...' Mat. 28:19-20. O batismo ocupou um lugar de grande importância na comunidade cristã do 1º século ... O mínimo irredutível para um batismo válido era o uso da água e a invocação da Trindade." (Encyclopedia Britannica, ed. 1979, vol. 1, pág. 798).
Se, portanto, há testemunhos históricos das 2 fórmulas, e são exatos, por que anular uma das duas, aliás a do próprio Cristo? Os apóstolos não intencionavam desfazer o que Cristo ordenou; apenas usaram uma variante que significava a mesma coisa, conforme já dissera Ambrósio.
Com efeito, as duas fórmulas são válidas. Lemos em S. Mateus 28:19 que o batismo deve ser em um só nome: "em NOME do Pai, e do Filho e do Espírito Santo". Não diz "nomes", porque as três Pessoas da Trindade, embora sejam distintas, têm um nome só, e o nome é YAHWEH: 1) O Pai é Jeová: Isa. 64:8; 2) o Cristo é Jeová: cf. Sal. 23:l com João 10:7, 11;  3) o Espírito Santo é Jeová: cf. Isa. 6:5-10 com At. 28:25-27, onde a voz de Jeová que dizia, era o Espírito falando. Ora, se o Nome dos três é um só e o mesmo, faz alguma diferença batizar no nome de algum deles, indistintamente?
Qual era a grande controvérsia dos tempos apostólicos? Qual era a necessidade do momento e ocasião dos apóstolos? Não era a ênfase de Jesus como o Messias? (Mat. 26:63; 27:22; João 9:22; João 20:31; Atos 2:36,38; 9:22; 17:3; 18:5; 18:28)
Paulo confirma a fórmula batismal de Cristo em 1Cor. 6:11 ao dizer que os coríntios foram lavados "em o NOME do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus (o Pai)". Aí está claramente a evidência do batismo em nome da Trindade. Aliás, esse sempre foi o ensino do NT, desde o princípio, quando Jesus Cristo foi batizado: o Pai Se fez presente em Sua voz, o Filho estava sendo batizado, e o Espírito Santo Se revelou em forma de pomba (Mateus 3:16-17; Marcos 1:9-11; Lucas 3:21-22). Estava confirmado o batismo na própria presença das Três Pessoas da Divindade.
Assim, pôde dizer o Dr. Albert Barnes, ao comentar Atos 2:38: "Em nome de Jesus Cristo... isso não significa que ao administrar a ordenança do batismo eles usassem somente o nome de Jesus. É muito mais provável (conforme vimos nos registros históricos acima) que eles usaram a forma prescrita pelo próprio Salvador em S. Mateus 28:19. Se a marca peculiar de um cristão é que ele recebe e honra a Jesus Cristo, este nome é usado aqui como implicando o todo [ou seja, os Três Seres da Trindade]. A mesma coisa ocorre em Atos 19:5." (Barnes, Notes on Acts, Baker Book House, 1956, p. 53 – itálicos acrescentados).

Conclusões:

1) Alguns eruditos que dizem que a presente fórmula batismal não foi redação de Mateus não têm base nos manuscritos para sua tese, conforme dizem muitos outros eruditos.
2) Temos o testemunho de todas as dezenas de versões bíblicas eruditas, baseadas nos melhores manuscritos, que aceitam a fórmula.
3) Grandes comentaristas, dicionaristas e lingüistas famosos por sua  erudição e conhecimento das línguas e do texto sagrado, aceitaram a fórmula. Podemos citar: Albert Barnes, John Gill, Martinho Lutero, João Calvino, Adam Clark, Keil e Delizsch, James Strong, Robertson, Lightfoot, Jamieson, Fausset e Brown, etc.
4) Temos o apoio do Espírito de Profecia, porque Ellen White aceita a fórmula batismal da trindade, sem questioná-la (O Desejado de Todas as Nações, p. 819:4; Atos dos Apóstolos, págs. 30, 282; Serviço Cristão, p. 24; Conselhos sobre Saúde, p. 316).

Lembre-se, portanto, de que as duas fórmulas foram usadas, e de que os apóstolos ao usarem o nome de Jesus, referiam-se por implicação, à Trindade. O mesmo Paulo que afirmou o batismo "em Cristo Jesus" (Rom. 6:3, Gál. 3:27), também afirmou o batismo na Trindade (como vimos em 1Cor. 6:11; 12:13). Portanto, quem profere o nome de "Jesus" o faz "pelo Espírito Santo" (1Cor. 12:3), o qual também nos induz a dizer: "Aba, Pai!" (Rom. 8:15; Gál. 4:6).

















O ESPÍRITO DE DEUS e o espírito do homem

 Pr. Roberto Biagini,     Mestrado em Teologia
O apóstolo Paulo era um grande filósofo e aprendeu a argumentar aos pés de Gamaliel, o doutor em teologia de sua preferência. E ele motivado pela inspiração, escreveu as seguintes palavras: "Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus" (1Cor. 2:11).
Quais são as implicações desta passagem? O que ela ensina sobre o espírito do homem? Poderíamos dizer de acordo com Paulo que o Espírito de Deus é igual ao espírito do homem? Seria o Espírito Santo uma parte de Deus o Pai? Poderíamos afirmar que o Espírito de Deus não é uma Pessoa, baseado nas palavras do apóstolo? O que significa o Espírito de Deus no texto acima? 

O  Ensino da Passagem
Paulo tem um método muito interessante em todas as suas epístolas. Ele sempre começa um assunto apresentando uma proposição, a qual ele divide em partes e depois vai desdobrando cada uma delas, como numa sinfonia, em que são enunciados os temas e depois apresentados cada um separadamente, terminan-do depois de tudo num grande clímax.
A proposição anterior ao nosso texto está na declaração do v. 6: "Expomos sabedoria" a qual ele passa a desdobrar. Não a sabedoria do mundo (v. 6), mas a sabedoria de Deus, que estava oculta desde a eternidade (vs. 7-9), e agora foi revelada pelo Espírito (vs.10-13), a qual é avaliada pelos homens (vs.14-15), mas ainda tem a sua fonte na mente de Deus (v. 16, como clímax). Ou em 4 palavras: Pregação (1-5), Predestinação (v.6-9), Providência (v.10-13) e Posição (v.14-16).
O conteúdo do verso 11 é uma explicação e ampliação do verso 10, onde lemos que Deus nos revelou o mistério de Sua sabedoria antes desconhecida, pelo Espírito. Mas, por que Sua revelação seria pelo Espírito? Resposta: porque o Espírito é quem pode perscrutar todos os segredos, "até mesmo as profundezas de Deus". "Mas, Paulo", alguém poderia requerer: "Poderia nos dar uma ilustração?"[1]
O apóstolo que é um verdadeiro pastor, interessado em que a igreja compreenda as suas palavras, apresenta uma comparação, faz uma analogia, a fim de esclarecer melhor o assunto: "O espírito do homem não sabe as coisas do homem? Pois assim também o Espírito de Deus conhece as coisas de Deus" (v. 11).
Mas alguém poderia tirar dessas palavras a seguinte conclusão apressada:  O Espírito de Deus é como o espírito do homem: assim como o homem tem um espírito dentro dele, "que nele está", assim também ocorre com Deus o Pai que possui o Espírito Santo.
Este pensamento se parece com o seguinte raciocínio:
1ª premissa: O espírito do homem sabe das coisas do homem.
2ª premissa:  O Espírito de Deus conhece as coisas de Deus.
Conclusão:  O Espírito de Deus tem a mesma natureza que o espírito do homem.
E daí partem outros corolários: Se o espírito do homem é uma faculdade, o Espírito de Deus não pode ser uma pessoa; não deve passar de faculdade também, um poder ou uma influência. Ou seja: Duas premissas verdadeiras, mas conclusões falsas, porque estas não estão baseadas naquelas (premissas)[2].

Natureza versus Função
Uma análise mais profunda do texto mostrará que a analogia feita pelo apóstolo não é sobre os dois tipos de espírito e sua existência, mas sobre o encargo de ambos.
A chave para uma compreensão simples, mas abarcante e profunda, é percebermos que Paulo não está falando de natureza, mas de função. Ele não está enfatizando a natureza do Espírito de Deus como se estivesse em igualdade ao espírito do homem. Ele está realçando a função de um e de outro, a fim de chegar à conclusão de que é pelo Espírito de Deus que recebemos a verdadeira sabedoria. 
O sábio Salomão fez uma comparação entre o espírito do homem e o espírito dos animais, quanto à sua natureza. Ele disse que todos têm o "mesmo espírito", ou fôlego (rûach, no hebraico - Ecl. 3:19-21), e discorreu sobre a volatilidade, ou seja, se era natural o espírito subir ou descer. E respondeu à sua própria questão no final de seus discursos (Ecl. 12:7). 
Mas se Salomão compara o espírito do homem com o dos animais, em sua natureza, Paulo compara o espírito do mesmo homem com o Espírito de Deus, em sua função. Em nosso texto, o apóstolo não diz, como disse o sábio, que se trata do "mesmo espírito". Paulo diz, pelo contrário, que se trata da mesma função, respeitadas as proporções, é claro. Ele faz uma comparação entre o espírito do homem e o Espírito de Deus, não em sua natureza, mas na função de ambos. Portanto, a conclusão exata, baseada nas premissas é: O espírito do homem como o de Deus têm a capacidade intelectual de penetrar nas coisas profundas e ocultas, respectivamente.
Se Paulo tivesse feito sua comparação em termos da natureza do Espírito, certamente ele teria dito algo nesse sentido, mas isso ele não fez. Seria comparar o incomparável, o finito com o Infinito, o mortal com o Imortal, o volátil com o Eterno (Heb. 9:14). A mera admissão do espírito quanto à função existente não declara a igualdade inexistente de sua natureza.

A Analogia de Paulo
Paulo faz uma analogia perfeita. Aproximemo-nos do texto, separando as duas cláusulas em várias partes. Ele diz o seguinte em termos comparativos: 1ª cláusula: "Qual dos homens sabe as coisas do homem?" Resposta 1: nenhum homem sabe. Resposta 2: o espírito do homem ("que nele está"), esse sabe. 
O que aprendemos acerca do "espírito" do homem nesse texto? As palavras "nele está" indicam que está dentro dele, porque foi formado na Criação (Zac. 12:1; Gên. 2:7). Ademais, o espírito não é uma pessoa, pois está dentro da própria pessoa do homem, e faz parte de sua constituição. Paulo também afirma que, diferente de um simples fôlego, o espírito do homem aqui referido é capaz de percepção intelectual, pois sabe as coisas do homem. Portanto, o espírito do homem neste verso é a sua própria mente[3].
Seguindo a analogia anterior, temos na 2ª cláusula: Qual dos deuses conhece as coisas de Deus? Resposta 1: "ninguém" conhece. Resposta 2: o Espírito de Deus conhece.
O que podemos aprender acerca do "Espírito de Deus" nesse texto? Paulo afirma que Ele é uma propriedade de Deus, pois é definido como sendo "de Deus"; não simplesmente "do Pai", como se o Espírito fosse propriedade exclusiva dEle; o que o texto diz é que o Espírito é "de Deus", o que significa pertencente à Divindade. 
Em segundo lugar, aprendemos que o Espírito tem percepção intelectual, pois conhece os segredos divinos, penetra "até às profundezas de Deus" (v. 10). Há aqui uma semelhança com o espírito do homem, mas não uma igualdade[4]. O Espírito de Deus tem uma mente, enquanto que o espírito do homem é uma mente. De acordo com o contexto mediato e imediato, Ele não pode ser confundido com a própria mente, porque é uma Pessoa consciente, Alguém que possui capacidades intelectuais.
Outra verdade implícita por analogia, é que assim como o espírito do homem "nele está" (v. 11), o Espírito está em Deus; não simplesmente "no Pai", mas dentro da Divindade. Paulo teve o cuidado de evitar a expressão "que nEle está", referente ao Espírito, para que não pensássemos que Ele era idêntico ao espírito do homem, que está dentro dele mas que não é uma pessoa, por não ser verdade. Tampouco deveríamos pensar que Ele fizesse parte da constituição do Pai, algo impessoal que estivesse no interior da Pessoa do Pai. Entretanto, sem deixar de ser uma Pessoa, o Espírito está em nós (João 14:17), nós estamos em Cristo, e Cristo está no Pai (João 14:20); e agora aprendemos analogicamente, que o Espírito está em Deus (1Cor. 2:11).
Ora, isto nos leva à outras conclusões: Se o Espírito faz parte da Divindade, porque está em Deus, e é de Deus, isso fortalece claramente o ensino de Sua personalidade, porque o texto não diz que Ele é parte do Pai, e isto sugere que Ele deve ser uma Pessoa independente. E se conhece e perscruta todas as coisas de Deus, Ele é onisciente, pois esta é a própria definição de onisciência. Mas se Ele é onisciente, é também plenamente divino, e portanto, Deus, porque nada menos do que Deus pode penetrar e perscrutar a Deus[5].

A Evidência do Contexto
Essa interpretação está de acordo com o contexto.
1) O Espírito não pode ser nenhuma influência ou poder, diz Paulo, porque Ele é quem opera a demonstração e o poder, e Ele não pode ser a influência que Ele mesmo exerce (1Cor. 2:4). "O conceito de 'Espírito' neste verso (10), envolve uma personalidade real que pensa e age – não uma força"[6].
2) O Espírito tem uma mente capaz de perscrutar as profundezas da mente de Deus (v. 10-11). Paulo se refere de modo claro à "mente do Espírito" (Rom. 8:27); em conseqüência, Ele não é uma mente, porque Ele próprio tem uma mente. Ora, uma mera influência ou um poder não realiza estas coisas como penetrar e perscrutar uma mente superior como é a mente de Deus[7].
A mente de Deus o Pai é mencionada como a "mente do Senhor", no v. 16, que é uma citação de Isa. 40:13, cuja tradução mais pertinente ao contexto é a citação de Paulo da Septuaginta (versão grega do VT): "Quem conheceu a mente do Senhor?", que é uma referência a Jeová (YAHWEH)[8].
Logo a seguir, Paulo termina o capítulo em um glorioso clímax, dizendo: "Nós, porém, temos a mente de Cristo" (v. 16). Portanto, como o Pai tem uma mente e é uma Pessoa, como Cristo tem uma mente e é uma Pessoa, assim também o Espírito Santo tem uma mente e é uma Pessoa.
3) Notamos novamente no v. 12 que Paulo não está fazendo sua comparação no v. 11 de modo a discutir a natureza do Espírito, que agora é comparado com "o espírito do mundo", mas as suas funções. Se interpretarmos o verso 11 pela natureza do Espírito, então, para sermos coerentes, teremos de fazer o mesmo no verso 12 que o explica, e seria inconcebível comparar a natureza do Espírito de Deus com o espírito do mundo. A função do "espírito do mundo" é produzir uma sabedoria falsa; a função do Espírito de Deus é revelar a verdadeira sabedoria.
Ademais, afirma o apóstolo que o que temos recebido é o Espírito "que vem de Deus" (v. 12). Conforme a promessa de Cristo, o Espírito da Verdade haveria de ser enviado do Pai (João 14:26) e do Filho (João 15:26), ou seja "vem de Deus", ou da Divindade, pois tanto o Pai é Deus como o Filho (João 1:1). E Aquele Espírito que recebemos é qualificado com todas as características de uma Pessoa divina, igual ao Filho (João 14:16), que é Deus (João 5:18).
4) O verso 13 indica mais uma vez que o Espírito Santo é uma personalidade, pois Ele é capaz de ensinar: "palavras ensinadas pelo Espírito". Ora, para ser um professor, é necessário possuir não só as capacidades de memória, conhecimento, inteligência, percepção, poder da fala, como também personalidade[9].
5) O único lugar onde Paulo trata da natureza do homem, em relação ao Espírito de Deus é nos versos 14-15, mas não aborda a natureza quanto à existência, mas quanto ao caráter. Fala do "homem natural" que não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque ele não é espiritual para receber as coisas que "se discernem espiritualmente", contrário ao "homem espiritual" (v.15).
6) Temos também o testemunho da construção gramatical: Diz a erudita Enciclopédia Bíblica da Zondervan: "A expressão 'espírito do homem que nele está' … não deve ser tomada como sugerindo que o Santo Espírito de Deus está em Deus no mesmo modo [que o homem] – a gramática do v. 11b não sugere isto[10]." Não existe nenhum correspondente a en auto (nele, em si próprio). A partícula reflexiva[11] não ocorre, o que impede uma comparação da natureza de ambos os espíritos. Ora, se esta é uma designação do Espírito (1Sam. 10:10; João 14:17), a omissão indica um cuidado especial, para evitar interpretações descabidas e impróprias. Se Paulo quisesse falar da natureza do Espírito Santo em relação ao espírito do homem, teria feito a correspondência. A cláusula afirma simplesmente que só o Espírito de Deus pode entender as coisas de Deus[12].
7) Portanto, qual é a analogia? "A única analogia feita é a de que como  o espírito humano conhece ou entende a sabedoria humana, assim (houtos)  o Espírito de Deus,  sendo Deus mesmo, entende a sabedoria de Deus[13]."

Conceito de Divindade
Qual é a concepção que temos da Divindade?[14] Podemos fazer uma analogia, pois como disse Tomás de Aquino, não podemos falar de Deus sem analogia[15]: Qual é a natureza do homem que foi criado à "semelhança" de Deus (Gên. 1:26)? O homem é uma tríade, formada de corpo, alma e espírito (1Tess. 5:23)[16], e esses três elementos formam um só ser, uma só pessoa. Em Deus, também há uma tríade, ou Trindade, formada de Três Elementos pessoais, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Mas enquanto que no homem os três elementos formam uma pessoa, em Deus os Três Elementos são Três Pessoas que formam um Deus. Há uma semelhança, mas não uma igualdade. Portanto, o Espírito também pode estar dentro de Deus e conhecer as coisas de Deus e ao mesmo tempo ser uma Pessoa.
O que não pode ser cabível em teologia é um Espírito dentro de outro Espírito. Disse Cristo que "Deus é Espírito" (João 4:24). Se "Deus é Espírito", então, o Pai é Espírito (João 4:24), o Filho é Espírito (1Cor. 15:45) e o Espírito Santo já é assim designado. Aí temos uma Trindade de Três Espíritos que formam um só Deus.
No homem que é de carne, sabemos pela revelação que cabe dentro dele, e é próprio dizer que o espírito está "dentro dele" (Zac. 12:1), ou mais precisamente em seu corpo, um espírito que não só é sua propriedade, faz parte do seu ser, como também é a própria base de sua existência, sem o qual ele está morto (Tia. 2:26). Mas esta não é a natureza das Pessoas da Divindade. Portanto, há uma semelhança, mas não uma igualdade.
Mas se o espírito do homem é uma faculdade, e não uma pessoa, pode o Espírito de Deus ser uma Pessoa? Não teria de ser igualmente uma faculdade, uma influência ou um poder? Não necessariamente. Estamos falando em termos antropomórficos, tentando explicar a Deus em termos humanos e as palavras são muito imprecisas, especialmente em se tratando de expressões que têm muitos significados, como é o caso da palavra "espírito".
Entretanto, a Bíblia considera outros espíritos como sendo pessoas. Os anjos são chamados espíritos tanto no AT (Sal. 104:4, rûach), como no NT (Heb. 1:7, pneuma), tanto anjos bons (Heb. 1:14), como maus (Apo. 16:14). Essa evidência, além dos muitos textos que indicam a personalidade do Espírito deve ser suficiente para sabermos sem sombra de dúvida, que o Espírito Santo é uma Pessoa. 
Se o Espírito de Deus fosse idêntico ao espírito do homem, o Eterno Pai estaria na mesma condição de pobres mortais "cujo fôlego está no seu nariz" (Isa. 2:22). Isso indica claramente o absurdo de comparar a natureza do eterno Espírito de Deus com a fragilidade do espírito do homem. Naturalmente, isso seria inconcebível.
O profeta Isaías, citado por Paulo em 1Cor. 2:16, disse no capítulo 40:13,18,25: "Quem guiou o Espírito do Senhor? Ou, como Seu conselheiro, o ensinou?" Logo a seguir, ele pergunta: "Com quem comparareis a Deus? Ou que coisa semelhante confrontareis com Ele? (porventura a um ídolo? – vs. 19-20; ou ao "espírito do homem"? [tirando o texto de 1Cor. 2:11 fora de contexto])". E Deus Se une ao profeta e diz em termos pessoais: "A quem, pois, Me comparareis para que Eu lhe seja igual? — diz o (Espírito) Santo"[17] (itálicos e parêntesis acrescentados). A resposta é óbvia.
O que mais podemos entender de nosso texto inicial? Note que a resposta da segunda cláusula ainda não foi completada. A palavra "ninguém" ainda não foi considerada; mas como diz o Dicionário, "ninguém" significa "nenhuma pessoa"[18]. À luz do que foi dito, podemos chegar à seguinte resposta conclusiva. Lembrando que nossa pergunta é: "Qual dos deuses conhece as coisas de Deus?" A resposta lógica é: "Ninguém"[19] (nenhuma pessoa) conhece as coisas de Deus, senão a Pessoa[20] do Espírito de Deus [Ver manuscrito de EGW abaixo].




Roberto Biagini é pastor jubilado; mora na Penha, SC
Referências



 [1] "A palavra gar ('porque') aponta a uma ilustração" – Zondervan Reference Softwere, EBCNT, em 1Cor. 2:11; Ver também Albert Barnes, Notes on the New Testament, I Corinthians, pág. 36.
[2] "A Filosofia usa apenas a razão natural" e desconhece a Revelação, que é a base da Teologia. "Seu critério de verdade não é, como em Teologia, a autoridade de Deus revelador, mas a evidência de seu objeto". R. Jolivet, Curso de Filosofia, ed. Agir, 1972, pág. 22.
[3] J. Strong, Strong's Hebrew and Greek Dictionary, sobre "pneuma": Entre vários significados, como fôlego, espírito, princípio vital, vida, anjo, disposição – está o de "mente"; Ver também "espírito ou mente", em The New International Dictionary of NT Theology, art. Body, Member, Limb.
[4] João Calvino menciona a similitude de nosso espírito – similitudine, em Exposição de 1Coríntios, pág. 88.
[5] A. Barnes, Notes on the New Testament, 1953, pág. 36: "Esquadrinhar implica ação, pensamento, personalidade... e divindade do Espírito Santo".
[6] The Expositor's Bible Commentary, em 1Cor. 2:11.
[7] "Esta passagem mostra que o Espírito Santo não é uma força impessoal. Esquadrinhar é um atributo de personalidade que inclui pensamento e ação... Aqui se evidencia claramente a onisciência e portanto, a divindade" (SDA Bible Commentary, vol. 6, em 1Cor. 2:10).
[8] Conferir a versão da BibleNet, que diz em Isa. 40:13: "Quem compreende a mente do SENHOR? no site http://www.bible.org/default.asp?scid=3
[9] Este Professor é Deus: D. Thomas, The Pulpit Commentary, vol. 19, pág. 63.
[10] Zondervan Reference Software, EBCNT, em 1Cor. 2:11).
[11] J. Strong, Strongs's Hebrew and Greek Dictionaries.
[12] Expositor's Bible Commentary, em 1Cor. 2:11.
[13] Zondervan Reference Software, EBCNT, em 1Cor. 2:11.
[14] Para Ellen White o conceito de Divindade era tão amplo como integrando o Pai, o Filho e o Espírito Santo – Conselhos sobre Saúde, Casa Publicadora Brasileira, pág. 222:3.
[15] Tomás de Aquino: "Sem analogia, seria impossível falar acerca de Deus". C. Brown, Dictionary of NT Theology Glossary, palavra Analogy.
[16] Conferir a "trindade humana de Paulo" – W.F.Adeney, The Pulpit Commentary, vol. 21, pág. 136.
[17] O acréscimo da palavra Espírito no último parêntesis é pertinente e consoante ao v. 13 (Isa. 40), e porque de acordo com Atos 28:25, o Espírito Santo falava por intermédio do profeta Isaías, em todo o seu ministério – 1Ped. 1:21; Isa. 63:10.
[18] Dicionário Michaelis – UOL.
[19] Ninguém: οὐδεὶς:–J. Strong, Strong's Hebrew and Greek Dictionaries; The Englishman's Greek, NT, 1973, pág. 439.
[20] E.G.White, Manuscrito, 20,1906:"O Espírito Santo é uma pessoa, pois dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus ... O Espírito Santo tem personalidade..". Manuscrito 66,1899: "Precisamos reconhecer que o Espírito Santo, que é tanto uma pessoa como o próprio Deus, está andando por esses terrenos".



Amigo, se você apreciou este estudo, escreva-nos fazendo o seu pedido de mais material sobre o assunto do seu interesse, a fim de podermos lhe oferecer mais luz sobre este e outros assuntos especiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Escreva para:
Pr. Roberto Biagini:



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